sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sorria muito!

O SEGREDO ESTÁ NA COMUNICAÇÃO

Quando ao volante da nossa autocaravana iniciamos uma viagem o nosso espírito abre-se a novos conhecimentos, sejam eles lúdicos, culturais ou outros que cada um sinta que melhor o libertam e realizam.

É interessante, porém, reflectirmos até que ponto a simpatia que possamos irradiar se reflectirá e influenciará o meio humano em que nos encontremos, tornando mais agradável a nossa relação com os outros.

Um pequeno filme sonoro de 16 minutos (num inglês muito básico) pode fazer a diferença entre um levantar de mão, numa saudação mecânica, impessoal, ao companheiro que connosco se cruza na estrada e a saudação efusiva, aberta e sorridente de quem está bem consigo e com o mundo.

Veja o filme e depois… sorria. Sorria muito!


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Declaração de Alenquer

O Papa Léguas assume os principios consignados na Declaração de Alenquer de 22 de Novembro de 2008 e abaixo reproduzidos.


Os participantes presentes, no "I Encontro de Cyber Autocaravanistas Bloguistas", reunidos em Alenquer em 22 de Novembro de 2008:

I

Congratulam-se
com o desenvolvimento do autocaravanismo, modalidade de turismo itinerante, quer entre os portugueses, quer entre os estrangeiros, expresso nas crescentes visitas a Portugal.

II

Consideram dever estudar
o desenvolvimento do autocaravanismo, entendido como uma forma legitima de turismo itinerante, para que possa ser valorizado pelas autoridades públicas e não ser discriminado negativamente, bem como defendem a criação de melhores condições de estacionamento das autocaravanas, junto dos centros urbanos e na proximidade de locais de interesse turístico e cultural.

III

Registam a espontaneidade,
maioritariamente favorável, de uma emergente opinião pública civicamente responsável e identificada com o tema do autocaravanismo que pratica e divulga os princípios do RESPEITO Mútuo aprovados:

Respeitar a natureza e o património cultural.
Evitar a formação de concentrações de ACs.
Só estacionar em lugares apropriados.
Privilegiar o comércio tradicional local.
Estar e ser discreto e cortês com todos.
Inter-agir amigavelmente com o próximo.
Tentar cumprir e manter estes princípios.
Observar sempre o bom senso e bom gosto.

IV

Saúdam todos os autocaravanistas
conscientes, que pela prática, conforme as regras de ética e comportamento adoptadas internacionalmente e também entre nós, que constituem valores de referência exemplar para a divulgação e aceitação generalizada do autocaravanismo, designadamente pelos efeitos benéficos na correcção da sazonalidade, e valorização dos recursos turísticos culturais do interior.

V

Manifestam o seu compromisso
e disponibilidade para através dos conteúdos que elaboram ou divulgam nos meios ao seu alcance, intensificarem a valorização de textos favoráveis ao autocaravanismo itinerante, para melhor acessibilidade à informação objectiva, quer por parte do público em geral e autocaravanistas, quer por parte da comunicação social, quer ainda para obtenção das autarquias locais da criação de parques de estacionamento e pernoita, com estações de serviço de apoio às autocaravanas.

VI

Resolvem ainda,

a) Constituírem-se em Net work informal de intercâmbio de informações relevantes para o autocaravanismo com vista a no seu conjunto apoiarem a criação de um Observatório não Governamental para o Autocaravanismo Itinerante ONGAI.

b) Estabelecer que a adesão ao CAB, através de um representante, está aberta a todos os espaços na internet (blogues, fóruns, websites…) que o desejem.

c) Exortar os autocravanistas a uma maior intervenção pública e cívica na divulgação do autocaravanismo.

VII

Declaram que adoptam
uma estrutura informal de associação aberta, sem personalidade jurídica, nem fins lucrativos, de tipologia informal, sob a denominação de "CAB - Circulo de Autocaravanistas da Blogo-Esfera" e que

a) disporá de um espaço Web próprio identificado pelo logótipo adoptado,

b) reunirá em principio quadrimestralmente

c) e designam para coordenar os destinos do CAB no próximo ano:

- Diogo Ferreira (Blog MIDAP)
- Luís Decaravalho (Blog Newsletter)
- Rui Narciso (Portal Papa Léguas)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Com o CAS no nordeste transmontano


PARA O ANO VAMOS TREINAR!


O Clube Autocaravanista Saloio realizou entre 20 e 24 de Fevereiro de 2009 o seu 1º Encontro amavelmente aberto à participação de não sócios.

A Área de Serviço de Torre de Moncorvo foi pequena para receber as cerca de 25 autocaravanas onde pouco mais de 50 pessoas se fizeram transportar.

Torre de Moncorvo, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros, Podence, Izeda, Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e novamente Torre de Moncorvo foram os locais onde os sócios e convidados do Clube passaram e visitaram.

O Programa completo do Encontro é suficientemente elucidativo e é difícil descrever o companheirismo existente naqueles 4 dias. Na realidade, quando quase tudo corre satisfatória e normalmente, não existe história. E diz-se quase tudo porque a única ocorrência que é notícia deve-se a um dos companheiros, infelizmente, ter tido uma avaria mecânica que foi provisória e rapidamente resolvida, numa primeira fase, por um dos participantes.

As intervenções da organização foram mínimas e oportunas e a preocupação pelo bem-estar dos participantes foi exemplar e, até, por vezes, excessiva.

Este ainda pequeno Clube, que nada tem de saloio, tem capacidade para, progressivamente, se lançar em voos mais altos.

O Papa Léguas não tem, assim, qualquer história interessante para contar… a não ser… que só conseguiu 2 míseros pontos no Jogo da Malha em que pela primeira vez participou e, mesmo assim!, recebeu um diploma. Para o ano vamos treinar!


Convidamos, agora, todos os interessados a passearem pelas mais de 300 fotos que constituem um contributo para mais tarde recordar e que podem ser vistas AQUI.

Chamadas telefónicas gratuitas

O texto "Chamadas telefónicas gratuitas", abaixo transcrito, foi publicado no Portal do Papa Léguas em 25 de Novembro de 2008

Explicação genérica

O programa "VoipBuster" permite efectivar, a partir de um computador com ligação à Internet, chamadas para telefones fixos em Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Chipre, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, França, Holanda, Hong Kong, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Malásia, Mónaco, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Portugal, Singapura e Taiwan.

Os telefonemas para os países referidos acima, à data desta informação, são 100% gratuitos desde que dirigidos para um telefone "fixo". Os telefonemas para países não referenciados acima são pagos em conformidade com a tarifa inserta no "Portal do VoipBuster".

Os telefonemas para telemóveis são pagos em conformidade com uma tabela que pode ser consultada também no "Portal do VoipBuster". A título de exemplo, para Portugal, para qualquer rede, o custo é de 0,220 cêntimos cada minuto (0,262 com IVA incluído).

Uma pequena bandeira portuguesa colocada no canto superior direito do "Portal do VoipBuster" permite-lhe aceder a todo o Portal em português.

Também no referido Portal encontra "instruções" muito completas, o local onde pode fazer o "download gratuito" do programa, a descrição das "funcionalidades", os "tarifários" das chamadas que pretender fazer e muitas outras informações.

Após a instalação o programa fica imediatamente apto a funcionar e, embora as chamadas sejam cortadas após 01 minuto de comunicação, permite testar as comunicações.

Para poder funcionar sem limitações deve pagar 10,00 Euros (12,50 com IVA incluído) para um período de 120 dias, após o qual deve voltar a pagar mais 10,00 Euros para igual período que são acumulados ao saldo. Estes pagamentos constituem um adiantamento para liquidar os custos das chamadas efectuadas para telemóveis ou para Países cujas chamadas para telefones fixos sejam pagas. Os montantes a pagar por essas chamadas são abatidos aos valores previamente adiantados.

Cerca de 10 minutos após o pagamento do adiantamento (sendo viável obter factura electrónica) o programa fica a operar sem limitações.

Por razões de segurança aconselha-se que os pagamentos sejam feitos utilizando o serviço "MBnet", acessível através da Internet ou de quase qualquer máquina "multibanco" e só possível para quem tenha um cartão bancário de débito ou de crédito.

O "VoipBuster" permite muitas outras formas de comunicação bem explicadas no respectivo Portal.

Que vantagens para os autocaravanistas?

Encontrando-se o autocaravanista em Portugal (ou no estrangeiro) num "hotspot", por exemplo, pode, através de "WI-FI" (muitas vezes gratuito), utilizar o programa "VoipBuster" instalado num qualquer computador portátil para efectuar uma chamada telefónica gratuita, inclusive para o estrangeiro, ou enviar um SMS para um ou mais destinatários ou ainda efectivar uma chamada paga a um tarifário mais baixo.

