quinta-feira, 26 de novembro de 2009

TDT – Dúvida desfeita


Na procura de uma opinião discordante sobre se o descodificador MPEG-4 permitiria receber emissões compatíveis com a norma MPEG-2 o Papa Léguas acedeu a um Blogue dedicado exclusivamente à Televisão Digital Terrestre e que pode ser consultado AQUI.

O trecho abaixo, transcrito do Blogue "TDT em Portugal" vem dissipar as dúvidas de muitos autocaravanistas, inclusive do Papa Léguas, acerca de os televisores onde esteja instalado o descodificador MPEG-4 serem (ou não) compatíveis com a norma MPEG-2.

Para receber a TDT espanhola, a parte mais complicada (e dispendiosa) é conseguir um sinal suficientemente forte (para quem está mais afastado dos emissores), que permita a sua correcta recepção. As emissões da TDT gratuita espanhola utilizam a norma de compressão MPEG-2, para a qual existe uma grande oferta de equipamentos (televisores e receptores), a preços muito acessíveis. Estes equipamentos, no entanto, não permitirão receber a TDT Portuguesa, que utilizará a norma MPEG-4/H.264. O contrário já será possível, ou seja, os equipamentos MPEG-4 são compatíveis com a norma MPEG-2. Um equipamento apto a receber a TDT portuguesa poderá também receber a TDT espanhola.

Estamos, consequentemente, perante uma afirmação categórica que contradiz o que se encontra expresso no Blogue “Tranquilino Maia”.

Porém, evidencie-se, uma pesquisa mais minuciosa no Blogue “TDT em Portugal” permite ter sérias dúvidas sobre a opção feita pela norma MPEG-4 para Portugal.

Nota: Sublinhados da nossa responsabilidade.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Televisão Digital Terrestre



Na Blogosfera surgiram algumas dúvidas sobre a informação (vide AQUI) relacionada com o sintonizador digital terrestre definido para Portugal e o sintonizador utilizado para a maioria dos países europeus. Dúvidas essencialmente relacionadas com o facto de o descodificador MPEG-4, escolhido pelo Conselho de Ministros para ser usado por Portugal, não descodificar o sinal emitido pela maioria dos restantes países europeus.

Na realidade continuam a ser apenas dúvidas porquanto todas elas não refutam liminarmente a afirmação que foi colhida no Blogue “Tranquilino Maia” e que o Papa Léguas não contesta enquanto não houver uma afirmação peremptória em contrário.

Procurámos mais informação sobre a matéria e encontrámos alguma de que transcrevemos e realçamos os seguintes trechos:

“ (…)

Ao utilizar o MPEG-4 o negócio da TDT fica economicamente mais atractivo para o operador da rede (PTelecom), porque pode transmitir mais canais, criando uma oferta comercialmente mais atractiva e porque o custo da emissão dos seus próprios canais (versão do MEO) é mais baixo. O principal interessado na adopção do MPEG-4 é portanto o operador da rede e os operadores de televisão que a vão utilizar.

Se fosse permitida a difusão dos canais livres em MPEG-2 (sendo os canais a pagar emitidos em MPEG-4), grande parte do público comprava equipamento apenas compatível com o MPEG-2 (vulgarizado e relativamente barato), o que se tornaria num obstáculo a uma possível futura adesão aos canais a pagar, devido à necessidade de comprar novo equipamento. Assim para ver a TDT o público é obrigado a comprar um equipamento mais caro, já compatível com os canais a pagar (em MPEG-4). Mais uma vez os interesses do operador são colocados à frente dos interesses dos espectadores.

(…)

Também o uso do MPEG-4 torna muito mais difícil, no curto e médio prazo, o uso de equipamentos TDT portáteis “concorrentes” com os actuais e futuros serviços a pagar de televisão móvel (via telemóvel), a disponibilizar após o apagão analógico. Actualmente há grande oferta de televisores TDT MPEG-2 portáteis, mas nenhum MPEG-4. O MPEG-4 necessita de muito maior capacidade de processamento para fazer a descompressão do sinal em relação ao MPEG-2. Já é difícil conseguir uma autonomia de bateria de 2,5 horas com o MPEG-2, com o MPEG-4 ainda mais.

(…)

Vantagens do MPEG-4 para o consumidor:

+ Torna possível uma maior oferta de canais.
+ Os programas gravados ocupam menos espaço.

