domingo, 31 de janeiro de 2010

CPA: sem crise e com Corpos Sociais


CPA: sem crise e com Corpos Sociais

Mais do que fazer o historial dos factos da Assembleia Geral do Clube Português de Autocaravanas (CPA) de 30 de Janeiro, importa fazer uma interpretação do acontecido, não só face às diversas intervenções que foram feitas por diversos oradores, como também às reacções da Assembleia Geral.

A não apresentação de uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes e o firme propósito de os membros da Direcção em exercício se não candidatarem, não contribuiu, em nenhum momento, para que se sentisse estar em causa a continuidade da existência do Clube.




Após a intervenção de alguns sócios a Assembleia Geral terá eventualmente compreendido que a eleição de uma Lista Candidata deveria ter presente as linhas programáticas com que se apresentava e que a constituição de uma Comissão com o propósito formar uma Lista seria importante para que os novos Corpos Gerentes se conhecessem previamente e pudessem acordar o respectivo Programa de Acção.

Registe-se que já tinham sido entregues na Mesa da Assembleia-geral propostas no sentido do que acima se diz.

Não existe, pois, qualquer crise no CPA que, aliás, continua com os seus respectivos Corpos Gerentes em pleno exercício de funções.



Não só a suspensão do acto eleitoral permite no futuro a sustentação democrática da mudança, como o assumir de uma Candidatura com um Programa de Acção tornará a candidatura ainda mais responsável.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AUTOCARAVANISTAS EM LUTA


Lá como cá, a mesma luta

Alguns Companheiros Autocaravanistas Espanhóis têm mantido informado o Blogue do Papa Léguas das lutas que os autocaravanistas travam na Andaluzia pelo direito de estacionar e pernoitar.

De realçar que são as suas organizações que dirigem os protestos que vêm ocorrendo

Neste endereço pode encontrar o desenvolvimento desta luta por lá, enquanto não se verifica por cá:






quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Definir e Assumir Responsabilidades na AG do CPA



(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 28 de Janeiro de 2010.)

Definir e Assumir Responsabilidades na AG do CPA


Programa de Acção

Esta é a última vez que me dirijo aos leitores deste Fórum e neste tópico (Definir e Assumir Responsabilidades na AG do CPA) antes da Assembleia-geral de 30 de Janeiro próximo.

Anteriormente à criação deste tópico as referências à Assembleia-geral eram superficiais e resumiam-se essencialmente a apelos para que surgisse uma Lista de Candidatos aos Corpos Gerentes. O aparecimento de uma proposta global e concreta contribuiu para que alguns associados se sentissem motivados para a questão. Sentirem-se motivados para a substância do assunto que, eventualmente pela primeira vez, queria fazer depender a eleição de uma Lista Candidata, dos compromissos que publicamente assumiam.

Uma Candidatura com um Programa de Acção – Esta ideia produziu um impacto que fez tremer alguns “velhos do Restelo”.


Delegações Distritais

O conhecimento que se tem das presenças dos associados em anteriores Assembleias-gerais do CPA é elucidativo da falta de associativismo agora existente. Na realidade e segundo o relato de alguns sócios dos primórdios da existência do CPA, a velhinha sede da Rua dos Lagares ficava repleta sempre que os sócios eram convidados/convocados para reuniões. Existia, segundo essas testemunhas, um forte empenho, clubismo e amizade. Uma realidade diferente devido ao menor número de sócios que possibilitava que quase todos se conhecessem.

Recordo a tristeza com que alguns associados mais novos afirmaram não ter sentido a desejável inclusão no “grupo” quando pela primeira vez compareceram num evento do CPA e se sentiram, digo eu, marginalizados. Outras mágoas proliferam a vários níveis, não sendo nem o local, nem o momento, para os escalpelizar.

As alterações verificadas, relativamente aos primórdios do CPA, têm a ver com a expansão numérica do Clube. Os sócios estão dispersos. Já se não conhecem ente si e, até, muitos, nem conhecem os seus dirigentes. Voltar ao espírito inicial do CPA, à época em que a velhinha sede da Rua dos Lagares ficava repleta, é possível através da criação de Delegações, onde os sócios se conhecerão melhor uns aos outros, empenhando-se, mobilizando-se, fazendo renascer o clubismo e a amizade de então.

Criar Delegações Distritais como parte integrante do CPA – Esta concepção criou o terror em alguns adeptos da centralização do poder e não admitem que se delegue poderes para que os sócios mais afastados da sede possam ser melhores servidos.


Voto por correspondência

A eleição de uma Direcção, uma Coordenação, uma equipa, num universo de umas 200 pessoas que se conhecem, não justifica que o processo eleitoral obedeça a regras muito bem definidas, e o bom senso e uma boa concepção do que é a democracia, são suficientes.

Quando, porém, estamos a falar de um potencial de 1700 eleitores e, simultaneamente, candidatos, não podemos estar convencidos que se conheçam entre si ao ponto de dispensar regras claras e democráticas que definam a forma como se podem candidatar e votar. Para que os Candidatos, enquanto equipa, se dêem a conhecer, a divulgação de um Programa do que se propõem a fazer é imprescindível. Mas, também é imprescindível que todos os sócios tenham as mesmas oportunidades de votar.

De novo os sócios dos primórdios do CPA recordarão que nessa época a dispersão geográfica dos sócios era diminuta o que permitia que todos se pudessem deslocar à Assembleia de Voto. Nos tempos actuais existem sócios dispersos por todo o território nacional que não estão disponíveis para se deslocar a uma Mesa de Voto, inclusive pelos custos que consideram não justificar a deslocação. Ou por quaisquer outros motivos. Uma solução, actualmente impraticável, seria colocar Mesas de Voto em todos os Concelhos ou Distritos. A solução óbvia é criar condições para o exercício do voto por correspondência.

Voto por correspondência para a participação de todos os sócios – Uma medida que pôs em pânico alguns dos que pensam e querem controlar as Assembleias-gerais Eleitorais.


Regulamentação eleitoral

Reportando-me de novo às memórias dos associados verificou-se, pelo menos na última Assembleia Geral, que a não existência de Listas Candidatas até ao momento do acto eleitoral, não criou condições mínimas de dignidade para um acto do que se quer o mais nobre da vida de uma Associação como o CPA.

Não é digno para o CPA que seja eleita uma Direcção que não quis ser Direcção e só o foi porque… não havia mais ninguém. Não há dignidade num acto eleitoral destes. E, tenham calma, porque não estou a falar de pessoas. Estou a falar do sistema.

É absolutamente necessário haver regras claras e democráticas que dignifiquem o acto eleitoral e permitam que sejam desenvolvidos esforços para que pelo menos uma Lista seja Candidata. Esforços que se desenvolvam a montante do acto eleitoral.