Tem também sempre "online", independentemente do computador de onde aceda, uma agenda telefónica relativamente completa.

É imprescindível que o computador esteja equipado com uns auscultadores com microfone anexo (5,00 a 10,00 euros), não sendo aconselhável o uso de colunas devido ao efeito de "feedback".

NOTA: As informações atrás não dispensam a consulta das páginas electrónicas acima referidas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Você pode ser a esperança de muita gente

LIBERDADE

Os autocaravanistas prezam e muito a liberdade.

É sobre liberdade e a importância de cada um na defesa dessa liberdade que fala o extraordinário vídeo da Amnistia Internacional.

Tantas e tantas vezes a sua assinatura é importante. É a esperança de muita gente. Pode ser a diferença entre a vida e a morte.

video

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A revolta do Carnaval


SÓ PRIMEIRO-MINISTRO TRABALHOU

Terça-feira de Carnaval é um Feriado Nacional facultativo que tem lugar 40 dias antes da denominada Semana Santa ou 47 dias antes do Domingo de Páscoa.

É uso o Governo deliberar por Despacho que concede neste dia tolerância de Ponto aos funcionários e agentes do Estado e dos serviços da administração central; também alguns sectores de actividade consideram através dos seus contratos ou acordos colectivos de trabalho este dia como Feriado.

Ao longo de anos que a Terça-feira de Carnaval ou Entrudo (como também é conhecida) tem sido um dia de descanso para a maioria da população trabalhadora portuguesa, designadamente para os trabalhadores por conta doutrem.

O Prof. Cavaco Silva, enquanto Primeiro-ministro, no então seu terceiro governo, decidiu que o Entrudo (Terça-feira) não era para “brincar” e não despachou a consuetudinária tolerância de ponto.

A revolta da população trabalhadora foi de tal forma avassaladora que nessa Terça-feira de Carnaval, dizem os mais radicais, só o Primeiro-ministro trabalhou.

Desde essa data que a população, porque lutou, tem vindo, até hoje, a gozar o Entrudo. E é devido à existência deste Feriado a que juntam mais um ou dois dias de férias que muitos autocaravanistas podem passear e conviver. É o caso dos autocaravanistas que aderiram ao programa do CAS – Clube Autocaravanista Saloio – e que hoje, se o Programa for cumprido, sairão de Torre de Moncorvo de regresso às suas respectivas origens.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sabores Mirandeses

MIRANDÊS – LEGAL DESDE 1999

Contamos almoçar hoje, o Grupo de autocaravanistas integrado no I Encontro do CAS (Clube Autocaravanista Saloio), em Miranda do Douro.

Coincidência ou não está anunciado no Diário de Trás-os-Montes que Miranda do Douro vai ser palco do “X Festival de Sabores Mirandeses”, marcado para os próximos dias 20,21,22 e 23 de Fevereiro de 2009.

Este evento conta, este ano, com um conjunto de actividades de lazer e cultura, com destaque para as actuações musicais, exposições, arruadas, jogos tradicionais, visitas ao centro histórico, bem como oficinas de instrumentos musicais e língua mirandesa.

Realce-se que o Estado Português reconheceu o direito a cultivar e promover a língua mirandesa, enquanto património cultural, instrumento de comunicação e de reforço de identidade da terra de Miranda através da Lei 7/99 de 29 de Janeiro.

Além disso, também vai haver artesanato, mercado de produtos regionais, passeios BTT, montarias ao javali e, como não podia deixar de ser, diversos pratos gastronómicos.

Entre os locais escolhidos para o Festival de Sabores Mirandeses estão o Centro de Interpretação Turístico e Ambiental, Casa da Cultura Mirandesa, Biblioteca Municipal e o Pavilhão Multiusos.

Este texto, como outros divulgados desde o dia 20 de Fevereiro no Blogue do Papa Léguas são pequenos apontamentos de uma viagem que pretendemos vir a dar a conhecer com mais profundidade.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

È Carnaval ninguém leva a mal


O CARNAVAL

A Palavra Carnaval terá tido origem na palavra “Carrum Navalis” designação de uns carros que se viam nas Dionísias, festas da Antiga Grécia. Também há quem defenda que Carnaval deriva da expressão “carne lavandas” que significa o “adeus à carne”, no sentido literal do termo. Como o Carnaval tem lugar antes da Quaresma este “adeus à carne” está relacionado com a proibição de comer carne que a igreja católica determinava para os seus seguidores.

O Carnaval terá tido origem no antigo Egipto ou na antiga Grécia ou ainda em Roma com as saturnálias.

A Igreja apodera-se do Carnaval, procura sublimá-lo e consegue-o, para impedir a libertinagem pagã e enquadra-o em regras nem sempre seguidas pelos foliões, pois o Entrudo sempre se manteve com características de festa popular de rua.

O Carnaval moderno com desfiles e Máscaras (trajes) tem origem na sociedade vitoriana do século XIX.

São famosos o Carnaval de Veneza, o Carnaval do Brasil, nomeadamente o do Rio de Janeiro, o Carnaval em New Orleans e o Carnaval na Alemanha.

Já me esquecia!... E é famoso o famoso Carnaval dos Caretos de Podence, em Podence, no Concelho de Macedo de Cavaleiros., onde, se o Programa do I Encontro do CAS não for alterado, estaremos hoje.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Jogo da Malha

COM SORTE DE PRINCIPIANTE…

Nesta madrugada (21 de Fevereiro), aí pelas 9 horas, seguiremos por Vila Flor, almoçaremos e visitaremos Macedo de Cavaleiros e iremos pernoitar em Podence.

Antes do “recolher” terá lugar um torneio do Jogo da Malha. Confesso que nunca joguei este jogo tradicional e que estou tentado a fazê-lo. A derrota está garantida e, com sorte de principiante, pode até vir a acontecer o impensável.

No entanto o “prato forte” desta viagem vai ter lugar amanhã no famoso Carnaval dos Caretos de Podence e à noite, a expectativa do que será o Espectáculo/Baile com o jovem casal Autocaravanista Lurdes e Rui Portela manter-nos-á despertos.

Mantenha-se informado. Não deixe de diariamente vir ao Blogue do Papa Léguas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A caminho de Torre de Moncorvo


CONHECER O NOSSO PATRIMÓNIO


O Papa Léguas vai acompanhar o I Encontro do CAS (Clube Autocaravanista Saloio) e integrar-se no respectivo Programa.

Algumas centenas de quilómetros nos separam do local onde terá lugar a concentração, a Área de Serviço para Autocaravanas de Torre de Moncorvo, onde contamos chegar ao anoitecer.

Contudo, a visita a Torre de Moncorvo que está prevista só para o dia 24 de Fevereiro, inclui uma deslocação ao Museu do Ferro (Instalado no Solar do Barão de Palme) e à Igreja Matriz (ou de Nossa Senhora da Assunção).

Infelizmente, mas compreensivelmente, o Programa não nos permitirá visitar a Biblioteca Municipal e Arquivo Histórico Municipal (No Centro Histórico da Vila – Tem internet), o Chafariz Filipino (Pç. Francisco António Meireles), o Chafariz de Sto. António, o Solar dos Pimenteis (Lg. General Claudino, R. Manuel Seixas.), o Solar de Sto. António e Logradouro anexo, os Paços do Concelho, a Casa da Roda, a Casa da Avó (R. da Salgada, actual R. Manuel Seixas), a Oficina Vinária, o Castelo de Torre de Moncorvo (restos) (Largo dos Paços do Concelho), a Capela do Espírito Santo, a Capela de Nossa dos Remédios, a Capela de Santo António (R. Visconde de Vila Maior), o Pelourinho de Torre de Moncorvo (Classificado), a Capela do Sagrado Coração de Jesus (Largo do Castelo ou Praça da República), a Igreja da Misericórdia (R. Direita, actual R. Dr. Campos Monteiro), Capela da Nossa senhora dos Prazeres (R. 13 de Janeiro), o Fontanário de Santiago (R. do Saco - R. de Santiago), o Edifício da Misericórdia (R. Dr. Campos Monteiro, nº 24.) e a Capela do Espírito Santo / Hospital Velho (R. do Visconde de Vila Maior).

Pela relação do património monumental se pode depreender da importância de Torre de Moncorvo.

Na impossibilidade de uma permanência mais prolongada sugere-se, pelo menos, uma visita virtual a Torre de Moncorvo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A história da Internet

NA ERA DO DIGITAL

A utilização de um meio de comunicação à disposição de já um significativo número de pessoas justifica que se dê a conhecer a História da Internet. Se já a conhece não deixe de testar a sua memória e/ou os seus conhecimentos. Não deixe de ver. Aprende-se sempre qualquer coisa!