Desvantagens do MPEG-4 para o consumidor:

- Preço elevado do equipamento (principalmente os receptores).
- É incompatível com praticamente todo o equipamento em uso (TDT MPEG-2).
- A oferta de equipamento compatível ainda é muito reduzida (televisores e receptores).
- Ainda não há equipamentos TDT portáteis compatíveis com MPEG-4.

(…)

Espera-se que o ano de 2009 seja finalmente o ano da TDT em Portugal. Estamos no início de uma nova etapa para a televisão em Portugal. As incógnitas ainda são muitas e será necessária a colaboração de todos os intervenientes para vencer esta batalha que está longe estar ganha. A adopção da TDT pelos portugueses terá de ser ganha e não imposta. A história ensina que quem governa contra os interesses da população acaba sempre derrotado.

Notas:

1- Esta informação foi obtida no Portal Autocaravanista AQUI

2- Os sublinhados dos trechos acima são da nossa responsabilidade


sábado, 21 de novembro de 2009

Vai uma aposta?!



A partir de 2012 as televisões instaladas nas autocaravanas com um sintonizador digital terrestre com o descodificador MPG2 (usado em quase toda a Europa) não irão sintonizar nenhum canal digital em Portugal.

Por outro lado o descodificador MPG4, definido pelo Conselho de Ministros para Portugal, impedirá, se esse for o descodificador inserido no Televisor, sintonizar canais digitais televisivos além fronteiras.

Considerando que a uniformidade de procedimentos, inclusive os tecnológicos, seria desejável que se verificasse em toda a União europeia, a pergunta que se impõe resume-se a PORQUÊ?

A resposta pode estar no Blogue “Tranquilino Maia”, AQUI, a quem agradecemos este importante alerta.

Entretanto, outra questão se nos coloca: Que pensam fazer os autocaravanistas? A minha resposta, sarcástica: Correr a comprar 2 descodificadores distintos e/ou dois televisores cada um com seu descodificador. Vai uma aposta?!


terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Papa Léguas existe!



O papa-léguas existe de verdade?

Existe, sim, e tem várias semelhanças com o simpático personagem da TV. Assim como no famoso desenho animado, o papa-léguas de verdade vive nos desertos dos Estados Unidos, especialmente na Califórnia. Seu nome científico é Geococcyx californianus. Ele pertence a uma família de aves de aspecto curioso chamada cuckoo, que só tem outro integrante, o Geococyx velox. Conhecido entre os americanos como roadrunner ("corredor das estradas"), o papa-léguas mede cerca de 50 centímetros, tem pernas longas, plumagem marrom-oliva e branca e uma longa cauda escura. Na aridez do deserto, ele encontra sustento alimentando-se de insectos, lagartos, escorpiões e serpentes venenosas. Apesar de ser capaz de voar, ele passa a maior parte do tempo no chão. Isso acontece porque o bichão tem um voo para lá de desengonçado e bem pouco funcional. Para compensar essa falta de habilidade aérea, o papa-léguas é muito ágil com as pernas, chegando a correr a até 30 km/h. Para atingir essa velocidade, ele mantém a cabeça e a cauda alinhadas com o corpo e paralelas ao chão. Adivinha por que ele corre tanto? Se você é fã do desenho, deve ter acertado: o papa-léguas dá esse gás todo para escapar das perseguições do coiote, uma espécie de lobo americano encontrado do Alasca até a América Central. Além dos coiotes, outros bichos também adoram almoçar o papa-léguas como prato principal. Entre esses comilões destacam-se os falcões, corvos, guaxinins e cobras.

Yuri Vasconcelos





Geococcyx californianus, conhecido popularmente como papa-léguas, é uma ave da família Cuculidae.

Caracterização

O papa-léguas mede cerca de 56 cm de comprimento, com envergadura de 49 cm. Apresenta uma faixa branca na região pós-ocular, uma pequena crista no alto da cabeça e uma longa cauda. Ambos sexos são semelhantes, sendo o macho um pouco maior.

Habita desertos do sudoeste dos Estados Unidos e norte do México. Durante o século XX, sua ocorrência expandiu-se para o sul de Missouri e o oeste da Louisiana. É a ave símbolo do Novo México.

Alimenta-se principalmente de insectos, pequenos répteis, aranhas, escorpiões, pequenos pássaros e roedores. Pode atingir a velocidade de até 30 km/h em terra.