Prazos e regras claras pré-definidas – Esta alteração do sistema eleitoral terá assustado os que fazem da indefinição uma forma de estar na vida e disso procuram tirar proveito.


Referendo

CPA surgiu em Janeiro de 1990 por iniciativa de um reduzido grupo de amantes do campismo a quem é justo agradecer. O CPA levou a efeito 8 acampamentos até ao ano de 2005 e em 2003 a vertente campista do CPA culminou com a responsabilidade de organizar o 23º Acampamento Nacional da FCMP (Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal).

Os autocaravanistas, entendidos como turistas itinerantes, não estão contra o direito de quem o desejar utilizar Parques de Campismo e querem que esse direito se mantenha. Não estou, coerentemente, a defender a exclusão de ninguém. O que quero é que o meu Clube se oponha, isso sim, à minha exclusão e que defenda o que é também um direito, o meu direito de não ser obrigado a pernoitar num Parque de Campismo.

Representantes da FCMP têm vindo a afirmar e a querer que os autocaravanistas sejam proibidos de pernoitar fora de Parques de Campismo. O CPA, por omissão, não se opõe. Os autocaravanistas, entendidos como turistas itinerantes, estão a ser acossados, nomeadamente pela FCMP e, os que são sócios do CPA, não vêem que o seu Clube os esteja a defender.

O aumento de sócios do CPA foi naturalmente criando contradições e dificuldades que impedem um assumir de posições claras pelo que se justifica, presentemente, uma consulta referendária a todos os associados para que seja definida uma politica preferencial, para que se não continue a excluir o autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante.

Os autocaravanistas, que são campistas, têm o dever ético de defender o direito de todos os Autocaravanistas não serem obrigados a pernoitar em Parques de Campismo, pois que o direito de pernoitar em Parques de Campismo, esse, já está assegurado.

Referendo para a não exclusão do Autocaravanismo, entendido como turismo itinerante – Um referendo, clarificador, que não é desejado pelos que não querem que o CPA impeça a exclusão dos autocaravanistas de não serem obrigados a dormir em Parques de Campismo.


Suspender o acto eleitoral

As medidas preconizadas que devem e podem ser progressivamente implementadas passam pela eleição de uma Direcção, num acto eleitoral digno, com a apresentação de um Programa de Acção e com a instituição do voto por correspondência, para permitir a todos os sócios votar.

A construção de uma casa inicia-se pelas fundações para se obter as melhores condições de habitabilidade para os seus ocupantes actuais e futuros. A construção de um projecto inicia-se pela definição dos seus objectivos para permitir as melhores vivências aos presentes e futuros destinatários. Os construtores desse projecto (a Direcção) têm que ter uma opção clara e pública e ser, assim, apoiados (eleitos) por aqueles a quem o projecto se destina (os sócios).

Não vejo, salvo melhor e fundamentada opinião, outra forma de promover democraticamente as mudanças que se justificam, senão, tendo como principio da mudança, a suspensão do processo eleitoral a que se refere o ponto 4 da Ordem de Trabalhos da Assembleia Geral para a mesma Assembleia Geral continuar em 17 de Abril de 2010.

Suspender o acto eleitoral – A suspensão do acto eleitoral para dignificação do mesmo e para permitir a participação de todos os sócios, é contestada, pelos que não querem que todos os sócios possam poder votar e apenas com uma argumentação pseudo legalista.


Uma candidatura responsável

Consultadas as estatísticas do Fórum do CPA constatei que desde que me registei já tive umas 16 horas de protagonismo e que os meus escritos foram visualizados mais de 2700 vezes, o que talvez me possa permitir afirmar que acederam diariamente a este tópico mais de 100 pessoas. Como não estamos em teleconferência e o meu rosto não é visível sou obrigado a referir que estas palavras são ditas com um sorriso irónico.

O meu passado associativo de mais de 40 anos, que não vou aqui descriminar, permitiu-me já exercer funções das mais diversas nas mais diversas organizações. É talvez por isso que, não sendo mais inteligente que o comum dos mortais e não tendo formação superior, tenho o conhecimento, também de experiência feito, que me permite “ver” para além do imediato. Permite-me “ver”, no caso do CPA, com as convicções e com as dúvidas de quem tem plena consciência de que não há verdades nem certezas absolutas.

Ao longo de 23 dias e desde o início, fui assediado por quem só tinha uma única preocupação: Será ele (eu) candidato numa Lista para os Corpos Gerentes do CPA? Esta estupidificante pergunta, face ao teor das propostas em apreço e perante uma pessoa que se não conhece, só podem ter uma interpretação racional. O medo irracional de que essa pessoa (eu) possa vir a ser Candidata e conseguir, se eleita, levar à prática com êxito as mudanças que se propõe.

Quais são as razões apresentadas por quem repudia propostas que só beneficiam o futuro do CPA? Para além das muitas incoerências, só próprias de quem não tem um projecto para o Clube, para além de uma argumentação recheada de impropérios e falsa, o que ou quem está por detrás desta animosidade? Que movimentos e interesses se escondem para manter a situação (status quo) em que o CPA está, impedindo as mudanças que a modernidade dos tempos justificam?

Assumir uma Candidatura com um Programa de Acção – Mudar o CPA, tornando-o moderno, eficiente, interventivo, aberto ao futuro passa pelo compromisso público de uma candidatura com um Programa de Acção, eleita por todos os sócios através, também, de voto secreto e directo e num processo eleitoral com regras claras e pré definidas.


A suspensão do acto eleitoral permitirá a sustentação democrática da mudança


Na Assembleia-geral de 30 de Janeiro os sócios, como é normal em democracia, terão a palavra final, se a Mesa da Assembleia-geral os não impedir alegando motivos anti-estatutários que não existem.

Se os sócios na Assembleia-geral se pronunciarem contra a suspensão da reunião e do acto eleitoral o autor do Papa Léguas submeter-se-á à deliberação soberana, o que não pode ser considerado uma concordância com a decisão.

E a vida continuará. Porque, para mim, há mais vida para além do CPA e o autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante, não se esgota neste Clube.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CAS - II Encontro


Termina já no próximo dia 31 de Janeiro o prazo de inscrição para o II Encontro do Clube Autocaravanista Saloio.

A verificar-se a eficiência e a simpatia evidenciadas pela organização no decorrer do primeiro Encontro e, sendo este Programa assaz aliciante, tudo aponta para que o II Encontro venha a ter um êxito muito maior.