LEGENDAS: Se o vídeo não apresentar legendagem em português e o desejar “Clique” no ícone que se encontra no canto inferior direito da janela do vídeo e, de seguida, na barra que se abre, “clique” no 2º ícone contado de cima.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Evite problemas

AULAS DE E-MAIL

Comentários que podem ser úteis a quem utiliza o correio electrónico e justificam que utilize algum do seu tempo com o “slide” abaixo.

No canto inferior esquerdo do vídeo localizam-se três símbolos que pode utilizar para parar as imagens ou fazê-las avançar com maior ou menor velocidade; pode também parar as imagens colocando o cursor sobre as mesmas. Esta informação destina-se a permitir-lhe uma melhor leitura dos diapositivos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Respostas mobilizadoras

TODOS NA MESMA MESA PARA DISCUTIREM IDEIAS

Não há verdades para sempre

A insegurança conduz, também, à ansiedade.

A procura de respostas assertivas que nos dissipem as dúvidas é uma constante.

Na minha imodesta opinião, quando falamos ou nos referimos a pessoas, não há verdades absolutas, não há verdades para sempre.

Partindo deste postulado e reportando-nos ao autocaravanismo, entendido como turismo itinerante, existem alguns fortes óbices que há que equacionar.

Mais de um milhão de dormidas efectivadas pelos autocaravanistas, segundo o documento “Caracterização do Auto-caravanismo na Região do Algarve e Proposta para Definição de uma Estratégia de Acolhimento” da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, constitui um nicho de mercado muito apetecível, pois estamos a falar, em estimativa, de valores muito superiores a 8 milhões de euros.

Nicho de mercado com mais de 8 milhões de Euros

Quem pretenda apoderar-se (por meios legais, claro) de parte desta verba estimada procurará que os poderes instituídos decretem normas redutoras da liberdade de movimento das autocaravanas. Para o fazer necessitam, porém, de evocar pretextos e razões que o justifiquem.

Assim, mantém-se a confusão entre “campismo” e “autocaravanismo”; assim, evoca-se de forma demagógica as aglomerações de autocaravanas e a “má vizinhança” das mesmas; assim, elaboram-se normas que, embora não sendo prejudiciais aos autocaravanistas, estão a contribuir para uma mentalização tendente a aceitar-se que as autocaravanas devem ser empurradas para lugares que a lei (o que não é, no presente, verdade) estabelece; assim, progressivamente, aponta-se para uma política que justifique a redução da liberdade autocaravanista.

Como combater esta eventual estratégia de obtenção desse nicho de mercado de mais de 8 milhões de Euros?

Estratégia da indignação e revolta

Denunciando? Reivindicando? Dando murros na “mesa”?

Sem dúvida que sim. O direito à indignação (aonde é que já ouvi isto!) deve também ser apanágio de quem defende os seus direitos. Mas só isso?

O neoliberalismo, em que o poder do mercado era um dogma, está (até que as pessoas se esqueçam do caos económico que essa filosofia produziu) a ser substituído, muito lentamente, por um chamado capitalismo com regras.

Estou a “ver” a cara de espanto de todos os que acham absurda esta incursão do autocaravanismo na política. Muitos dirão, em alto e bom som, que a minha politica autocaravanista é passear.

Pergunta-se: Se forem elaboradas leis redutoras da circulação de autocaravanas, não é politica? Se forem aplicadas taxas de ambiente às autocaravanas, não é politica? Se, se, se…

Que podemos, pois, fazer, além de mostrarmos a nossa indignação?

Estratégia da indignação e afirmação

Primeiro, procurar esclarecer. Esclarecer os cidadãos em geral, esclarecer os “utilizadores de autocaravanas”, esclarecer os autarcas, os governantes e os legisladores.

Segundo, promover ou estar presentes em colóquios sobre autocaravanismo em que estas e outras preocupações sejam colocadas frontalmente aos oradores e para que conste e se divulgue.

Terceiro, procurar alianças. Mesmo com os que possam ter interesses e posições diferentes dos nossas, mas com objectivos pontuais coincidentes. Por exemplo, para um Comerciante de Autocaravanas o seu interesse é, exactamente, vender autocaravanas. Quantos mais argumentos positivos evocar melhor venderá o seu produto. Pode ter o melhor produto do mercado, mas se informar o seu cliente ou ele souber que só pode pernoitar em lugares específicos para o efeito, vai inexoravelmente perder muitos compradores. É evidente que esses comerciantes não podem querer leis redutoras, independentemente de qualquer outra razão. E, também eles são um poder económico a levar em conta.

Quarto, propor legislação que se refira a autocaravanismo e autocaravanas e que não existe. Uma lei sugerida pelo Movimento Autocaravanista de Portugal será necessariamente melhor que uma lei sugerida por um movimento campista ou por uma eventual “Plataforma Sectorial” ou por alguém que não tenha a mínima noção do que é o Autocaravanismo entendido como turismo itinerante.

Quinto, qualquer lei tem que conter normas que se enquadrem na sociedade a que se destina. Propor que essa lei contenha definições de conceitos respeitantes à prática de autocaravanismo, que proíba uma autocaravana de acampar e especifique o que é acampar, que exista sinalização apropriada, enfim, todos aqueles normativos de que fala a “Cartilha do Autocaravanista”, contribuirá para uma melhor imagem dos autocaravanistas e a sua plena aceitação na sociedade.

Dúvidas

Sobre a sinalização, especialmente sobre aquela que “reserva o direito de estacionamento a autocaravanas” têm-se levantado algumas dúvidas que, no presente, são infundadas.

As autocaravanas podem estacionar em qualquer local que o código da estrada não proíba e as deliberações camarárias referindo a proibição específica de estacionamento de veículos considerados autocaravanas são ilegais. As Câmaras Municipais podem determinar que um veículo com determinado comprimento, ou largura, não pode estacionar. Mas não podem impedir um veículo de o fazer só porque é uma autocaravana.

A existência de um sinal de espaço reservado exclusivamente ao estacionamento de autocaravanas não as impede de estacionar em qualquer outro local não proibido pelo código da estrada. Existem, presentemente, sinais de trânsito destinados ao estacionamento exclusivo de veículos para deficientes, para ambulâncias, para autocarros, etc. Esses sinais impedem que outros veículos não referidos estacionem nos locais abrangidos, mas não impedem os veículos abrangidos de estacionarem em qualquer outro local não proibido pelo código da estrada.

Muitos autocaravanistas estarão (se tiverem tido a paciência de chegar a este ponto do texto) neste momento a dizer:

- Pois, pois, mas quando me multarem ou expulsarem sem razão o que é que eu faço?

Todos nós sabemos a resposta!

As associações de autocaravanistas têm que disponibilizar meios de apoio jurídico aos autocaravanistas que estando perfeitamente legais não tenham pago a multa e / ou tenham sido expulsos do local. Não se trata de estabelecer que existe apoio jurídico individualmente considerado; trata-se de dar um sinal claro às autoridades que as associações vão iniciar uma campanha jurídica contra as ilegalidades. Trata-se de um apoio excepcional para situações excepcionais.

É chegado o tempo de todas as associações de autocaravanistas, todos os “formadores de opinião”, todos, todos, TODOS se sentarem na mesma mesa e discutirem IDEIAS.

Sem lutar pelos nossos direitos e interesses nada se consegue.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Foto espectacular

VISITA VIRTUAL

As capacidades e possibilidades das novas tecnologias não deixam de nos (me) espantar.

Uma imagem que nos permite apreciar o respectivo conteúdo como se nos encontrássemos, por exemplo, no interior de uma igreja e os nossos olhos, com um simples movimento de cabeça, possam contemplar todas as perspectivas: o altar, as laterais, o órgão, o teto, o chão… é espectacular.

Mas se essa imagem ainda nos permite observar pormenores, como cada um de nós observa, no interior de uma igreja aproximando-se ou afastando-se de um determinado ponto para melhor o examinarmos…


Nada melhor do que ver, se ainda for a tempo, esta FOTO ESPECTACULAR aqui.


Atenção: Utilize o cursor na própria imagem para “se movimentar” ou, com o cursor, as teclas virtuais existentes na base da imagem

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O País é a nossa casa

AO CORRER DA PENA…

(a propósito do que se disse no Fórum do CampingCar Portugal )


1

Quando as ideias precisam que se utilize como argumento (mesmo que sub-reptício) referências de carácter pessoal do(s) nosso(s) interlocutor(es) estamos perante três situações concretas:

- Quem as utiliza não tem capacidade de argumentação;

- Quem as utiliza não tem ideias consistentes sobre um determinado assunto;

- Quem as utiliza quer denegrir a imagem do(s) interlocutor(es) como forma de valorizar uma ideia que não tem substância.

