terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Na AG do CPA – A actual Direcção é consciente e responsável



PROPONHO:

(…)

2 – Que os actuais Corpos Gerentes se mantenham em pleno exercício de funções até à tomada de posse dos Corpos Gerentes a eleger na Assembleia-geral Eleitoral de 17 de Abril de 2010;

A segunda propositura da Proposta que vai ser formalmente presente na Assembleia-geral do CPA de 30 de Janeiro próximo é a consequência lógica da primeira que prevê que o acto eleitoral seja transferido para 17 de Abril.

É a consequência lógica porquanto é necessário que a gestão do Clube não seja afectada, que não se venha a verificar um vazio.

Contudo, em abono da teoria, sempre que uma associação não renova os seus quadros Directivos no período para tal previsto ou que os mesmos quadros Directivos se demitem, a Direcção em exercício tem que se manter (em gestão) até à sua substituição. O não cumprimento deste dever é passível de poder ser penalizado pelos prejuízos que uma associação sofra pelo abandono da mesma.

Este ponto 2 permite, também, que a Direcção em exercício não só se mantenha em simples gestão, como possa continuar, como é proposto, com plenos poderes, o que lhe permite assumir todas e quaisquer deliberações no âmbito das suas responsabilidades.

Também não é de somenos importância referir que a aprovação deste segundo ponto é, na prática, um voto de confiança na actual Direcção.

Mas, mesmo que a actual Direcção se não quisesse manter e abandonasse intempestivamente, na perspectiva do autor, (as funções para que se não candidataram inicialmente) poderia ainda a Assembleia Geral designar um Grupo de sócios para assegurar a gestão do Clube até à data das eleições que se propõe ser a 17 de Abril, ou seja, dois meses e meio depois. Aliás, de forma prática e se viesse a ser necessário, a Assembleia-geral até poderia conferir esses poderes de gestão à Comissão a constituir nos termos do número 4 das proposituras da Proposta em análise.

Não parece credível que a actual Direcção venha a abandonar desta forma, pouco racional, o Clube. E não se trata de uma questão de fé. Trata-se de acreditar nas pessoas e naquilo que está subjacente ao que dizem e, sobretudo, escrevem.

No Boletim do Clube, O Autocaravanista, número 14 (Outubro/Novembro/Dezembro), num artigo da responsabilidade da Direcção, intitulado “RESUMO DA ACTIVIDADE DA DIRECÇÃO”, lê-se o seguinte trecho:

Companheiros

Esta direcção, não se tendo inicialmente candidatado, assumiu funções pela falta de alternativa demonstrada na Assembleia-geral que poderia levar ao encerramento do Clube. (…)

Uma equipa que assim pensa E SENTE só quererá para a associação o que os associados e eles próprios entenderem por melhor e não regateará o dever de se manter pouco mais de dois meses nas funções que vem desempenhando.

Quando é dito, e nada permite duvidar, que só se candidataram (a actual Direcção), depois de terem constatado a falta de alternativas na Assembleia-geral que os elegeu, merecem o reconhecimento dos associados. Mas merecerão ainda maior reconhecimento se criarem condições para que uma futura Direcção venha a ser eleita em condições que permitam uma maior participação dos sócios no acto eleitoral, como iremos demonstrar ser possível.

Direcções conscientes e responsáveis não abandonam o “barco” quando se procura definir o rumo a seguir. Esta Direcção é consciente e responsável.


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