Do programa consta uma visita ao Mosteiro de Alcobaça e passeio pela Praça do Mosteiro, um Campeonato de Jogo da Malha, um almoço livre no Parque de Merendas do Centro de Interpretação de Aljubarrota e visita ao mesmo Centro, uma visita ao Mosteiro da Batalha, uma visita guiada ao Convento de Cristo (Tomar) e, também em Tomar, visita ao Museu dos Fósforos, ao Museu Hebraico e aos Jardins da Cidade, culminando com um jantar seguido de baile, karaoke e animação de carnaval. Poder-se-á ainda assistir a um cortejo carnavalesco que percorrerá as principais ruas do centro histórico da cidade de Tomar.

O Papa Léguas sugere ainda, em Tomar, se para isso houver possibilidade e interesse, uma visita à Sinagoga, à Casa das Ratas e à fachada da casa onde nasceu Fernando Lopes Graça em 17 de Dezembro de 1906.

O Programa pormenorizado, incluindo custos e ficha de inscrição, pode ser consultado AQUI.

Procuraremos neste mesmo Blogue vir a descrever o que foi II Encontro do CAS.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Brindar no 20º aniversário do CPA



O autor do Papa Léguas e sócio do Clube Português de Autocaravanas esteve, conforme anunciou, no dia 25 de Janeiro de 2010, na (segunda) Sede do CPA, onde, além de 3 membros da Direcção e da trabalhadora administrativa, também compareceram mais outros três associados.





Na Sala dos Sócios, adornada com escaparates, quadros e cartazes, viam-se “recordações” de 20 anos de actividade.

Todos os associados assinaram o “Livro de Honra dos Aniversários” e, junto de uma mesa, singelamente composta por bolos sortidos e bebidas espirituosas, brindaram à continuação do Clube que, na perspectiva do Papa Léguas, terá que mudar para se desenvolver.




Contudo, não obstante ser dia de festa, dois dos membros da Direcção não conseguiram deixar de se envolver em trabalho que não podia deixar de ser feito.
 


Por fim, os três Directores presentes, que não deixaram de assinalar a ausência por doença de um outro, encerraram esta simples, mas muito significativa comemoração, dos 20 anos do aniversário do CPA, não prescindindo que a trabalhadora administrativa que diariamente segue a vida do Clube há já muitos ano, os acompanhasse num brinde de honra.

NCADI



Para quem ignora o que é o NCADI (como eu) tem nos próximos dias 3 a 7 de Março de 2010 oportunidade para o conhecer.

Contudo a ignorância não vai ao ponto de se não saber que NCADI significa “Núcleo Campista de Acampamentos Desportivos de Inverno”.

Todo o Programa que nos chegou ao conhecimento, graças à amabilidade do nosso Companheiro Soares, é constituído por duas partes distintas:

Conhecer o concelho Idanha a Nova

Programa
(provisório)

DIA 2010-03-03 (Quarta-feira)

09,00 – Concentração em Idanha a Nova no Parque ao lado da Central de Camionetas

Inicio de visitas a Senhora do Almortão, Senhora do Loreto, Idanha a Velha, Monsanto (estacionar autocaravana em Relva) e Penha Garcia (pernoita ao lado da Junta de Freguesia)

Nota: Possibilidade de abastecimento de água potável e despejos na casa de banho pública de Penha Garcia se a Junta de Freguesia vier a aceder ao pedido de abertura.

DIA 2010-03-04 (Quinta-feira)

Inicio de visitas a Medelim e Proença a Velha

Nota: Poderá verificar-se dificuldades no estacionamento, dependendo da quantidade de autocaravanas.


Encontro NCADI

Programa
(Provisório)

DIA 2010-03-05 (Sexta-feira)

Concentração e Pernoita em Idanha a Nova no Parque onde se faz a Feira, junto do Campo de Tourada.

21,00 – Programa Musical

02,00 - Silencio

DIA 2010-03-06 (Sábado)

09,00 – Visita ao Centro Cultural Raiano (imagens sobre Idanha a Nova e sobre o Concelho)

11,30 – Recepção às Entidades Oficiais

Içar de Bandeira

(Almoço)

14,30 – Visita ao artesanato do adufe, castelo, igreja matriz e vila

18,00 – Reunião NCADI

20,00 – Jantar

21,00 – Fogo de sala

02,00 – Silencio

DIA 2010-03-07 (Domingo)

Continuação de visita e FIM

NOTAS:

1 - Será de bom tom, no Sábado (dia 6 de Março de 2010) assistir ao içar da bandeira, almoçar e Jantar conjuntamente e estar presente no fogo de sala.

2 – As refeições e os convívios serão realizados numa grande tenda.

3 – Fazer-se acompanhar de cadeiras e mesas é imprescindível.

4 – É devida o pagamento de uma inscrição que rondará os 10,00 euros.

5 – Para participar, segundo a organização, basta comparecer

6 – Informações mais detalhadas podem ser dirigidas ao Blogue do Papa Léguas que os encaminhará para a organização.


Os Programas podem ser “descarregados” AQUI


Vigéssimo aniversário CPA



Votos de sucesso na defesa do autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante, são os desejos do Papa Léguas no no vigéssimo aniversário do Clube Português de Autocaravanas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Em DEMOCRACIA, MUDAR para DESENVOLVER



(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 24 de Janeiro de 2010.)


Têm vindo alguns detractores da minha pessoa, que sem me conhecerem de nenhum lado adiantam, além de impropérios, as mais falsas informações que vão progressivamente mudando ao sabor das considerações do momento.

Uma das ideias base (posteriormente deixada cair) relacionava-se com o direito ético (o estatutário não o impede) que um sócio acabado de se inscrever no CPA tem de se pronunciar sobre o Clube.

A estultícia desta interpretação assenta na ideia, errada, de que o conhecimento do CPA só se inicia a partir do momento em que formalmente nos fazemos associados. Esta concepção nega a existência de uma vida anterior ao CPA e faz dela, concepção, uma imagem fechada do Clube, porquanto é o mesmo que dizer que ninguém sabe de nada no que respeita ao CPA se não for sócio do mesmo.

Quando se gosta de turismo itinerante em autocaravana o conhecimento do que nos rodeia é importante para fazermos os nossos juízos.

Já desde 2007 que o autor do Papa Léguas se veio manifestando sobre as questões do autocaravanismo e, também, do CPA, em reuniões abertas e privadas, em conversas e em mensagens electrónicas trocadas, inclusive, com associados do Clube.

Há 5 meses ainda não pensava vir a ser associado do CPA e já me preocupava e analisava as problemáticas que se colocavam ao Clube.