Muitas vezes, também, utiliza-se a própria imagem para dar peso à exposição de uma ideia. Estamos perante um caso de “Magister dixit”.

É o ser “velho” (?) que me permite compreender os desejos de afirmação dos “miúdos”, “ler” para além das afirmações que precipitadamente emitem, saber “ouvir” e, sobretudo, esforçar-me para ter uma atitude pedagógica.

Não esqueço, podem ter a certeza, que as ideias devem ter como destinatários as pessoas. E são as pessoas que são importantes. São as pessoas que fazem análises e interpretações com legitimidade para serem feitas na medida em que qualquer ideia, após divulgada, adquire vida própria e pode influenciar de formas diferentes, diferentes pessoas. O autor deixa de ter o controlo sobre a ideia, sobre o pensamento que pretende transmitir, na medida em que ele é interpretado à luz de diferentes vivências, de diferentes conjunturas, de diferentes realidades político-sociais e, também, de diferentes graus individuais de conhecimento e de cultura.

Um autor não é prisioneiro das interpretações e análises que queiram fazer da sua ideia. Também é desgastante, por parte do autor, estar permanentemente a corrigir as interpretações ou esclarecer as motivações da sua ideia. Fazê-lo seria estultícia.


2

Na nossa cultura está interiorizada a denúncia como um anátema, embora lentamente e em democracia se esteja a verificar uma mudança.

O conceito de denúncia, conotado com “os bufos da ex-Pide/DGS”, já não tem razão de se manter nos dias de hoje. Nem sequer a denúncia cívica pode ser entendida como se tratando de “queixinhas”.

A denúncia deve ser entendida como “bufaria” ou como “intervenção cívica na defesa de valores”?

No caso concreto de campismo fora dos lugares a isso destinado (campismo selvagem) com as consequências daí resultantes, inclusive a eventual publicação de leis mais redutoras da liberdade dos autocaravanistas, deve ser objecto de denúncia.

Porquê?

Porque os praticantes desse tipo de campismo, não se tenha dúvidas, estão a prejudicar (o meu, o teu, o nosso) património entendido no aspecto mais lato do termo. Alguém deixaria de protestar, denunciar quem fosse colocar lixo à porta da nossa casa? Alguém deixaria de protestar, de denunciar quem permitisse que o cão fizesse as necessidades fisiológicas à nossa porta e as não apanhasse? Alguém deixaria de protestar, de denunciar quem tivesse uma aparelhagem sonora a emitir tão alto que poluísse os nossos ouvidos na nossa casa?

O País é a nossa casa!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que a lei não proíbe é permitido




COLÓQUIO F.I.L.


O colóquio (O Autocaravanismo e as Leis actuais) promovido pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) e organizado pelo Clube Português de Autocaravanas (CPA) começou cerca de trinta minutos após a hora marcada para o início.

Na Mesa que presidiu ao colóquio, além dos oradores previstos, sentaram-se também Ruy de Figueiredo (que moderou o debate) e Fernando Cipriano, respectivamente Presidentes do CPA e FCMP.

José Iglesias González (Presidente da Comissão de Autocaravanismo da FICC), após as introduções protocolares e com uma assistência de menos de 50 pessoas, deu-nos a conhecer a sua visão do “Autocaravanismo na Europa” semelhante à que consta do texto que pode ser lido AQUI.

A forma como fez a exposição, contudo, pareceu-nos direccionada para uma mistura, pouco pedagógica, de conceitos de campismo e autocaravanismo. Esta percepção pode, no entanto, dever-se a inerentes dificuldades de compreensão da língua castelhana.

Vítor Ferreira (Consultor e advogado da FCMP) fez uma exposição acerca de “O novo regime jurídico dos parques de campismo privativos associativos com especial incidência no regime jurídico do autocaravanismo”, em que analisou o Decreto-Lei 39/2008 de 7 de Março e a Portaria 1320/2008 de 7 de Novembro.

Primeiro esclareceu (de forma genérica) que o que a Lei não proíbe é permitido, para, de imediato, referir-se à legitimidade de estacionar / pernoitar na via pública como um direito dos autocaravanistas, incluindo a utilização interna dos meios que a viatura permita.

Posteriormente considerou que as normas legais atrás referidas se destinam às práticas de campismo. Mais esclareceu que, em seu entender, ambas as normas, não impedem, nem que se continue a construir, nem a manutenção das já existentes “estações de serviço para autocaravanas” semelhantes, dizemos nós, á que existe em Mação, que foi, aliás, referida no debate, como exemplo.

Das intervenções da assistência (poucas) sobressaiu a ideia que os agentes da autoridade (GNR, PSP) actuam ilegalmente ao impedirem o legitimo estacionamento / pernoita de autocaravanas e que, por parte dos autocaravanistas, a oposição legal a esses impedimentos era na prática cerceada pelos custos (em tempo e dinheiro) que teriam que despender com o recurso aos tribunais. O orador avançou, como uma hipótese de solução, o alerta que as Federações, os Clubes ou Grupos de cidadãos (autocaravanistas) poderiam fazer junto de todas as entidades competentes para obstar a continuação dessas ilegalidades.

Ainda sobre esta matéria, considerando o peso institucional que tem e a maior facilidade de ser ouvida pelos Órgãos de Comunicação Social, foi a FCMP instada a emitir formalmente as ideias despendidas pelo orador e na perspectiva da defesa dos direitos e dos interesses dos Autocaravanistas.

Amélia Silva (Representante da comissão especializada de caravanas e autocaravanas da ACAP) após uma intervenção que abordou essencialmente, as vantagens dos consumidores ao optarem por representantes de marcas, os conselhos aquando da aquisição de autocaravanas e a disponibilidade para todos os esclarecimentos.

Mas a grande informação reportou-se, sinteticamente, à constituição (até ao final do primeiro trimestre de 2009) de uma “Plataforma Sectorial” integrando a ACAP, a AECAMP (Associação Portuguesa de Empresários de Camping e Hotelaria ao Ar Livre) e a FCMP.

Devido ao adiantado da hora (faltavam uns 15 minutos para o encerramento do colóquio) não foram permitidas intervenções pela assistência. Num debate sobre “O Autocaravanismo e as Leis Actuais”, em que o enfoque é dado ao Autocaravanismo, impunha-se questionar a composição dessa Plataforma ser constituída por uma Associação Automóvel, por uma Associação Portuguesa de Empresários de Camping e por uma Federação de Campismo. E o autocaravanismo, como forma de turismo itinerante, onde está?, seria a pergunta óbvia.

João Cardoso (Presidente do Conselho Fiscal do CPA) não teve literalmente tempo para abordar de forma consequente o tema “Os Clubes e o Autocaravanismo em Portugal” pelo que se limitou a expor muito superficialmente a história do Clube Português de Autocaravanas.

Também aqui não foi possível o debate.

Conclusões do Papa Léguas:

1 – O colóquio contou com uma diminuta presença de autocaravanistas o que pressupõe uma de duas coisas: (a) que a realização em horário laboral foi um impedimento ou (b) que os autocaravanistas não têm hábitos associativos;

2 – Face ao tempo disponível o colóquio devia ter sido iniciado na hora marcada;

3 – Foi um colóquio ambicioso para o tempo previsto pelo que as intervenções dos oradores deveriam ter sido limitadas e cada tema não poderia ultrapassar uma hora;

4 – O tema que o Consultor e advogado da FCMP tratou foi, no aspecto jurídico-legal, favorável as opiniões defendidas pelos autocaravanistas; a Federação, que tinha o respectivo Presidente na Mesa do Colóquio, não interveio, nem corroborou publicamente com o apoio político às interpretações, nem se comprometeu a vir a fazê-lo.

5 – Pode ser preocupante a constituição de uma Plataforma Sectorial (estamos a falar de autocaravanismo) sem a presença de uma força representativa em exclusivo do autocaravanismo;

6 – É necessário que o debate prossiga e que para ele sejam mobilizados mais autocaravanistas;

7 – O Movimento Autocaravanista de Portugal tem que continuar a exigir que a clarificação dos direitos dos autocaravanistas sejam profusamente difundidas e assumidas por todas as organizações (formais e informais) que se afirmem defensores do autocaravanismo, entendido como modalidade de turismo itinerante, para obstar a que interpretações abusivas das leis proliferem.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Miscelânea


MISCELÂNEA” é a designação de mais uma Secção que irá conter os mais variados assuntos, apresentados de forma muito ligeira, já em texto, fotografia, vídeo ou qualquer outro formato, que o engenho e a pouca arte do Papa Léguas consigam reproduzir.

