quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Debate sobre autocaravanismo?



Um nosso Companheiro Autocaravanista quis compartilhar a forma como decorreu o debate sobre autocaravanismo que decorreu em Tavira.

É essa visão de que damos conta:

"Estive em Tavira e assisti às Jornadas Técnicas de Campismo Rural e Autocaravanismo.

Em 1º lugar falou o representante da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo e apenas falou sobre a legislação que regulamenta parques de campismo, construção e classificação.

Falou depois o Eng. Alexandre Domingues que falou sobre o estudo efectuado pela CCRD Algarve e nos pontos que eram necessários para incentivar a criação de Áreas de serviço e/ou Áreas de Serviço e Pernoita.

A ideia é criar alternativas no interior do Algarve para que os Autocaravanistas não se concentrem nas zonas costeiras e passeiem pelo interior e para incentivar foram apresentados os nºs. de entradas pela Ponte Internacional do Guadiana e os valores de receita que são geradas pelos visitantes.

Resumindo não nos querem nas zonas onde é usual encontrarem Autocaravanistas, dizem não ser sustentável a grande aglomeração de viaturas, já chegaram a contar mais de 120 no mesmo sítio, mas querem que deixemos o dinheiro que o estudo do CCRD Algarve diz que gastamos mas no interior do Algarve.

Há muitos interesses em jogo e o representante da Federação deixou claro que campismo só em Parques de Campismo, devemos ir para os parques de campismo. Negócio é negócio.

Estava um representante da AECAMP que reclamou que as autoridades tinham a obrigação de forçar os Autocaravanistas a pernoitarem nos parques de campismo porque os parques estavam vazios e havia centenas de AC`s à porta e porque havia na lei suporte para essa acção.

Penso que há mais interesses em jogo e tem a ver com a publicidade que muitos hoteleiros fazem sobre os encantos do Algarve.

E depois os seus clientes deparam-se com outra realidade, que os espaços bonitos e praticamente vazios que mostram nas fotos promocionais e quase há espera de serem desbravados afinal também são usados por outras pessoas. E acredite que se conseguissem que os Portugueses não frequentassem esses espaços o faziam e com a cobertura de muita gente que devia trabalhar para todos nós.

É certo que temos que usar e preservar o meio ambiente e zelar para que não se destrua o que temos de belo e bom mas não pode ser só à nossa custa.

Depois foi o espaço de perguntas e respostas por parte da assistência e aí a o caldo entornou. Reclamações, cada um dizendo o que entendia que devia dizer e as perguntas que eram esperadas pela mesa não apareceram.

Nesta altura quase metade da assistência saiu e já não voltou.

Este nosso Companheiro acrescentou ainda terem-se verificado altercações entre os presentes com intervenções a raiar o insulto.

E assim vai o mundo do turismo itinerante em autocaravana que é indiscutivelmente um nicho de mercado de alguns milhões.

3 comentários:

  1. Companheiro Papa Léguas,

    Comentei detalhadamente o que eu penso no Forum CampingCar Portugal.

    Pelo andar da carruagem, seremos mesmo uma "minoria" devidamente marginalizada em breve e, para cúmulo, perseguida!

    A ver vamos.

    Um abraço e até sempre,

    José Gonçalves
    (Guimarães)

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  2. A resposta a esta complexa questão da convivência entre campistas e autocaravanistas, tive-a eu em Pons, em Junho do ano passado, quando seguia para o Monte de St Michel.
    Pernoitei no parque de campismo municipal de Pons, onde paguei 8 euros, 2 adultos, autocaravana e electricidade. O parque é um luxo, não temos por cá nada parecido e tem do lado de fora um estacionamente com ESA, onde apenas a electricidade é paga (uma moeda de 1 euro, julgo).
    Ao fim da tarde chegaram duas autocaravanas italianas, que ficaram do lado de fora.
    No parque estavam duas dúzias de autocaravanas e igual múmero de outros tipo de equipamentos, e havia ainda lugar para outros tantos. Quando perguntei ao recepcionista se achava normal que, com um preço tão baixo ainda houvésse quem ficásse no exterior, tive uma resposta que revela o atraso em que ainda vivemos no campo das mentalidades. Para o responsável do parque o importante era que houvesse as duas opções, pois só assim cada um podia decidir!

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  3. esses 8 euros davam para a ajuda de um jantar e não para encher os bolsos de quem não produz nada para nós

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