Pela importância que para o autor do Papa Léguas se reveste uma resposta dada em Agosto de 2009 a um sócio do CPA com responsabilidades, vou transcrevê-la, até numa demonstração de que os meus pensamentos actuais sobre o Clube são uma continuação lógica do que já então reflectia e transmitia.





Boa Tarde.

Em primeiro lugar o meu agradecimento por partilhar comigo as suas opiniões e, muito especialmente, as suas preocupações sobre o futuro do CPA enquanto estrutura mestra e de referência do Movimento Autocaravanista de Portugal.

Efectivamente não sou sócio do CPA pelas razões que publicamente divulguei e que podem ser lidas em http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/02/porque-ainda-nao-sou-socio-do-cpa.htmlContudo, "Tenho esperança que este "ainda não sócio" possa mudar de estatuto para um "já sócio" (conforme afirmei publicamente) logo que no formulário de inscrição de novos sócios do CPA através da internet deixe de ser obrigatório a referência de um telefone. Tal obrigatoriedade é, no mínimo, espantosa, na medida em que só permite que sejam sócios os cidadãos com telefone "fixo". Se e quando esta obrigatoriedade for anulada não terei qualquer óbice em me candidatar a sócio do CPA e, dentro das minhas capacidades, procurar contribuir para a dinamização do mesmo.

Em meu entender o funcionamento do CPA peca por não assumir ATEMPADAMENTE posições sobre as questões que no momento se colocam e também por se não assumir de forma muito clara e transparente como defensor dos interesses do autocaravanismo entendido como uma forma de turismo itinerante. E aqui há que saber juntos dos sócios o que estes realmente querem como actividade autocaravanista primeira: Serem campistas de autocaravana ou serem turistas itinerantes de autocaravana. Não se trata de escolherem uma ou outra modalidade. Trata-se de escolherem a actividade que consideram mais importante. Só com esta definição clara dos associados o CPA poderá optar pelo rumo certo sempre que tiver que fazer opções.

Compreendo a angustia que muitos companheiros autocaravanistas sentem pela constituição de outras associações e movimentos, ao invés de se juntarem no CPA. Por enquanto esses Movimentos não têm expressão e não me parece que venham a ter. Quanto às associações (Clubes), especialmente as que forem sediadas fora do Distrito de Lisboa, poderão vir a ter algum incremento. Poderemos, futuramente, analisar esta opinião.

No que se refere ao encontro de autocaravanistas para "discutirem" ideias não vejo que inicialmente o caminho seja através da institucionalização. Reuniões informais de representantes de associações ou de movimentos autocaravanistas com alguma projecção e mesmo de autocaravanistas de reconhecido mérito poderão ser o caminho. Dessas reuniões, inicialmente, não resultaria qualquer deliberação nem divulgação de propostas ou ideias que não fossem assumidas por unanimidade. E só quando fosse assumida por unanimidade todos os presentes a divulgariam publicamente pelos meios ao seu (deles) alcance.

Perspectivo que este seja um longo caminho e considero que só o CPA tem os meios e a credibilidade suficientes para dar o pontapé de saída a estas reuniões que deverão, as primeiras, serem de âmbito reservado. Inicialmente as dúvidas serão muitas e, por isso, há que criar, nessas reuniões, um dicionário autocaravanista que nos faça falar a mesma linguagem e definir que as reuniões se destinam exclusivamente aos que entendam o autocaravanismo como uma forma de turismo itinerante.

A construção desta convergência, na minha opinião (que vale o que vale) só será possível, repito-o, com a participação do CPA.

Disponha.

Um Abraço

(assinatura)

Papa Léguas

NOTA: Estas palavras alinhavadas ao correr da pena (do teclado) podem não expressar bem o que pretendo transmitir pelo que lhe peço que releve esta incapacidade.




Para bom entendedor…


sábado, 23 de janeiro de 2010

Dialogar para MUDAR


By lualmo


Dialogar para MUDAR

A 25 de Janeiro de 1990 nasceu o Clube Português de Autocaravanas.

No próximo dia 25 de Janeiro de 2010 o autor do Blogue Papa Léguas e sócio do CPA estará, pela primeira vez, nas instalações onde funcionam os serviços do Clube, na Rua Luís Sttau Monteiro, lote C3, Loja C3 A (Bairro dos Alfinetes), em Lisboa.

Só ou acompanhado ali estará, desde as 17 horas e até ao encerramento, para confraternizar, conversar e brindar a todas as mudanças que, exactamente 20 anos depois da fundação do CPA, se justificam ser levadas a cabo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

RALLY DA AMIZADE



Com o patrocínio da “F.I.C.C. – FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE CAMPING ET DE CARAVANNING” (ver AQUI) a Confederazione Italiana Campeggiatori (ver AQUI) organiza de 29 de Abril a 2 de Maio de 2010 a 2ª edição do “Rally dell’Amicizia” (Rally da Amizade).

O Programa pode ser “descarregado” ICI ou HERE.

A Ficha de Inscrição pode ser “descarregada” AQUI.



Autocaravanismo e Ambiente


(Foto de Danilo Prudêncio Silva)

Preocupam-se (e bem) os autocaravanistas (e outras pessoas) pelos impactos ambientais que a intervenção humana provoca.

Vamos Limpar Portugal (assunto que merece um pouco mais de reflexão), vamos não despejar as águas negras e as cinzentas fora dos locais apropriados, vamos utilizar menos sacos plásticos, vamos contribuir para a não poluição sonora, vamos poupar água, vamos reciclar, vamos não imprimir todas as mensagens electrónicas para poupar as nossas florestas, vamos… vamos… vamos…

Recebi hoje em minha casa a revista “O Autocaravanista” (Ano 4, Número 14 – Outubro/Novembro/Dezembro) feita em bom papel e com uma tiragem de 2500 exemplares.

O CPA tem cerca 1700 sócios, segundo consta, logo os restantes 800 exemplares que sobram, para além de serem canalizados para os locais para onde, por Lei, se é obrigado a enviar e ficarem alguns no arquivo histórico do Clube, são, suponho, os restantes distribuídos por patrocinadores, por associações congéneres, por entidades e personalidades com quem se deve procurar manter uma relação de proximidade.

Tenhamos, também, consciência que relação quantidade / preço varia. Quanto maior quantidade menor pode ser o preço por unidade.

Mas, nos custos têm também de se incorporar as taxas de correio, as etiquetas para endereçamento e os sacos de plástico transparentes (algumas vezes pagos através de publicidade).

Um dinheirão!

Contudo, todos os que têm acesso à Internet, têm acesso à revista. Sejam ou não sócios do CPA, sejam ou não autocaravanistas.

Porque não solicitar a todos os sócios, com correio electrónico, que aceitem, voluntariamente, não receber a revista em papel? Do facto resultaria uma economia de custos e o Ambiente agradeceria. Do facto resultaria um exemplo “clube / sócio” a poder ser seguido por outras entidades.

Contrapartidas? O sócio com acesso à Internet passaria a receber a revista em formato “PDF” imediatamente antes de ser imprimida.

Este “contracto” podia ser sempre denunciado e o sócio voltaria a receber a revista em casa, em papel, como antes.

A medida pode, em termos absolutos, não significar muito para o Ambiente, mas tem, indiscutivelmente, um elevado valor simbólico.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Autocaravanismo “clandestino”



O autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante, em Portugal, está ser, lenta, mas cirurgicamente, aniquilado. Infelizmente, mas também, por culpa de proprietários de autocaravanas.

Ao Blogue do Papa Léguas chegam diariamente muitas mensagens sobre os mais variados temas relacionados com autocaravanismo ou, simplesmente, relacionados com autocaravanas.

A todos, dentro da disponibilidade do autor do Blogue do Papa Léguas, se responde e, quando, na nossa opinião sempre falível, se considera de interesse, tem sido solicitada autorização para publicitar o que nos remetem, só identificando o autor se expressamente o mesmo nos autorizar.

Vem, agora, um nosso Companheiro, com sentido de humor apurado, dar-nos a conhecer uma “Caixa para Dormir” que, na opinião, também humorada, do autor do Blogue do Papa Léguas, pode contribuir para que as “perseguições” aos autocaravanistas não continuem.

Coloquem a “Caixa para Dormir” sobre um veículo, de preferência de carga, e já podem estacionar e pernoitar em qualquer lugar, não proibido pelo Código da Estrada, sem receio de que o confundam com uma autocaravana tradicional.

Trata-se, como o nome indica, de uma pequena caixa de 2m x 1,40m x 2,30m para dormir com conforto e segurança. Oferece momentos de sono tranquilo e descanso numa cidade, sem perda de tempo à procura de um hotel. Foi idealizada para estar presente em estações de trem, aeroportos, locais públicos centrais, entre outros locais onde possa haver aglomerações de pessoas exaustas. Em países com um clima temperado a Sleepbox poderá ser utilizada também nas ruas.

Graças à Sleepbox qualquer pessoa tem a oportunidade de passar a noite em segurança e de forma barata, em caso de emergência. O espaço móvel inclui uma cama e está equipado com um sistema de mudança automática de lençóis, sistema de ventilação, alerta sonoro, televisão LCD incorporada, WiFi, plataforma para um computador portátil e phones recarregáveis. (…)

As fotografias abaixo são elucidativas.













Debate sobre autocaravanismo?



Um nosso Companheiro Autocaravanista quis compartilhar a forma como decorreu o debate sobre autocaravanismo que decorreu em Tavira.

É essa visão de que damos conta:

"Estive em Tavira e assisti às Jornadas Técnicas de Campismo Rural e Autocaravanismo.

Em 1º lugar falou o representante da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo e apenas falou sobre a legislação que regulamenta parques de campismo, construção e classificação.

Falou depois o Eng. Alexandre Domingues que falou sobre o estudo efectuado pela CCRD Algarve e nos pontos que eram necessários para incentivar a criação de Áreas de serviço e/ou Áreas de Serviço e Pernoita.

A ideia é criar alternativas no interior do Algarve para que os Autocaravanistas não se concentrem nas zonas costeiras e passeiem pelo interior e para incentivar foram apresentados os nºs. de entradas pela Ponte Internacional do Guadiana e os valores de receita que são geradas pelos visitantes.

Resumindo não nos querem nas zonas onde é usual encontrarem Autocaravanistas, dizem não ser sustentável a grande aglomeração de viaturas, já chegaram a contar mais de 120 no mesmo sítio, mas querem que deixemos o dinheiro que o estudo do CCRD Algarve diz que gastamos mas no interior do Algarve.

Há muitos interesses em jogo e o representante da Federação deixou claro que campismo só em Parques de Campismo, devemos ir para os parques de campismo. Negócio é negócio.

Estava um representante da AECAMP que reclamou que as autoridades tinham a obrigação de forçar os Autocaravanistas a pernoitarem nos parques de campismo porque os parques estavam vazios e havia centenas de AC`s à porta e porque havia na lei suporte para essa acção.

Penso que há mais interesses em jogo e tem a ver com a publicidade que muitos hoteleiros fazem sobre os encantos do Algarve.

E depois os seus clientes deparam-se com outra realidade, que os espaços bonitos e praticamente vazios que mostram nas fotos promocionais e quase há espera de serem desbravados afinal também são usados por outras pessoas. E acredite que se conseguissem que os Portugueses não frequentassem esses espaços o faziam e com a cobertura de muita gente que devia trabalhar para todos nós.

É certo que temos que usar e preservar o meio ambiente e zelar para que não se destrua o que temos de belo e bom mas não pode ser só à nossa custa.

Depois foi o espaço de perguntas e respostas por parte da assistência e aí a o caldo entornou. Reclamações, cada um dizendo o que entendia que devia dizer e as perguntas que eram esperadas pela mesa não apareceram.

Nesta altura quase metade da assistência saiu e já não voltou.

Este nosso Companheiro acrescentou ainda terem-se verificado altercações entre os presentes com intervenções a raiar o insulto.

E assim vai o mundo do turismo itinerante em autocaravana que é indiscutivelmente um nicho de mercado de alguns milhões.

O PERÍODO DE DISCUSSÃO TERMINOU – É O MOMENTO DE DECIDIR


(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 21 de Janeiro de 2010.)

O PERÍODO DE DISCUSSÃO TERMINOU – É O MOMENTO DE DECIDIR

Ao longo de 15 dias partilhei publicamente as minhas ideias no que se refere ao Clube Português de Autocaravanas, nomeadamente sobre o acto eleitoral convocado para 30 de Janeiro de 2010.

Ao longo de 15 dias fui ofendido, apoiado e defendido no inalienável direito de livremente me expressar.

Ao longo de 15 dias recebi mensagens privadas de sócios e não sócios, já manifestando oposição, já com criticas construtivas, já com apoios às ideias desenvolvidas.

Ao longo de 15 dias a todos procurei responder, nunca me afastando do assunto, procurando não personalizar os temas e não trazer à coacção questões colaterais.

Ao longo de 15 dias constatei que, o tópico “Definir e Assumir Responsabilidades na AG do CPA” no Fórum do CPA, teve mais de 1800 visualizações, no único debate sobre eleições, ao que sei, sem que nenhum associado do CPA tivesse apresentado qualquer proposta, sugestão ou alternativa.