O Papa Léguas agradece antecipadamente as sugestões que por correio electrónico lhe remetam, reservando-se, contudo, o direito de só publicar o que, além de oportuno, se inserir na Linha Editorial que vem sendo evidenciada.

O primeiro assunto, apresentado em vídeo, refere-se a

A ORIGEM DOS NÚMEROS


INFORMAÇÃO:

1 - No canto superior esquerdo do vídeo através do símbolo "autofalante" se existir pode desligar o som;

2 - No canto inferior esquerdo do vídeo localizam-se três símbolos que pode utilizar para parar as imagens ou fazê-las avançar com maior ou menor velocidade; pode também parar as imagens colocando o cursor sobre as mesmas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Colaboração Municípios/Autocaravanistas


INTERVENÇÕES DE PROXIMIDADE


Não serei um falsamente modesto para principiar por qualquer coisa como. “Quem sou eu para…”.

A iniciativa do Companheiro Jorge Santos (que pode ser lida no CampingCar Portugal e no fim deste texto) é perfeitamente legítima, tão legítima como a de qualquer outro autocaravanista, se considerarmos que é feita com o objectivo de defender valores inscritos na “Cartilha do Autocaravanista”.

A questão que se coloca é se a metodologia usada (actuar de fora para dentro e à distancia) será a melhor. Até porque os resultados, não controlados localmente, poderão ser desfavoráveis aos autocaravanistas.

Há alguns dias atrás, numa reunião de Autocaravanistas procurei que fossem criadas condições de proximidade para que a mensagem dos autocaravanistas passasse.

Equacionei, primeiro, as seguintes questões:

- Que o Autocaravanismo e o Campismo eram, perante o cidadão comum, considerados idênticos;

- Que não se estava a conseguir passar a mensagem sobre as diferenças entre Autocaravanismo e Campismo por dificuldades de acesso à Comunicação Social e também às Revistas especializadas e sítios na internet por não serem abrangentes;

- Que existia uma deficiente ou mesmo ausência de informação por parte das autarquias do que é o Autocaravanismo e as vantagens que o mesmo pode proporcionar;

- Que existem muitos utilizadores de autocaravanas que desconhecem ou não se sentem motivados a cumprir a “Cartilha do Autocaravanista”

- Que um associativismo (informal) de proximidade, mais sentido do que racionalizado, podia vir a contribuir para uma intervenção mais assertiva e eficaz;

- Que a constituição de Clubes de âmbito Distrital / Concelhio podia não ser exequível.

E, com base nas razões referidas, sugeri as seguintes acções:

- Uma campanha de fomento da constituição de Núcleos Concelhios / Distritais de Autocaravanistas;

- A divulgação de bases informais (de referência) em que os Núcleos se deviam constituir, designadamente sobre os objectivos lúdicos, culturais, desportivos, formativos, informativos e reivindicativos;

- Que se fossem divulgando (pela internet, por exemplo) as actividades que os Núcleos fossem desenvolvendo (até como forma de incentivo para a constituição de outros);

- Que os Blogues de Autocaravanistas dinamizassem reuniões de autocaravanistas por Concelho / Distrito.

Na minha imodesta opinião o desenvolvimento deste método contribuiria para que a mensagem dos autocaravanistas passasse para os cidadãos em geral, para os utilizadores de autocaravanas, para os responsáveis autárquicos e, assim, poderia criar progressivamente as condições mínimas necessárias para o desenvolvimento do Autocaravanismo como forma de turismo itinerante.

Também a existência de movimentos na proximidade permitiria um maior e eventualmente melhor acompanhamento dos processos.

Em nada pretendo contrariar as ideias, iniciativas, voluntarismo mesmo, de qualquer cidadão, independentemente de os resultados poderem vir a ser contrários ao sentir dos autocaravanistas e do próprio cidadão.


Por outro lado e parafraseando alguém, a autonomia dos autocaravanistas tem que ser obra deles próprios colectivamente considerados.


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Companheiros,
Contactei recentemente em nome individual, as 16 Câmaras Municipais do Algarve, com o fim de encontrarmos uma plataforma de entendimento, baseada nos principios de respeito mutuo, dos interêsses municipais, populacionais, livre estacionamento, pernoita e facilidades a providenciar à classe autocaravanista itinerante.
A vida nunca permitiu nem virá a permitir "borlas". Para as adquirir, ou já se deu ou teremos de dar futuramente. Como todos sabem, só há duas coisas certas na vida - pagar taxas e morrer.
Conhecedor destas máximas, não me apresentei como o dôno do terreno, nem declarei que só me falta pagar taxa para respirar, nem que queria aquêle "lugarzinho" frente ao mar !.
Não, disse-lhes até que poderiamos pagar quantias simbólicas, com equacionamento a áreas privilegiadas, serviços disponíveis, longas permanências e a nossa disponibilidade para colaborar envolvendo os nossos clubes, fóruns, blogs, bem como as opiniões de residentes locais, utilizadores de autocaravana.
Como já se devem estar a interrogar - Quem mandou êste tipo invocar outros sem autorização ? Tentarei justificar a seguir.
Como não podia ficar em bicos de pés até ter respostas, puxei dos galões e para aumentar a minha estatura alguns milimetros, informei-os, eu sou êste, tenho êste e-mail, telefones, sou sócio do CCL, do CPA, colaborador do campingcarportugal, co-fundador do MIDAP (exagêro!)e tudo quanto se escreva, favorável ou detrimental, a qualquer das partes, será do conhecimento geral.
Sem arrogância ou extrema humildade o que temos de tratar, independente das respostas das Câmaras Municipais, é convocar à participação e se necessário ir até êles com as sugestões mais válidas.
O documento da CCDR-Algarve, foi apresentado para ser implementado e "altamente" melhorado, graças aos esforços :
Da Administração do CCPortugal
Da Presidência/Corpos Directivos do CPA
Da Administração do MIDAP
Dos companheiros Raul Lopes e Nuno Ribeiro.
Entrou, possívelmente dentro da engrenagem estadual ou regional e não sabemos quando e em que estado de lá sairá. Quem sabe se o bom ou mau acolhimento ao meu pedido às 16 Câmaras-Algarve, não reflectirá o documento final ?
Temos grandes homens, como os que se pronunciaram sôbre o documento CCDR-Algarve.
Apélo públicamente a êles, não para corrigirem a malformação da coisa criada (documento CCDR-Algarve), mas sim para estabizarem um barco lançado à àgua (as 16 Câmaras-Algarve) por um aprendiz de construtor naval (eu) em risco de adernar e afundar, mas, que com os vossos conhecimentos e experiência, evitarão o naufrágio.
Faço público apêlo a todos os outros companheiros foreiros, que sugestionem métodos rápidos e eficazes para resolver a problemática de estacionamento/pernoita/serviços, na região algarvia.
Êles, podem estar a ler o que escrevem... !
Ninguém ficará sem o seu nome no quadro de honra.
Principiando, eu sugiro :
Câmaras Municipais, criarão um cartão de área de estacionamento tipo "raspadinha" - pondo a claro, mês e dia e vendidos em qualquer loja, super/hipermercado. Ganha a autarquia e o estabelecimento comercial.
( a ideia não é original, já a usei em um ou dois países europeus )
Câmaras Municipais criarão, digamos, Emprêsa Municipal Para Autocaravanismo Itinerante (EMPAI), a qual será o nosso único interlocutor, velará pelas receitas devidas, rotatividade de ocupação de estacionamentos, serviços,manutenção boas práticas e vigilância de segurança.
Sentir-me-ei honrado se fizer parte da comissão/delegação, para contacto e desenvolvimento com as Câmaras Municipais do Algarve, caso êste ou outro plano, sejam aceites.
Nada se perderá se êste projecto-piloto, não se concretizar.
Dentro das mesmas vertentes, irá ser apresentado em sucessão, aos districtos do Alto e Baixo Alentejo, Beiras, etc.
Cumprimentos
Jorge Santos
Cascais


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

El extraño caso del Algarve



A INTERPRETAÇÃO DO DIREITO DE ESTACIONAR E / OU PERNOITAR

O colóquio que a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) promove e o Clube Português de Autocaravanas (CPA) organiza, já na próxima Sexta-feira, dia 13, conta entre os oradores, com a presença de José Iglesias González, na qualidade de Presidente da Comissão de Autocaravanismo da Federation International de Camping et de Caravanning (FICC)” que irá abordar o tema “Autocaravanismo na Europa”.

