sexta-feira, 29 de maio de 2009

Para os que falam de manipulação...


CAB = Tolerância + democracia + fraternidade + responsabilidade + liberdade

O nascimento do CAB

O Papa Léguas esteve presente no "I Encontro de cyber-autocaravanistas bloguistas" realizado no dia 22 de Novembro de 2008 em Alenquer e convicto de que não existia em Portugal nenhuma associação do género entendeu aderir e apoiar esse projecto.

O "Encontro" decorreu num espírito pleno de respeito pelas opiniões livremente expressas, de democracia e de procura de consensos mobilizadores e aglutinadores do Autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante, não tendo estado ausente da reunião, em nenhum momento, a fraternidade, sem prejuízo da abordagem franca de questões eventualmente fracturantes que foram relegadas para uma analise e deliberação a ter lugar numa próxima reunião.


A manipulação e o CAB

Algumas correntes de opinião têm vindo de forma cada vez mais intolerante e manipuladora a considerar o CAB uma vanguarda de um plano global da “mente perversa do manipulador DeAlém”.

Sobre estas opiniões não fundamentadas não pode o Papa Léguas deixar de esclarecer o seguinte:

- A ideia de o CAB se denominar “circulo”, expressão que tem servido de mote a muitas engenharias humoristas pseudo-intelectuais, foi determinante para a compreensão de que no CAB todos os aderentes (os espaços na internet) são iguais entre si;

- A eleição democrática de uma Coordenação (órgão colectivo e sem presidentes ou chefes) por períodos de um ano acentuou a democraticidade interna do CAB;

- As decisões nem sempre unânimes tomadas nos Encontros de Aderentes do CAB e nas reuniões da Coordenação são uma demonstração inequívoca da pluralidade de ideias;

- As divergências assumidas entre os Aderentes reportam-se aos conteúdos e não se utilizam avaliações de carácter como argumento para, denegrindo a imagem de um opositor, invalidar uma proposta ou ideia.

Para os que falam de manipulação não há que acrescentar mais.


Observatório Não Governamental de Autocaravanismo (Itinerante)

Na Declaração de Alenquer (aprovada aquando da fundação do CAB) pode ler-se:

“Constituírem-se em Net work informal de intercâmbio de informações relevantes para o autocaravanismo com vista a no seu conjunto apoiarem a criação de um Observatório não Governamental para o Autocaravanismo Itinerante ONGAI”

O Papa Léguas subscreveu esta Declaração sem quaisquer reservas mentais e questiona os cidadãos sobre se a criação de um observatório não constituirá em si mesmo uma iniciativa de interesse para todos, incluindo o autocaravanismo itinerante.

A criação do “Observatório” foi uma iniciativa do MIDAP, publicamente sugerida pelo respectivo Presidente no decorrer do denominado “I Seminário de Autocaravanismo” que teve lugar em Cascais, não tendo, em nenhum momento, o Papa Léguas interferido no processo.

Imediatamente após o Presidente do MIDAP convidar o ACP a apoiar a criação do “Observatório” a premuniscência do representante do ACP contribuiu para imediatamente estar apto a disponibilizar o apoio pedido, a distribuir um projecto de estatutos previamente elaborado e a passar a assumir a condução de todo o processo.

O CAB não teve qualquer intervenção nesta matéria. O apoio com que o CAB estava comprometido destinava-se a um Observatório Não Governamental de Autocaravanismo Itinerante. O itinerante perdeu-se no caminho para Cascais.


O direito de opinião

O Papa Léguas, tal como muitos companheiros autocaravanistas, inclusive aderentes do CAB que o já expressaram publicamente, é de opinião que o projecto de Lei 778/X é discriminatório, essencialmente, no que respeita ao Artigo 5º.

Não é necessário ser um especialista em Leis para ter uma noção de justiça baseada no direito que os cidadãos têm em não ser discriminados por possuírem um veículo homologado com determinadas características.

Contrariamente a algumas correntes de opinião e considerando a realidade portuguesa, não parece despiciente a existência de uma futura Lei que possa obstar ao tratamento injusto e desigual dos autocaravanistas, enquanto condutores de um veículo homologado, em comparação com outro tipo de veículo do mesmo gabarito.

O desejável é que se realizassem múltiplos debates informais, promovidos por estruturas de autocaravanistas, para defesa dos direitos e do consciente assumir das obrigações para que todos os utilizadores de autocaravanas passassem a ser autocaravanistas.

Acredita, o Papa Léguas, que será através do diálogo, mesmo agressivo, firme, mas não destrutivo, que se encontrarão caminhos, por ventura menos mediáticos, mas mais profícuos.


O Papa Léguas engana os Deputados e trai os autocaravanistas

A mensagem mais recente que algumas correntes de opinião se esforçam por passar aponta o dedo a todos os que se permitiram ser livres, todos os que tiveram a ousadia de expressar livremente na Assembleia da República o que em seu entender mais preocupava e melhor defenderia os interesses dos autocaravanistas.

O Papa Léguas que esteve na Assembleia da República em representação do CAB aquiescendo ao convite do MIDAP é um dos “falsos” autocaravanistas a quem é apontado o dedo justiceiro e acusado de enganar os Senhores Deputados e trair os autocaravanistas.

Foi dito pelo Papa Léguas na Subcomissão Parlamentar de Turismo e eventualmente estará reproduzido nas actas da reunião que, no essencial, o que os autocaravanistas pretendiam era não serem discriminados e que nesse sentido uma iniciativa legislativa poderia ser útil.

A iniciativa legislativa (que não partiu da Subcomissão Parlamentar de Turismo) foi de imediato divulgada pelo Papa Léguas e também pelo CAB, merecendo da parte deste último, como lhe competia, uma chamada de atenção (um quase apelo) para que “Este projecto não pode deixar de ser objecto de análise em reuniões promovidas pelas estruturas dos autocaravanistas”.

É no caminho da não discriminação, da intervenção cívica, da participação em debates, que o Papa Léguas está a desenvolver algumas ideias e, mais do que isso, a desenvolver algumas acções ao seu alcance, nomeadamente através da participação de ocorrências ao Provedor de Justiça e na intervenção em todos os debates, até nos eventualmente hostis ao autocaravanismo itinerante.

O diálogo como forma primeira de eventual resolução das eventuais diferenças entre opositores não me parece, salvo melhor opinião, querer ser utilizado pelas referidas correntes de opinião. Na realidade o Papa Léguas não as tem encontrado (as correntes de opinião) nos debates em que participa.

É mais difícil cara a cara, olhos nos olhos, acusar alguém de traição.

Ao invés de, do alto de uma tribuna virtual, apontar-se acusadoramente o dedo, sugere o Papa Léguas, muito respeitosamente, que metam o dedo… na vossa consciência.

1 comentário: