terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Definir e Assumir Responsabilidades na AG do CPA





Com efeitos a 1 de Janeiro de 2010 efectivei por via electrónica a minha inscrição e o correspondente pagamento de sócio do CPA (Clube Português de Autocaravanas) conforme, aliás, tinha informado que o ia fazer no “Blogue do Papa Léguas” (AQUI).

No dia 5 de Janeiro fiz a minha apresentação no Fórum do CPA.

Aguardo, agora, que a Direcção do CPA delibere acerca da minha candidatura a sócio. Caso essa deliberação tenha lugar em tempo útil estarei presente de pleno direito na Assembleia-geral do próximo dia 30 de Janeiro e, também, no Jantar comemorativo do 20º aniversário do Clube.

Contudo, como a deliberação pode tardar e considero que é importante que os associados possam analisar atempadamente as ideias que na Assembleia-geral tenciono apresentar formalmente (se a Direcção entretanto vier a aprovar a minha candidatura) venho dá-las a conhecer.

Estou convicto que a próxima reunião do órgão deliberativo do Clube, a Assembleia Geral, é aguardada com alguma expectativa pelos autocaravanistas, sócios e não sócios, pelo que se impõe uma ainda maior transparência e abertura do que ali se vier a dizer com vista ao assumir democrático das alterações que eventualmente possam vir a ser votadas.

Face ao exposto irei apresentar para votação a proposta que transcrevo e os 5 documentos anexos à mesma proposta.



Assembleia-geral

2010-01-30

PROPOSTA

O Clube Português de Autocaravanas nasceu a 25 Janeiro de 1990 por iniciativa de um reduzido número de campistas (13, segundo a foto do Portal electrónico do CPA) e, desde então, conta, presentemente, a nível nacional e ao que revela, com mais de 1700 associados.

Vinte anos depois verifica-se estarmos perante uma associação que, não obstante esforçar-se por acompanhar uma politica autocaravanista, entendida como uma modalidade de turismo itinerante, está enquadrada por normas estatutárias que a ligam ao campismo. Justifica-se uma consulta referendária a todos os associados para que seja definida uma politica preferencial pelo autocaravanismo ou pelo campismo, após que se deve actuar em conformidade com a decisão maioritária.

Estamos, também, perante uma associação, que necessita urgentemente de se reestruturar para que as ligações entre os associados e os órgãos dirigentes sejam mais próximas, mais rápidas e consequentemente, mais eficazes. Impõe-se, assim, a existência de uma estrutura organizativa em que a vontade dos associados, em todo o país, se faça ouvir e respeitar.

Estas duas grandes decisões obrigam a que as eleições para os Corpos Gerentes do CPA sejam feitas de forma consciente para que se elejam, para além de pessoas, Programas de Acção, propostos por equipas.

Eleger pessoas avulsas, por muita consideração que mereçam, para uma equipa em que os próprios se não conheçam entre si ou que não tenham acordado previamente o que colectivamente se propõem fazer, consubstanciando esse acordo num Programa de Acção a divulgar antecipadamente pelos associados, e, ainda, “obrigando” a que os associados tenham que votar quase instantaneamente, sem possibilidade de reflectirem com tempo o sentido do seu voto, é inaceitável, muito especialmente num Clube que se quer como uma referência no panorama autocaravanista nacional. Assim, é de bom senso, que Listas de Candidatos e respectivos Programas de Acção sejam do conhecimento antecipado dos associados.

Manter o estado das coisas poderá contribuir para a morte lenta, algumas vezes anunciada, de um Clube que se quer grande e digno e poderá facilitar a intromissão indesejável de ideias oportunistas.

O que se preconiza não pode ser pormenorizadamente desenvolvido numa Proposta que se tem que enquadrar num Ponto da Ordem de Trabalhos de uma Assembleia-geral também Eleitoral, contudo, por algum lado tem que se começar.

Começar por dar a palavra aos candidatos para que colectivamente apresentem o que se propõem fazer e, simultaneamente, dar a palavra aos sócios, possibilitando que os mesmos optem com consciência plena.

Na passagem dos 20 anos do CPA, neste inicio (?) de década, neste ano de 2010 é tempo de, (é preciso!), MUDAR, pelo que

PROPONHO:

1 – Que seja transferida a eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2010/2011 para uma Assembleia-geral Eleitoral a convocar para o dia 17 de Abril de 2010;

2 – Que os actuais Corpos Gerentes se mantenham em pleno exercício de funções até à tomada de posse dos Corpos Gerentes a eleger na Assembleia-geral Eleitoral de 17 de Abril de 2010;

3 – Que sejam aprovados os documentos anexos seguintes:






4 – Que seja votada por proposta da Mesa da Assembleia Geral uma Comissão constituída por um mínimo de 3 e um máximo de 9 sócios, dos quais fará parte o Presidente da Mesa da Assembleia Geral que coordenará, com o objectivo de promover a constituição de uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes do CPA, que até pode vir a ser validada pela actual Direcção, sem prejuízo de outras se poderem constituir e apresentar;

5 – Que seja extinto o Ponto 4 da Ordem de Trabalhos da Convocatória desta Assembleia-geral.

Fátima, 30 de Janeiro de 2010.


O sócio

ANEXOS: 05 documentos



NOTAS:

Os documentos anexos em formato PDF podem ser "descarregados" através dos nomes dos respectivos documentos assinalados acima a vermelho;

O documento contendo a Proposta em formato PDF e acima transcrita pode ser "descarregado" AQUI.


1 comentário:

  1. Excelente trabalho Companheiro Papa Léguas, demonstra de facto muita sabedoria e alguma experiência na matéria.

    Mesmo com ventos contrários, desfavolráveis por vezes, não se deixe esmorecer, terá sempre alguém por perto que lhe agradecerá sempre o seu empenho.

    Um abraço e até sempre,

    José Gonçalves
    (Guimarães)

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