O companheiro José Iglesias González, que também é conselheiro da FICC, tem escrito sobre diversos temas, inclusive sobre a interpretação do direito de estacionar e / ou pernoitar, a propósito do estranho caso do Algarve, de que realçamos através da transcrição, publicada em 3 de Outubro de 2008, do seguinte trecho:


"EL EXTRAÑO CASO DEL ALGARVE

LA INTERPRETACIÓN DEL DERECHO DE APARCAR Y/O PERNOCTAR

Estimado lector, en primer lugar, deseo comenzar diciendo que no es mi deseo interferir en el funcionamiento de las empresas de camping ni con las autoridades de nuestro país vecino por el cual tengo gran aprecio y estima. No obstante, como soy autocaravanista, todo aquello que altere la buena marcha del Autocaravanismo trasciende más allá de meras fronteras, nos perjudica a todos en la Península Ibérica y por ende a toda la Unión Europea.

Por este motivo, a pesar de ser de un país distinto, me siento con la autoridad moral para emitir una opinión, libre, sin perjuicios, sin ánimo de crítica gratuita y en ejercicio de mis derechos de ciudadano europeo.

La prohibición de aparcamiento, sin ninguna alternativa, en el Algarve es un quebrantamiento de derechos que bien merece una profunda consideración y que analizaremos a continuación.

LOS AUTOCARAVANISTAS

A nadie se le escapa que, como en cualquier otra modalidad, existen quienes adoptan un comportamiento nefasto y digno de reproche; pero eso, por poner tan sólo un ejemplo, también ocurre con el automovilismo – a pesar del gran número de fórmulas que se han aplicado - y a nadie se le ocurre penalizar a todos automovilistas prohibiéndoles que aparquen en un determinado sitio sin ninguna alternativa. No se puede condenar a todo un colectivo por los desatinos de una minoría, eso, con todos los respetos, son veleidades anacrónicas que al final nunca han dado resultado. Para los actos de Mala Práctica (si es que se trata de eso) están las autoridades, a ellos les compete aplicar las sanciones correspondientes; este es, tal como se ha comprobado, el mejor sistema disuasorio para el infractor.

Por tanto, aquí se puede utilizar el tópico de que, ninguna medida deber ser aplicada para hacer pagar a “justos por pecadores”.

UN NUEVO CONCEPTO DE AUTOCARAVANISMO

Como se ha citado en el párrafo anterior, es obvio que los autocaravanistas tenemos una importante tarea para mejorar nuestra imagen; pues bien, en varios países de Europa ya se está logrando, todo ello con el cumplimiento de las reglas que regulan el Autocaravanismo, sólo a través de esas reglas u otras debidamente consensuadas se puede lograr el orden y el respeto sin necesidad de vulnerar los derechos de todos los autocaravanistas.

En esta misión tienen un papel preponderante las autoridades locales y nacionales, los concesionarios y, por supuesto, las federaciones y clubes comparten la responsabilidad de insistir constantemente en la Buena Práctica, por todos los medios posibles - especialmente en aquellos países que tienen más conflicto. La historia es testigo de que la estabilidad se alcanza únicamente con la legalidad, buscando el consenso y evitando imposiciones.

APARCAMIENTO EN FRANCIA

Existe el dicho de que las comparaciones son horrorosas, pero si nos sentimos europeos no queda más remedio que establecer el símil.

El estacionamiento de autocaravanas en la vía pública

El código de circulación Francés precisa que las autocaravanas no podrán ser privadas de su derecho a estacionar.

En el párrafo siguiente dice, (esta es la parte más importante):

“Ninguna autoridad puede prohibir la pernocta en toda una comuna, puede prohibir en función de riesgos higiénico–sanitarios (y probablemente saturación), pero ni aun así puede hacerlo sin disponer de un área acondicionada alternativa)”.

APARCAMIENTO EN ESPAÑA

Como es sabido, en España también, a pesar de que existen otras deficiencias que afectan a los autocaravanistas, se ha aprobado el “Manual de Movilidad” la Dirección General de Tráfico en su Instrucción 08/V-74, apartado “PARADA Y ESTACIONAMIENTO: Capítulo VIII (artículos 90 a 94), con la siguiente cita textual:

“Las autocaravanas pueden, por tanto, efectuar las maniobras de parada y estacionamiento en las mismas condiciones y con las mismas limitaciones que cualquier otro vehículo”.

En otro párrafo continúa la cita:

“Esta Dirección General de Tráfico considera que mientras un vehículo cualquiera está correctamente estacionado, sin sobrepasar las marcas viales de delimitación de la zona de estacionamiento, ni la limitación temporal del mismo, si la hubiere, no es relevante el hecho de que sus ocupantes se encuentren en el interior del mismo y la autocaravana no es una excepción, bastando con que la actividad que pueda desarrollarse en su interior no trascienda al exterior mediante el despliegue de elementos que desborden el perímetro del vehículo tales como tenderetes, toldos, dispositivos de nivelación, soportes de estabilización, etc.”
Estas son palabras exactas de dicha normativa que está vigente en la actualidad.

La prohibición de estacionamiento, dentro de las normas establecidas y ya mencionadas, para vehículos de hasta 3.500 (con la perspectiva, en los próximos años, de 4.250 kg), puede considerarse jurídicamente ilegal en la Unión Europea, si no existe una alternativa para dicho estacionamiento."


José Iglesias González é também o autor, através da La Comisión técnica y Medioambiental da FICC, de um projecto dito pan-europeu, intitulado “Un nuevo concepto de autocaravanismo”.

Os textos referidos podem ser integralmente lidos, no blogue do autor, AQUI.

O texto sobre “Un nuevo concepto de autocaravanismo” também pode ser “descarregado” AQUI.

Para uma informação mais completa o documento a “Caracterização do Auto-caravanismo na Região do Algarve e Proposta para Definição de uma Estratégia de Acolhimento” da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, pode ser “descarregado” AQUI.

Mas porque é que isto tudo tem importância? Primeiro porque estes trabalhos têm ideias que interessa analisar e, depois, porque (recordam-se?) José Iglesias González é o orador do colóquio que vai ter lugar na FIL, na próxima Sexta-feira, dia 13.

Encontramo-nos lá?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Distrito de Viana do Castelo em Autocaravana




DESCOBRIR O DISTRITO DE VIANA DO CASTELO EM 5 DIAS

No Norte de Portugal encontra-se, na Região de Entre Douro e Minho, entre os rios Minho e Neiva, o Distrito de Viana do Castelo

É uma região de múltiplos contrastes que convida a passeios de autocaravana.

Região com bastantes vertentes íngremes e uma com mais belezas naturais.

A sede de distrito é uma cidade (Viana do Castelo) que deu nome ao Distrito, fundada em 1258, e que então se chamava Viana da Foz do Lima.

São pratos tradicionais o bacalhau, os Rojões e o sarrabulho que são acompanhados por vinhos verdes, tipicamente bebidos em tigelas. Entre os doces a escolha é muito variada: rabanadas, cavacas de Viana, sidónios, torta de Viana, meias-luas, manjericos e barquilhos.

As fotos da Viagem pelo Distrito de Vina do Castelo podem ser vistas AQUI

Os documentos abaixo (Roteiro e Mapa de Viagem) são um contributo para um passeio em que os parâmetros tempo, qualidade e custo estão equacionados.

Os relatos são pragmáticos, assentes em bases informativas, que poderão, na nossa opinião, ajudar os viajantes a percorrer os caminhos mais curtos, visitar os locais paisagística e monumentalmente mais relevantes, estacionar nos lugares mais aconselháveis, efectuar a manutenção da Autocaravana em sítios referenciados e pernoitar com a segurança possível.

Convidamo-la (o) a passear connosco pelo Distrito de Viana do Castelo:



VIANA – Roteiro de Viagem ********* VIANA – Mapa de Viagem


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O que me preocupa são as imagens




REPORTAGEM DA SIC EM VÉSPERAS DE COLÓQUIO DA FCMP

O Jornal da Noite da SIC, do passado dia 07 de Fevereiro, a despropósito da “crise” faz um apontamento de reportagem sobre a presença na costa Algarvia de utilizadores de autocaravanas.

Para não falarmos linguagens diferentes é importante que principiemos por definir alguns conceitos:

Acampar/Acampamento: consiste na imobilização da autocaravana, ocupando um espaço superior ao seu perímetro, em consequência da abertura de janelas para o exterior, uso de toldos, mesas, cadeiras e similares para a prática de campismo.

