terça-feira, 30 de junho de 2009

E agora? Que futuro?


SER INDEPENDENTE TEM CUSTOS


No dia 15 de Maio do corrente ano o Papa Léguas dava a conhecer, AQUI, que tinha sido apresentada na Assembleia da República um Projecto-lei que “Cria o regime relativo às condições de circulação, parqueamento e estacionamento de autocaravanas”.

Desde essa data até à apreciação na Assembleia da República do referido Projecto-lei 778/X alguns cidadãos (muito poucos) pronunciaram-se sobre o mesmo das mais variegadas formas. Apreciações deveras coloridas.

As posições assumidas pelo Papa Léguas são públicas e foram expressas neste Blogue, merecendo a concordância de alguns e a contestação de muitos outros.

O Papa Léguas saúda e aplaude a participação cívica de TODOS os que se manifestaram, independentemente das posições que expressaram e lastima profundamente o silêncio ensurdecedor da maioria.

Há quem diga que o silêncio é uma forma superior de protesto!

É também factual, para que se saiba e para que fique registado, que o CAB foi a única estrutura autocaravanista que se pronunciou, erradamente ou não, mas que assumiu uma posição sobre o Projecto-lei. É curioso constatar que todas as outras organizações relacionadas com o autocaravanismo – Clubes, Associações de proprietários e / ou proprietários de Parques de Campismo, Associações de Representantes e / ou Representantes de marcas de Autocaravanas, Federações, o ACP (que até pretende liderar o ONGA) – primaram pela ausência, premeditada ou negligente, não participando já no apoio, já na modificação ou já no repúdio a uma Lei que lhes dizia respeito.

A Assembleia da Republica já adiantou a posição que irá assumir aquando da votação do Projecto-lei. Aguardemos, mais do que pela votação, de resultados anunciados e previsíveis, pelas declarações de voto, formais ou não, que os Deputados, individual e / ou colectivamente, irão tornar públicas.

Serão essas Declarações de Voto que, eventualmente, nos permitirão ajuizar os sentidos das votações.

Serão essas Declarações de Voto que, eventualmente, nos permitirão prever que caminhos futuros deve e pode o autocaravanismo trilhar.

Saibamos TODOS, os que se assumiram e os que estiveram calados, interpretar o que se passou para melhor, futuramente, desenvolvermos esforços para afirmarmos colectivamente os nossos quereres.

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