domingo, 24 de janeiro de 2010

Em DEMOCRACIA, MUDAR para DESENVOLVER



(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 24 de Janeiro de 2010.)


Têm vindo alguns detractores da minha pessoa, que sem me conhecerem de nenhum lado adiantam, além de impropérios, as mais falsas informações que vão progressivamente mudando ao sabor das considerações do momento.

Uma das ideias base (posteriormente deixada cair) relacionava-se com o direito ético (o estatutário não o impede) que um sócio acabado de se inscrever no CPA tem de se pronunciar sobre o Clube.

A estultícia desta interpretação assenta na ideia, errada, de que o conhecimento do CPA só se inicia a partir do momento em que formalmente nos fazemos associados. Esta concepção nega a existência de uma vida anterior ao CPA e faz dela, concepção, uma imagem fechada do Clube, porquanto é o mesmo que dizer que ninguém sabe de nada no que respeita ao CPA se não for sócio do mesmo.

Quando se gosta de turismo itinerante em autocaravana o conhecimento do que nos rodeia é importante para fazermos os nossos juízos.

Já desde 2007 que o autor do Papa Léguas se veio manifestando sobre as questões do autocaravanismo e, também, do CPA, em reuniões abertas e privadas, em conversas e em mensagens electrónicas trocadas, inclusive, com associados do Clube.

Há 5 meses ainda não pensava vir a ser associado do CPA e já me preocupava e analisava as problemáticas que se colocavam ao Clube.

Pela importância que para o autor do Papa Léguas se reveste uma resposta dada em Agosto de 2009 a um sócio do CPA com responsabilidades, vou transcrevê-la, até numa demonstração de que os meus pensamentos actuais sobre o Clube são uma continuação lógica do que já então reflectia e transmitia.





Boa Tarde.

Em primeiro lugar o meu agradecimento por partilhar comigo as suas opiniões e, muito especialmente, as suas preocupações sobre o futuro do CPA enquanto estrutura mestra e de referência do Movimento Autocaravanista de Portugal.

Efectivamente não sou sócio do CPA pelas razões que publicamente divulguei e que podem ser lidas em http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/02/porque-ainda-nao-sou-socio-do-cpa.htmlContudo, "Tenho esperança que este "ainda não sócio" possa mudar de estatuto para um "já sócio" (conforme afirmei publicamente) logo que no formulário de inscrição de novos sócios do CPA através da internet deixe de ser obrigatório a referência de um telefone. Tal obrigatoriedade é, no mínimo, espantosa, na medida em que só permite que sejam sócios os cidadãos com telefone "fixo". Se e quando esta obrigatoriedade for anulada não terei qualquer óbice em me candidatar a sócio do CPA e, dentro das minhas capacidades, procurar contribuir para a dinamização do mesmo.

Em meu entender o funcionamento do CPA peca por não assumir ATEMPADAMENTE posições sobre as questões que no momento se colocam e também por se não assumir de forma muito clara e transparente como defensor dos interesses do autocaravanismo entendido como uma forma de turismo itinerante. E aqui há que saber juntos dos sócios o que estes realmente querem como actividade autocaravanista primeira: Serem campistas de autocaravana ou serem turistas itinerantes de autocaravana. Não se trata de escolherem uma ou outra modalidade. Trata-se de escolherem a actividade que consideram mais importante. Só com esta definição clara dos associados o CPA poderá optar pelo rumo certo sempre que tiver que fazer opções.

Compreendo a angustia que muitos companheiros autocaravanistas sentem pela constituição de outras associações e movimentos, ao invés de se juntarem no CPA. Por enquanto esses Movimentos não têm expressão e não me parece que venham a ter. Quanto às associações (Clubes), especialmente as que forem sediadas fora do Distrito de Lisboa, poderão vir a ter algum incremento. Poderemos, futuramente, analisar esta opinião.

No que se refere ao encontro de autocaravanistas para "discutirem" ideias não vejo que inicialmente o caminho seja através da institucionalização. Reuniões informais de representantes de associações ou de movimentos autocaravanistas com alguma projecção e mesmo de autocaravanistas de reconhecido mérito poderão ser o caminho. Dessas reuniões, inicialmente, não resultaria qualquer deliberação nem divulgação de propostas ou ideias que não fossem assumidas por unanimidade. E só quando fosse assumida por unanimidade todos os presentes a divulgariam publicamente pelos meios ao seu (deles) alcance.

Perspectivo que este seja um longo caminho e considero que só o CPA tem os meios e a credibilidade suficientes para dar o pontapé de saída a estas reuniões que deverão, as primeiras, serem de âmbito reservado. Inicialmente as dúvidas serão muitas e, por isso, há que criar, nessas reuniões, um dicionário autocaravanista que nos faça falar a mesma linguagem e definir que as reuniões se destinam exclusivamente aos que entendam o autocaravanismo como uma forma de turismo itinerante.

A construção desta convergência, na minha opinião (que vale o que vale) só será possível, repito-o, com a participação do CPA.

Disponha.

Um Abraço

(assinatura)

Papa Léguas

NOTA: Estas palavras alinhavadas ao correr da pena (do teclado) podem não expressar bem o que pretendo transmitir pelo que lhe peço que releve esta incapacidade.




Para bom entendedor…


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