Estacionar/Pernoitar: consiste na permissão de estacionamento genérico, de acordo com as regras do código da estrada, como imobilização na via pública ou em parques de estacionamento, o que permite a utilização plena da autocaravana em todas as funcionalidades para que se acha homologada, inclusive a confecção ou consumo de refeições, a utilização de sanitários sem efluentes que decorram para o exterior, e ainda o repouso ou pernoita dos seus ocupantes.

Tudo o mais que se possa dizer sobre estes dois conceitos decorre da aplicação das normas legais existentes em Portugal que, diga-se de passagem, algumas são discriminatórias, violando, assim, as normas constitucionais.

Voltando à reportagem da SIC é bom que se diga que os utilizadores das autocaravanas entrevistados estavam (ao que parecia) acampados, o que é proibido fora dos locais legalmente definidos em Portugal e, tanto quanto me é dado saber, em muitos outros países da União Europeia.

Aos prevaricadores impõe-se a aplicação de coimas.

Aos agentes de fiscalização (GNR, PSP…) impõe-se que seja ministrada formação adequada, pelas entidades com competência para o efeito, para que as normas legais sejam aplicadas uniformemente em todo o território nacional. Sobre a necessidade deste tipo de formação tive ocasião de a propor numa recente reunião do CAB – Círculo de Autocaravanistas da Blogo-esfera, mas não foi (ainda) aprovada.

Com informação e formação adequadas poderia não se verificar o que o companheiro João Firmino no Fórum do CPA – Clube Português de Autocaravanas nos revela das decisões de tribunais franceses sobre 3 situações concretas que é possível poderem (estar) acontecer em Portugal:

1 – “O Tribunal de Segunda Instância de Bordéus confirmou a decisão do tribunal Administrativo de Poitiers contra a comuna de Saint-Marie-de-Ré: A decisão contestada penaliza unicamente as ACs e anula, sem razão, a igualdade de tratamento que deve existir entre os utilizadores da via pública colocados na mesma situação.

2 – “Uma decisão municipal de Canet-en-Roussilon, proibindo o estacionamento de ACs por razões de salubridade, foi anulado por decisão do tribunal. Segundo este, não é a AC que polui, mas a má utilização desta, pelo que as autoridades devem multar o prevaricador, e não decretar uma proibição geral...

3 – “Outro caso: o Tribunal Administrativo de Pau, anulou igualmente duas decisões municipais de Saint-Pée-Sur-Nivelle, que remetiam o estacionamento das ACs apenas para a área de estacionamento a elas reservada, considerando isto uma proibição geral e absoluta. Condenou assim a comuna a pagar 1000€ de multa ao CLC e a reembolsá-lo das respectivas custas...

O texto integral pode ser lido AQUI

Contudo, não podemos transferir para o enquadramento legal todo o comportamento social a seguir pelos utilizadores de autocaravanas, da mesma maneira que não se pode obrigar através da lei os cidadãos a cumprimentarem-se mutuamente. A “Cartilha do Autocaravanista” da responsabilidade do CPA foi tornada pública desde, pelo menos, 29 de Junho de 2006 e constitui um documento orientador de todos os autocaravanistas.

A “Cartilha do Autocaravanista”, que deveria estar traduzida em algumas línguas estrangeiras, faz a diferença, através da interpretação que faço do respectivo conteúdo, entre “autocaravanistas” e “utilizadores de autocaravanas”.

Os órgãos de comunicação social privados, sem prejuízo do cumprimento do seu estatuto editorial e das leis e considerando, ainda, as diferenças que os definem, têm accionistas com objectivos: lucro e poder. Não é por acaso que se diz que a comunicação social é o “quarto poder”!

Num noticiário não se pode exigir que seja dada informação/formação. Seria o mesmo que numa reportagem sobre um jogo de futebol o jornalista informar que o Clube perdeu devido a um “penalty” e, de imediato, começar a explicar o que é uma grande penalidade num jogo de futebol.

Poderemos defender que o seja, mas a formação não é o objectivo primeiro de um órgão de comunicação social.

O meu sentir sobre esta reportagem da SIC está mais nas imagens vistas do que nas palavras ditas. O que nos deve (?) preocupar naquela reportagem não são as palavras. São as imagens (verdadeiras) que transmitem uma mensagem que as organizações de autocaravanistas têm a obrigação de contestar e, através de medidas ao seu alcance, dar o exemplo.

Com imagens destas (que valem mais que mil palavras) os detractores do autocaravanismo, como forma de turismo itinerante, têm mais uma arma para exigir leis redutoras da liberdade dos autocaravanistas. E isso é preocupante!

O Movimento Autocaravanista de Portugal tem que se antecipar para que a promulgação de leis justas e clarificadoras do autocaravanismo seja uma realidade. Antes que chegue o verão.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Distrito de Portalegre em Autocaravana


DESCOBRIR O DISTRITO DE PORTALEGRE EM 5 DIAS

Falar do Distrito de Portalegre para dizer que é mais um dos que constituem o Alentejo, embora diferente dos restantes, tentar dar uma imagem das terras e das gentes, poderia, pela minha falta de engenho e arte, afastar-vos deste pedaço da nossa Terra.

É preferível deixar-vos conhecer (ou recordar) as palavras poéticas de José Régio e, perdoem-me a ousadia, aconselhar-vos a visitar, em Portalegre, a casa onde viveu mais de 30 anos.

Espero, que este poema vos desperte o desejo de conhecer Portalegre.

No fim do poema encontra-se o acesso (Roteiro e Mapa) de mais uma viajem em Portugal.

Toada de Portalegre

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
Velha, grande, tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
– Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como ao do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveiras
Do vento soão queimada,
(Lá vem o vento soão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela.

Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse, gela,
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
De redor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos oliveiras e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!

Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Eu sentia o chão a fugir-me,
– Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...

Ora agora,
Que havia o vento soão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento soão
De se lembrar de fazer?
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Que havia o vento soão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela
O testemunho maior
De que Deus
É protector
Dos seus
Que mais faz sofrer?

Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
Á qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

Como é que o vento soão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere... e consola
Com o próprio mal que faz?

Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida
– Não vivida!, mas morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão –
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do vento soão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...

Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela!

Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acàciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...

Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!,
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for.

O amor, a amizade, e quantos
Sonhos de cristal sonhara,
Bens deste mundo, que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me,
Deixando só, nulo, atónito,
A mim, que tanto esperara
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...

E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
– A minha acácia crescia.

Vento soão!, obrigado
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado,
Sem eu sonhar, me chegava!
E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que eu vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.

José Régio

As fotos da Viagem pelo Distrito de Portalegre poderão ser vistas AQUI

Os documentos abaixo (Roteiro e Mapa de Viagem) são um contributo para um passeio em que os parâmetros tempo, qualidade e custo estão equacionados.

Os relatos continuam a ser pragmáticos, assentes em bases informativas, que poderão, na nossa opinião, ajudar os viajantes a percorrer os caminhos mais curtos, visitar os locais paisagística e monumentalmente mais relevantes, estacionar nos lugares mais aconselháveis, efectuar a manutenção da Autocaravana em sítios referenciados e pernoitar com a segurança possível.

Convidamo-la (o) a passear connosco pelo Distrito de Portalegre:

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Encontramo-nos lá?


COLÓQUIO: "O AUTOCARAVANISMO E AS LEIS ACTUAIS"

A convite da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal vai o Clube Português de Autocaravanas organizar um colóquio no dia 13 de Fevereiro de 2009, pelas 15 horas, no Auditório - pavilhão 1 da Nauticampo, sobre os seguintes temas:

Autocaravanismo na Europa
Orador: D. José Iglesias González – Presidente da Comissão de Autocaravanismo da FICC

O novo regime jurídico dos parques de campismo privativos associativos com especial incidência no regime jurídico do autocaravanismo
Orador: Dr. Vítor Ferreira – Consultor e Advogado da FCMP

A importância do representante oficial de marca na distribuição de caravanas e autocaravanas da ACAP
Orador: D. Amélia Silva – Representante da comissão especializada de caravanas e autocaravanas da ACAP

Os Clubes e o Autocaravanismo em Portugal
Orador: Dr. João Cardoso – Presidente do Conselho Fiscal do CPA

***************

O colóquio que a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) promove e o Clube Português de Autocaravanas (CPA) organiza tem que merecer a atenção do Movimento Autocaravanista de Portugal.

Tem que merecer a atenção porque é importante tomarmos maior conhecimento do que se passa na Europa em termos de Autocaravanismo e, fazendo votos, para que a palavra seja sinónimo de turismo itinerante.

Para além da frieza das estatísticas, que certamente nos irá ser revelada pelo Presidente da Comissão de Autocaravanismo da Federation Internationale de Camping et de Caravanning (FICC), contamos ser informados sobre as eventuais discriminações a que os autocaravanismas são e estão sujeitos.