Transcrições de “Wikipédia, a enciclopédia livre


sábado, 14 de novembro de 2009

Última hora - Em memória das vítimas da estrada



Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada

15 de Novembro 2009

No dia 25 de Outubro de 2005, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou em Resolução a adopção oficial, por aquele organismo internacional, do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada.

Em Évora e em Sintra (Portugal) ocorrerão Cerimónias alusivas ao Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada.

Mais informação pode ser obtida AQUI


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Carta aberta ao companheiro Errante



Companheiro autocaravanista Errante,

Não direi que foi surpresa a proposta que o Errante tenciona apresentar aos aderentes do CAB, participantes do IV Encontro dessa mesma organização, porquanto já dela me tinha sido dado conhecimento. A surpresa foi, sim, a divulgação pública do seu conteúdo no Blogue TRAVEL VAN que pode ser lido AQUI.

Não faria, também, qualquer comentário público à proposta se a mesma me não referisse especificamente. Permita-me que agradeça a confiança que deposita nas minhas capacidades ao propor-me como mandatário do CAB e, consequentemente, o pressuposto que a concepção de autocaravanismo que defendo é a que, na sua opinião, melhor defende os interesses dos nossos companheiros que entendem o autocaravanismo como uma modalidade de turismo itinerante.

Permita-me, ainda, que esclareça que defendo e defenderei, sempre, o direito inalienável de qualquer cidadão se pronunciar livremente (sem prejuízo da responsabilidade inerente a essa liberdade) sobre qualquer temática que entenda, mesmo que eu não concorde com a opinião emitida.

Por outro lado, independentemente das ideias da proposta ora divulgada e sobre as quais não deixará o Errante de estar presente no IV Encontro para as colocar na reunião de aderentes do CAB e as defender, que fique muito claro que, para mim, as relações pessoais serão sempre entendidas separada e diferentemente das questões ideológicas e programáticas autocaravanistas.

Sobre o ponto 1 da sua proposta discordo frontalmente que, numa reunião oficial do CAB, se aprovem estratégias de interferência concreta noutra organização, nomeadamente para conquistar os respectivos órgãos directivos. Caricaturando, a situação seria, na minha opinião (obviamente!) idêntica a que se um clube de futebol aprovasse numa sua assembleia geral uma linha de acção para eleger uma Direcção de um outro clube. Uma politica dessa natureza iria promover uma “guerra” entre instituições e entre autocaravanistas que em nada contribuiria para a credibilidade do CAB e, muito principalmente, para a unidade dos autocaravanistas em redor de objectivos comuns que impeçam o desenvolvimento do autocaravanismo enquanto modalidade de turismo itinerante.

Não me repugna, contudo, que nas reuniões do CAB (ou de qualquer outra organização) se analise e se proponha formas de actuação que pudessem vir a ser consideradas (na opinião do CAB) úteis por todas as organizações autocaravanistas e que, até, pudessem vir a ser o “motor” de reuniões informais entre as organizações e líderes de opinião com o objectivo de concertar acções comuns.

Assim, pelo que atrás digo, sem prejuízo de, repito, defender o direito que tem de apresentar e defender pessoalmente na reunião de Aderentes do CAB, integrada no IV Encontro, a proposta que divulga, não posso, em consciência, vir a assumir outra postura que não seja a de votar contra.

Admito, porém, que outra possa vir a ser a posição da maioria dos aderentes do CAB presentes na reunião, pelo que, se a proposta vier a ser democraticamente aprovada, coerentemente com o que exponho não aceitarei fazer parte de nenhum grupo de trabalho, inclusive por não ser sócio do Clube Português de Autocaravanas pelas razões que já tornei públicas e que podem ser lidas AQUI.

Aceite, companheiro, a expressão da minha mais elevada simpatia que não é prejudicada pela afirmação das convicções que certamente continuará a defender no decorrer do IV Encontro do CAB.

Papa Léguas

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Encontro em Jerez de la Frontera



O Papa Léguas enquanto sócio do Clube Nuevos Horizontes foi convocado para a Assembleia Geral do Clube que se realizou em Jerez de la Frontera (Espanha).



No caminho passou pelo Camping Olhão (Olhão) onde, aproveitando o bom tempo que se fazia sentir ficou uns 3 dias antes de rumar a Jerez.