Ao longo de 15 dias, com os contributos de todos, mesmo dos que usaram expressões ofensivas, fui renovando os conceitos e enquadrando as ideias de forma pragmática.

Estes 15 dias de reflexão permitem-me estar em condições de, ainda mais conscientemente, reformular as Propostas que consubstanciam as minhas ideias.

As Propostas que vou apresentar na Assembleia-geral (A.G.) de 30 de Janeiro de 2010, que já não considero em discussão neste Fórum, fruto desta análise de 15 dias, são as seguintes:


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Proposta de Suspensão do Ponto 4 da Ordem de Trabalhos da A.G. de 30-01-2010

Considerando:

1. Que se justifica uma ainda maior democraticidade do processo eleitoral, com prazos e regras claras e pré-definidas;

2. Que é necessário uma maior participação dos associados no processo eleitoral, o que pode ser conseguido com o uso do voto por correspondência, que permitirá a todos os sócios escolher os Corpos Gerentes do CPA;

3. Que uma aposta clara nas pessoas, nos candidatos, através de compromissos públicos assumidos por cada Lista Candidata, com a apresentação de um Programa de Acção, permite um voto mais consciente;

4. Que devem ser promovidos debates descentralizados sobre “Eleger para definir e desenvolver”;

5. Que não existe nenhuma disposição estatutária que o impeça,

PROPONHO:

Que seja suspenso o Ponto 4 da Ordem de Trabalhos da Convocatória desta Assembleia-geral a continuar numa outra reunião da mesma Assembleia-geral a convocar para o dia 17 de Abril de 2010.

Fátima, 30 de Janeiro de 2010


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Proposta de Metodologia dos Actos Eleitorais

Considerando:

1. Que se justifica uma ainda maior democraticidade do processo eleitoral, com prazos e regras claras e pré-definidas;

2. Que é necessário uma maior participação dos associados no processo eleitoral, o que pode ser conseguido com o uso do voto por correspondência, que permitirá a todos os sócios escolher os Corpos Gerentes do CPA;

3. Que uma aposta clara nas pessoas, nos candidatos, através de compromissos públicos assumidos por cada Lista Candidata, com a apresentação de um Programa de Acção, permite um voto mais consciente;

4. Que não existe nenhuma Regulamentação em vigor sobre Eleições e sobre o uso do Voto por Correspondência;

5. Que não existe nenhuma disposição estatutária que o impeça, antes pelo contrário,

PROPONHO:

a) Que seja aprovado o “Regulamento e Calendário Eleitoral” em anexo e que entre em vigor à data de 30 de Janeiro de 2010; (ver documento AQUI)

b) Que seja aprovado o “Regulamento do Direito de Votar” em anexo e que entre em vigor à data de 30 de Janeiro de 2010. (ver documento AQUI)

Fátima, 30 de Janeiro de 2010


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Proposta de Constituição de uma Comissão de Candidatura

Considerando:

1. Que a dispersão geográfica dos sócios do CPA pode impedir contactos profícuos para a constituição de Listas Candidatas aos Corpos Gerentes;

2. Que a eventual não apresentação de uma Lista Candidata pode ser susceptível de criar um vazio directivo,

PROPONHO:

Que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, à data da Convocação de uma Assembleia Geral Eleitoral, promova e coordene uma Comissão de Candidatura, constituída por um mínimo de 3 e um máximo de 14 sócios, com o objectivo de propor uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes do CPA, sem prejuízo de outras se poderem constituir e apresentar.

Fátima, 30 de Janeiro de 2010


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Proposta Estratégica para o Mandato 2010/2012

Considerando:

1. Que os associados votaram contra a suspensão do Ponto 4 da Ordem de Trabalhos da Convocatória desta Assembleia-geral a continuar numa outra reunião da mesma Assembleia-geral a convocar para o dia 17 de Abril de 2010;

2. Que consideram, no entanto, que se justifica uma ainda maior democraticidade do processo eleitoral, com prazos e regras claras e pré-definidas;

3. Que é necessário uma maior participação dos associados no processo eleitoral, o que pode ser conseguido com o uso do voto por correspondência, que permitirá a todos os sócios escolher os Corpos Gerentes do CPA;

4. Que uma aposta clara nas pessoas, nos candidatos, através de compromissos públicos assumidos por cada Lista Candidata, com a apresentação de um Programa de Acção, permite um voto mais consciente;

5. Que não há contradição entre o que se propõe e os estatutos do CPA;

6. Que não existe nenhuma Regulamentação em vigor sobre Eleições e sobre o uso do Voto por Correspondência,

PROPONHO:

Que os Corpos Gerentes que vierem a ser eleitos nesta reunião da Assembleia-geral, no âmbito das respectivas competências, desenvolvam as seguintes iniciativas:

a) Promover eleições até 31 de Dezembro de 2010 tendo por base os princípios definidos nos documentos “Regulamento e Caderno Eleitoral” e “Regulamento do Direito de Votar”;

b) Promover a descentralização do CPA, por Distritos ou outras divisões tipificadas, onde existirem 50 ou mais sócios, sem por em causa a unidade orgânica do Clube;

c) Promover activamente o conceito de Autocaravanismo, entendido como modalidade de turismo itinerante, através de todos os meios ao seu alcance, nomeadamente do elemento nomeado para ocupar funções na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, a que se refere a alínea f) do Artigo 11º dos Estatutos do CPA.

Fátima, 30 de Janeiro de 2010


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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Questões pertinentes – Proposta Alternativa




(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 20 de Janeiro de 2010.)

ASSUNTO ADICIONAL: A forma como a associada Teresa Paiva equacionou a situação (mensagem 66 do tópico) permite-me, numa atitude dialogante com quem se abre ao diálogo, poder vir amanhã a colocar aqui uma proposta alternativa que pode vir a contemplar uma solução mais aceitável para o aparentemente irreconciliável (?)” (Mensagem 69 de 19 de Janeiro de 2010)

É o que venho tentar fazer.

Aquando da elaboração da Proposta que vou apresentar na Assembleia Geral de 30 de Janeiro reflecti muito sobre o CPA e sobre as formas que poderiam produzir alterações através de processos democráticos transparentes, com a possibilidade real de todos os sócios poderem participar e, não menos, importante, que a eleição fosse também uma atitude referendária.

Tendo em consideração que os Estatutos do CPA se regulam pela doutrina estabelecida na orgânica da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), em tudo o que os não contrariem, qualquer Direcção eleita nos moldes em que as anteriores têm sido eleitas não tem campo de manobra democrática para inflectir a prevalência campista dos estatutos para uma prioridade ao autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante.