Tem que merecer a atenção porque o novo regime jurídico dos parques de campismo privativos associativos (portaria 1320/2008 de 17 de Novembro) com especial incidência no regime jurídico do autocaravanismo (Artigo 29º da mesma portaria) tem sido objecto de acesa polémica ente os autocaravanistas.

Por outro lado, sem prejuízo da interpretação jurídica que faça o orador (presente no colóquio e segundo o programa na condição de consultor e advogado da FCMP) é importante que se saiba, para além do aspecto meramente jurídico, qual é, de forma muito clara, a posição politica da Federação sobre esta norma legal.

Tem que merecer a atenção porque é bom que se saiba se a importância do representante oficial de marca tem (ou deve ter) uma componente de serviço, prestada pelos associados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal que representam marcas de autocaravanas, no sentido de esclarecerem os compradores, principalmente os neófitos, dos seus direitos e obrigações enquanto autocaravanistas.

Tem que merecer a atenção, também, sermos elucidados sobre se as intervenções do Presidente do Conselho Fiscal do CPA são posições assumidas em nome do Clube, do Conselho Fiscal ou do próprio, individualmente considerado. E esta questão não é de somenos importância considerando que é uso e costume ser um membro de uma direcção que fala em nome da instituição que dirige.

A importância da realização democrática de colóquios, de debates, sobre autocaravanismo, é indiscutível. Saber quem, de forma democrática, os promove e/ou organiza é secundário. Venham todos os colóquios que se queiram organizar e onde o direito de expressão livre, responsável e equitativa seja uma preocupação e obrigação dos organizadores.

Um pequeno senão deve ser apontado a este colóquio: a data. É uma Sexta-feira e muitos, mesmo muitos autocaravanistas trabalham. Acredito, não tenho motivos para não acreditar, que a marcação do colóquio em horário laboral se deve a dificuldades de “agenda”.

A solidariedade entre autocaravanistas não pode passar só por um aceno (que a alguns até custa retribuir) quando se cruzam na estrada. A solidariedade também passa por darmos o nosso contributo na análise, a nossa colaboração na procura de soluções e a nossa participação na resolução das situações.

Eu vou ao colóquio. Encontramo-nos lá?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Distrito de Évora em Autocaravana


DESCOBRIR O DISTRITO DE ÉVORA EM 7 DIAS


Tudo é tranquilo e casto, penso então:
Onde Há pintor
Onde Há artista de saber profundo
Que possa imaginar coisa mais bela
Mais delicada e linda neste Mundo?


Florbela Espanca


É o Distrito de Évora (como todo o Alentejo) uma terra de gente e tradição onde se respira história.

As localidades apresentam-se impecavelmente limpas e é rara a que não dispõe de sanitários públicos acessíveis e bem cuidados.

Neste Distrito, como no Alentejo em geral, os sabores passam pela utilização das ervas como Poejos, Alecrim, Orégãos, Hortelã, Tomilho, Estragão, Manjerona e Salsa. Na alimentação merece referencia as sopas de tomate, de cação, de bacalhau ou de cardos e o famoso gaspacho (uma sopa fria). Não esquecer a açorda, as migas de pão, ou de espargos ou de batata apresentadas com carne de porco ou entrecosto ou febras fritas. A doçaria conventual e os vinhos regionais também podem estar na mesa dos naturais do Distrito.

Os monumentos religiosos estão em grande número encerrados.

As fotos destas viagens poderão ser vistas AQUI

Os documentos abaixo (Roteiro e Mapa de Viagem) são um contributo para um passeio em que os parâmetros tempo, qualidade e custo estão equacionados.

Os relatos continuam a ser pragmáticos, assentes em bases informativas, que poderão, na nossa opinião, ajudar os viajantes a percorrer os caminhos mais curtos, visitar os locais paisagística e monumentalmente mais relevantes, estacionar nos lugares mais aconselháveis, efectuar a manutenção da Autocaravana em sítios referenciados e pernoitar com a segurança possível.

Convidamo-lo a passear connosco pelo Distrito de Évora:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Convites NAUTICAMPO


CONVITE ELECTRÓNICO

A Feira Internacional de Lisboa (FIL) disponibiliza convites electrónicos para visitar a:

NAUTICAMPO - Salão do Campismo, Caravanismo, Desporto, Piscinas, Caça, Pesca e Mergulho
Lisboa Boat Show – Salão Internacional Náutico de Portugal

Para obter os convites tem que se REGISTAR.

Informações suplementares AQUI

Dia Nacional do Autocaravanismo

UM “DIA” CONSTRUÍDO POR NÓS OU SEM NÓS?


Aos autocaravanistas minimamente atentos não passa despercebido (é impossível!) uma certa polémica que flui na blogosfera autocaravanista e que desperta emoções fortes ao ponto de o uso de expressões duras se tornar inaceitável na relação entre pessoas que se não conhecem, quanto mais entre companheiros.

Desta polémica evidenciam-se quatro distintos grupos: os do lado X, os do lado Y, os que procuram criar pontes (acabam por ser vitimas!) e ainda os que se “estão nas tintas”.

Contudo, se bem nos apercebemos, se bem me apercebo, por incrível que pareça, as ideias base que defendem são as mesmas. As diferenças estão nas estratégias e se as mesmas fossem idênticas as tácticas divergiriam. Colateralmente surge a desconfiança e algum protagonismo.

Vem isto a propósito da criação de um “Dia Nacional do Autocaravanismo”? Sim.

Concordaremos, todos, inclusive você que me lê, que esta não é uma ideia peregrina. Muitos outros a terão tido, até primeiro e há mais tempo que eu. Só que a concretização desta ideia NÃO PODE, de modo nenhum, DIVIDIR OS AUTOCARAVANISTAS.

Daí a razão deste escrito.

A apropriação do “Dia Nacional do Autocaravanismo” por uma pessoa, por um grupo de pessoas ou por uma organização, pode destruir irremediavelmente, na actual conjuntura, propósitos subjacentes a esta ideia: a unidade e o companheirismo.

(Sobre estes dois conceitos - unidade e companheirismo - falaremos numa próxima oportunidade.)

A minha opinião (que vale o que vale, que não tem nem mais, nem menos valor que a sua) é que a existência de um “Dia Nacional” traz para a praça pública, pelo menos uma vez por ano, designadamente através dos órgãos de comunicação social, as questões que se põem a tudo o que estiver relacionado com o autocaravanismo. Daí, também, o cuidado a ter para que criação do “Dia Nacional do Autocaravanismo” seja fruto de um trabalho conjunto em que todos participem sem exclusões.

Então, como fazer?

Primeiro – Reflectir e pronunciarmo-nos publicamente sobre esta ideia: É do interesse do Movimento Autocaravanista de Portugal a criação de um “Dia Nacional do Autocaravanismo”? Porquê?

Segundo – Este diálogo, que queremos sereno, podemos e devemos iniciá-lo em todos os locais possíveis, através de todos os meios acessíveis e por um período dilatado no tempo, dois ou 3 meses;

Terceiro – Apelarmos ao envolvimento de TODOS: aos cidadãos directamente interessados no autocaravanismo e, sobretudo, aos autocaravanistas do tal grupo dos que se “estão nas tintas”; ás organizações de autocaravanistas e às organizações que produzem, comercializam ou prestam serviços aos autocaravanistas;

Quarto – Começarmos a pensar numa forma de apurarmos os resultados desta reflexão para que seja o espelho de uma opinião significativamente quantitativa e qualitativa.

Estas quatro acções serão apenas o início de um processo que terá que ser moroso para não deixar ninguém para trás, para ser mais eficaz e para corresponder aos anseios e eventuais expectativas de todos.

Muitas outras decisões (que devem continuar a envolver todos) têm que ser tomadas caso os autocaravanistas se pronunciem favoravelmente pela existência de um “Dia Nacional do Autocaravanismo”: Que data escolher? Uma data móvel ou fixa? Porquê essa data?

Não queiramos, no entanto, fazer tudo de uma só vez. As vanguardas (que são necessárias!) movem-se às vezes tão depressa que quando olham para trás, estão sozinhas.

O envolvimento das pessoas é importante para que sintam que esse é, enquanto autocaravanistas, o seu Dia.

Não é um Dia que lhes será oferecido.

Não é um Dia que outros pensaram por elas.

É o “Dia Nacional do Autocaravanismo” que construíram em conjunto.

Alguns, chamar-me-ão lírico, sonhador, talvez!, mas não se esqueçam que “o sonho comanda a vida” e “quando um homem sonha o mundo pula e avança”...

Vamos sonhar juntos?!