Aproveitou também para visitar o Palácio de Estói, agora transformado em Pousada e, de seguida, foi revisitar a Ilha de Faro onde encontrou alguns daqueles sinais que não constam do Código da Estrada e que proíbem a circulação das autocaravanas na Ilha. Não ligou aos sinais e entrou na Ilha onde se deparou com uma boa dezena de autocaravanas que também não tinham “visto” os sinais.








Em Jerez de la Frontera confraternizou, deambulou pela cidade e alguns dias depois regressou a Olhão, que visitou, tendo ficado de novo no mesmo Camping.



Em Olhão também encontrou sinais de proibição de estacionamento a autocaravanas que, como sabemos, também não constam do Código da Estrada. Não haverá funcionários municipais que informem os Vereadores da ilegalidade?!


Dois dias depois saiu de Olhão em direcção a Castro Verde tendo ficado no recem construído Parque de Campismo que se localiza a uns dez minutos (a pé) do centro e revisitado alguns locais. Sobre o Parque de Campismo falar-se-á oportunamente.



Optámos, no caminho para Castro Verde, por seguir pela Serra do Caldeirão, tendo parado no respectivo Miradouro para obter umas fotos



Ao deixarmos, dois dias depois, Castro Verde passámos por Estradas, uma aldeia situada a uns 10 quilómetros, onde observamos a área de serviço para autocaravanas que será inaugurada no próximo fim-de-semana.



No caminho de regresso às origens, recordando as planícies Alentejanas, aproveitámos para almoçar num dos bem conhecidos restaurantes do canal Caveira



INFORMAÇÃO:

Na FOTO GALERIA II, pode, na rubrica “Encontro N. Horizontes – Jerez”, aceder a todas as fotos, bastando para tal assinalar com o “rato” a rubrica pretendida e aguardar ser direccionado.

Imediatamente após aceder à primeira foto “clique” na seta do meio (na parte inferior do monitor) para dar início ao “slide show”.

Pode também ver as fotos em “tela inteira” pressionando a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Projecto autocaravanista inédito



Quando há um ano aderi ao CAB estava e estou consciente, assim o queiram todos os restantes aderentes, que se tratava e trata de um projecto autocaravanista inédito, pelo menos em Portugal.

Tenho consciência que não existem muitos autocaravanistas que sejam simultâneamente autores ou administradores de espaços na internet vocacionados para o autocaravanismo enquanto modalidade de turismo itinerante, pelo que o CAB não é (não será?) uma organização de "massas".

No entanto, o cada vez maior acesso à Internet contribui para que a informação e a disseminação de ideias através dos espaços autocaravanistas faça destes verdadeiros "liders" de opinião nesta temática.

Daí a importância deste IV Encontro do CAB para delinear o futuro da organização para, pelo menos, 2010.

Todas as informações detalhadas sobre o Encontro podem ser obtidas AQUI



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Repressão ou prevenção?


Na vizinha Espanha as autoridades controladoras de trânsito estão a colocar nas zonas onde se verificam obras de manutenção e existem sinais limitadores de velocidade de 20 ou de 30 Km/h umas maquinetas (radares) semelhantes às das fotos.

Os automobilistas que não respeitem a limitação de velocidade (20 km/h) e circulem à louca velocidade de 40 ou 50 Km/h arriscam-se a ser penalizados com uns 200 Euros.


Curiosamente estas máquinas não impedem que se prossiga a marcha, como deviam, face à possibilidade de existirem viaturas que se estejam a deslocar em sentido contrário e na mesma via, promovendo, assim, que o trânsito circule alternadamente e em segurança. Tudo aponta, salvo melhor opinião, para que se privilegie a repressão em contrapartida à prevenção.

Segundo o companheiro autocaravanista que nos fez chegar esta informação, estas máquinas móveis, controladoras de velocidade (radares), estão também a ser usadas em estradas sem obras mas com limitações de velocidade e onde, uns 300 metros mais à frente, se aguarda os automobilistas prevaricadores para os penalizarem.

O Papa Léguas não está, com a transcrição desta informação, a condenar a fiscalização que necessariamente deve existir nas estradas europeias. O que aqui se condena, como acima já se referiu, é que se não promova a segurança e se “armadilhe” o trânsito para penalizar um maior número de veículos.

Para os autocaravanistas portugueses aqui fica a informação.