E, senão, vejamos o que dizem os Estatutos do CPA no que respeita à FCMP:

Art.º 2º, a) (consequência do objecto do Clube)Filiar-se na federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (…);

Art.º 6º, b) (dos direitos dos sócios)Requerer a Carta Campista Nacional, a Carta Juvenil, a carta de Montanheiro, e o Carnet-Camping Internacional, nas condições estatutárias da federação de Campismo e Montanhismo de Portugal;

Art.º 7º, c) (dos deveres dos sócios)Cumprir estes Estatutos e outros regulamentos, bem como os da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (…);

Art.º 8º, §1º, f) (das penalidades)Proposta à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal da sua (dos sócios) irradiação do movimento campista;

Art.º 11º, e) (da competência da Direcção)Nomear um elemento para ocupar funções em prol do desenvolvimento do autocaravanismo na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (…);

Art.º 16º, § único (da dissolução)Aprovada a dissolução os bens representados por material ou instalações campistas deverão ser entregues à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. (…);

Art.º 17º (dos casos omissos)Os casos omissos nestes estatutos poderão ser objecto de regulamentos especiais (eleições, por exemplo) desde que não contrariem o seu espírito ou regular-se-ão pela doutrina estabelecida na orgânica da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, (…).

Alguém duvida que os Estatutos do CPA estão virados para uma filosofia campista em autocaravana?

Uma Direcção que se candidate com um Programa de Acção no qual desenvolva as linhas de força em que assentará a sua gestão, se vier a ser eleita, tem legitimidade democrática para dar início às mudanças que se impõem. E se essa mesma Direcção for votada por um número expressivo de sócios (voto por correspondência) a representatividade dessa Direcção não pode ser posta em causa de ânimo leve. Porém, se a estes dois princípios se vier a juntar uma pré definição de regras que permitam a qualquer outros sócios, poderem candidatar-se, a estabilidade e a firmeza de uma Direcção eleita será quase incontestável.

Disse Teresa Paiva:

(…) manifesto apenas o receio de que o adiamento de eleições no CPA seja o adiar de soluções para o mesmo.

Todos sabíamos que haveria eleições no CPA para o próximo biénio e não houve candidatos dispostos a assumir os destinos do Clube, haverá em Abril?

Este receio (?) de que em Abril (se as eleições fossem adiadas) pudesse não haver candidatos e, consequentemente, seria um adiar de soluções para o CPA, foi também uma preocupação minha.

Não é por acaso que no ponto da propositura da Proposta avanço com o seguinte:

4 – Que seja votada por proposta da Mesa da Assembleia Geral uma Comissão constituída por um mínimo de 3 e um máximo de 9 sócios, dos quais fará parte o Presidente da Mesa da Assembleia Geral que coordenará, com o objectivo de promover a constituição de uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes do CPA, que até pode vir a ser validada pela actual Direcção, sem prejuízo de outras se poderem constituir e apresentar;

Esta medida procura criar condições mínimas para de alguma forma se garanta o aparecimento de uma Lista Candidata.

Quando se tem um Projecto para uma Instituição, se dá a cara por ele, tem que se reflectir em todos os aspectos. Tem, também, que se ter convicções, embora, certezas… nem sempre.

Esta era (e é) a única preocupação que tenho no que à Proposta se refere. È gratificante (talvez não seja o termo exacto) constatar que a única pessoa que levantou uma dúvida séria sobre a exequibilidade da Proposta com vista aos objectivos imediatos pretendidos viesse ao encontro das minhas dúvidas.

Se a Proposta for aprovada e em Abril não se candidatar uma Lista, embora a responsabilidade legal seja da Assembleia-geral que a aprovou, a responsabilidade ética é minha. E, meus Caros Consócios, acreditem ou não, para mim, isso seria uma “barra muito pesada”.

Portanto, para que os objectivos que tenho vindo a por à consideração dos sócios se possam vir a concretizar e, simultaneamente, poder colmatar a dúvida levantada, vou apresentar uma Proposta Alternativa para ser votada na Assembleia-geral.

Essa Proposta Alternativa dirá basicamente o seguinte:

Os candidatos eleitos na Assembleia-geral de 30 de Janeiro comprometem-se a:

a) Promover eleições até 31 de Dezembro de 2010 tendo por base os princípios definidos nos documentos “Regulamento e Caderno Eleitoral” e “Regulamento do Direito de Votar”;

b) Promover alterações aos documentos referidos em a), adaptando-os às necessidades da altura em que se processarem as eleições, sem prejuízo dos princípios democráticos e da maior participação dos associados no acto eleitoral, com respeito pela obrigatoriedade de cada Lista ter que apresentar e divulgar um Programa de Acção;

c) Promover a descentralização do CPA, por Distritos ou outras divisões tipificadas, onde existirem 50 ou mais sócios, sem por em causa a unidade orgânica do Clube;

d) Para que estatutariamente as eleições possam ter lugar em 31 de Dezembro de 2010 os Candidatos eleitos devem apresentar a sua demissão atempada, mantendo-se em funções até à sua completa substituição.

A Assembleia-geral não vê impedimento a que os candidatos eleitos se possam recandidatar nas novas condições previstas para os futuros actos eleitorais.

Esta Proposta Alternativa, que irei formalizar e, se for a mais votada, permitirá a eleição dos Corpos Gerentes do CPA que aceitem, ao ser eleitos, assumir o compromisso público que a Assembleia aprovou.

E o assunto fica á discussão.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Questões pertinentes – No âmbito da liberdade de expressão


(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 19 de Janeiro de 2010.)


Questões pertinentes – No âmbito da liberdade de expressão


Deve a liberdade de expressão manifestar-se em termos absolutos?

Não.

A liberdade de expressão (onde se inclui a de opinião) é um valor que tem que ser conjugado com o exercício de outras liberdades igualmente fundamentais como, por exemplo, o direito ao bom nome, pelo que a calúnia ou reiterado ataque ao carácter de uma pessoa não pode ser enquadrado como um direito.

O assassinato (ou tentativa) do carácter de uma pessoa, como resposta (?) a ideias defendidas publicamente, fazendo juízos de intenção e, sem que os ofendidos respondam a essas manifestações incivilizadas, tem que merece o repúdio social dos cidadãos e, no caso do Fórum do CPA, merece uma intervenção da Moderação. Uma intervenção que não pode controlar ou moldar ideias.


Escrever como se o nosso interlocutor estivesse na nossa frente

Na realidade, quando escrevemos num “Fórum” ou num “Chat” devíamos fazê-lo como se os nossos interlocutores estivessem perante cada um de nós. Quando estamos perante uma pessoa, cara a cara, não o adjectivamos com impropérios. Se o fazemos arriscamo-nos a continuar a falar sozinhos ou, numa situação extrema, a podermos vir a ter o nosso corpo danificado. Porquê então fazê-lo num “Fórum” ou num “Chat”?

Também quando escrevemos num “Fórum” ou num “Chat” temos que ter a percepção de que quem nos lê não está a visualizar as mensagens corporais que emitimos, não vê os nossos gestos, não se apercebe dos nossos sorrisos, da forma como olhamos, o que pode dar um significado distinto às nossas palavras.

Há pois que desculparmos a forma como estão escritas algumas ideias e, sobretudo, não interiorizarmos que elas são uma invasão do nosso “território”. Às vezes, perceber isto é difícil, mas é possível.

Não sendo a liberdade de expressão um direito absoluto coloca-se, porém, a questão da privacidade da divulgação no tratamento dos assuntos.

É, para muitos, bastante claro que as questões tratadas no privado não devem ser reveladas na Praça Pública. Se alguém me escreve, se alguém me envia uma mensagem electrónica, se alguém me telefona, eu não tenho o direito, ninguém tem, de divulgar a terceiros sem a autorização expressa dos intervenientes o que foi dito.

Assiste-me, contudo, o direito de revelar as minhas ideias desde que através da sua revelação não venha a expor a privacidade de terceiros.


Vem isto a propósito de duas ideias básicas:


- A ideia que o tema Assembleia-geral do CPA (sobremaneira as eleições) é um assunto reservado e que deve ser tratado na “intimidade” do Clube.

Quanto à ideia que a Assembleia-geral (sobremaneira as eleições) são uma matéria reservada não me parece que tenha nada a ver com a realidade democrática da sociedade que é global e em que nos inserimos.

Vejamos:

a) O CPA não é uma associação secreta (até as associações maçónicas começaram a deixar de o ser);

b) Uma Assembleia de uma Associação é a parte mais pública de uma instituição e quanto maior for a visibilidade para o exterior, maior verdade transparecerá e, consequentemente, maior credibilidade terá;

c) As grandes instituições congéneres ou mesmo outras são objecto de, inclusive, grandes reportagens televisivas, artigos de opinião nos jornais, entrevistas com sócios e, que se saiba (que eu saiba) a questão do secretismo nunca foi colocada;

d) Aquando de eleições pode interessar à sociedade circundante da instituição tomar conhecimento do processo eleitoral, das Listas Candidatas, dos Programas de Acção, pelas mais variadas razões que me dispenso de enumerar;

e) O virar para o exterior é, para além de dar a conhecer de “coração aberto” a instituição, reconhecer que se não defendem valores corporativos.

(Sobre a questão do corporativismo, relacionado com campismo e tudo o que gira à volta, muito se poderia vir a dizer, mas deixemos isso para um próximo debate.)

O que aqui procurei transmitir é que há temas nas instituições que não são, não podem ser, de âmbito privado.

Pode existir, ainda, um argumento acerca da imagem do Clube perante associados que expressem juízos de valor sobre outros associados, impropérios, provocações, insultos, enfim!, que exibam publicamente a sua falta de, pelo menos, educação e civismo.

Condescender com este argumento seria premiar e concordar que este tipo de atitudes é insolúvel e que pode continuar. Tenhamos também presente que estes cidadãos existem em todo o lado e não podem ser considerados representativos de um Clube como o CPA.

Li algures neste Fórum (não neste tópico) que o actual Presidente da Direcção iria propor (suponho que à Direcção) a Constituição de uma Comissão Disciplinar com o objectivo de canalizar para a mesma as queixas sobre maus comportamentos dos associados e que essa Comissão Disciplinar decidiria as penalizações a aplicar. Esta era a ideia geral e suponho que a sua divulgação se reporta aos inícios de 2008.

Passando por cima das eventuais questões legais e estatutárias que se podem levantar e que de momento não trm interesse analisar, pergunto: Que é feito da Comissão? Porque não existe? E se existisse poderia estar a ser a solução destes maus comportamentos?

- A ideia, que foi divulgada no Fórum, de que não acedi ao pedido de uma Directora que, salvo se entendi mal a questão, condena que se expresse publicamente um assunto (Assembleia Geral/Eleições) que deve apenas respeitar ao Clube.

Conforme foi dito e é público no Fórum (neste tópico) a referida Directora: “Em particular lhe chamei á atenção mas o companheiro nada fez, (…)

Nada fiz porque as ideias que sobre esta matéria tenho (e estão acima desenvolvidas) são outras, não são anti-estatutárias e não me sinto obrigado a seguir outras que não as da minha consciência.

Não respondi em particular, expressando a minha posição, porque o teor do seu “e-mail” (a que aqui faz referência e só por isso também o cito sem referir o conteúdo) condicionou a minha resposta.

O QUE REALMENTE IMPORTA

O realmente importante não são os efeitos colaterais que uma Proposta está a causar em muito boa gente.

O que realmente importa e que

REPETIREMOS ATÉ À EXAUSTÃO:

Até este momento não há nenhum argumento que tenha sido apresentado e justifique a manutenção do acto eleitoral.

Mas há pelo menos 3 verdadeiros argumentos que justificam o adiamento das eleições, se a Proposta for aprovada, e, volto a repetir, são os seguintes:

1 - Uma ainda maior democraticidade do processo eleitoral – prazos e regras claras e pré-definidas;

2 - Uma maior participação dos associados – voto por correspondência que permite a TODOS os sócios escolher a sua Direcção;

3 - Uma aposta clara nas pessoas, nos candidatos, através de compromissos públicos – apresentação de um Programa de Acção.

Uma Direcção eleita nestas condições tem a força dos associados para uma mudança com vista ao desenvolvimento.


ASSUNTO ADICIONAL: A forma como a associada Teresa Paiva equaciona a situação (mensagem 66 do tópico) permite-me, numa atitude dialogante com quem se abre ao diálogo, poder vir, amanhã, a colocar aqui uma proposta alternativa que pode vir a contemplar uma solução mais aceitável para o aparentemente  irreconciliável (?)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Figuras da História



Aprenda a história de algumas dezenas de personalidades famosas da História Mundial.

Aceda ao Painel “Discutindo a Divina Comédia com Dante” (AQUI) e passe com o cursor pelas figuras e, após fazer a sua opção, faça um duplo “click” sobre a personalidade pela qual tiver optado.

Será redireccionado para uma página da “Wikipedia, A Enciclopédia Livre” permitindo-lhe obter informações sobre a personalidade escolhida.

Fascinante e educativo.

NOTA: Na página electrónica da “Wikipedia”, (na coluna da esquerda) pode escolher o idioma em que deseje ler a informação.