sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Na AG do CPA – O futuro justifica um referendo




EVIDÊNCIA QUE JUSTIFICA ALTERAÇÕES

O Clube Português de Autocaravanas nasceu a 25 Janeiro de 1990 por iniciativa de um reduzido número de campistas (13, segundo a foto do Portal electrónico do CPA) e, desde então, conta, presentemente, a nível nacional e ao que revela, com mais de 1700 associados.

Este primeiro parágrafo da Proposta que vai ser apresentada na próxima Assembleia Geral do CPA é um dos fundamentos / considerandos da Proposta que até poderia não ser incluído, não fora a necessidade de realçar o aumento da quantidade de associados desde o nascimento do Clube. Esta menção é importante para que se realce que esta modificação no número de associados tem necessariamente que ter uma correspondência nas alterações que se justificam e que têm que ser feitas.

Não se gere, não se equilibram comportamentos, nem sequer se comunica da mesma forma perante uma comunidade de 13 pessoas (eventualmente do mesmo Distrito) ou perante uma de mais de 1700 que abrangem todo o território nacional.

A Proposta podia não ter esta mensagem? Podia. Mas não era a mesma coisa. A expressão desta realidade tinha que ser evidenciada.


CAMPISMO COM AUTOCARAVANAS

Vinte anos depois verifica-se estarmos perante uma associação que, não obstante esforçar-se por acompanhar uma politica autocaravanista, entendida como uma modalidade de turismo itinerante, está enquadrada por normas estatutárias que a ligam ao campismo.

Não existem dados públicos que permitam saber quantos dos mais de 1700 associados do CPA leram os Estatutos em vigor e, daí se ignorar, quantos se já aperceberam que os Estatutos contêm disposições em que a ligação ao campismo é por demais evidente. É perfeitamente entendível que uns Estatutos feitos há 20 anos tenham esta incidência. Aliás, é o próprio Portal do CPA que diz: “CPA surgiu em Janeiro de 1990 por iniciativa de um reduzido grupo de amantes do campismo.

Permita-se uma pausa para agradecer a esses amantes do campismo terem criado o CPA.

Realce-se também que o CPA levou a efeito 8 acampamentos até ao ano de 2005 e que, em 2003, a vertente campista do CPA culminou com a responsabilidade de organizar o 23º Acampamento Nacional da FCMP (Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal).

É também curioso constatar que esta é uma associação cujo nome se reporta a “Autocaravanas”, ou seja, Clube Português de Autocaravanas. E é curioso porque uma autocaravana é, também, um meio para a prática de campismo. É natural que os fundadores do CPA, amantes do campismo, proprietários de autocaravanas, tenham entendido que a autocaravana era um meio especialmente cómodo para a prática de campismo, mas, com o mesmo objectivo de uma tenda ou caravana, e, por isso, entenderam, talvez numa perspectiva de grupo que marca a diferença, no seio do campismo, sobrevalorizar este meio de acampar.

O facto de um campista ter uma autocaravana não o transforma num autocaravanista, como o facto de um autocaravanista utilizar um Parque de Campismo não o transforma num campista.

No entanto o tempo foi passando e aumentando o número de associados e as contradições no seio da própria associação foram crescendo. Uma passagem, mesmo que ligeira, pelo Portal do CPA, evidencia essa contradição. O CPA tem tido dificuldades em assumir posições claras. Também não as podia tomar, pois qualquer Direcção está enquadrada por normas estatutárias e os Estatutos do CPA enquadram o Clube na área do campismo praticado com autocaravanas.


NÃO OPTAR É NAVEGAR SEM RUMO

Justifica-se uma consulta referendária a todos os associados para que seja definida uma politica preferencial pelo autocaravanismo ou pelo campismo, após que se deve actuar em conformidade com a decisão maioritária.

O fundamento / considerando atrás referido e constante do segundo parágrafo da Proposta que vai ser presente na próxima Assembleia-geral não obriga o CPA, nem nenhum dos seus órgãos estatutários, nem nenhum dos seus associados. Apenas os propostos, se aprovados, a todos obrigam.

O Campismo praticado com autocaravanas não deve ser considerado um mal, nem sequer um mal necessário. O Clube Português de Autocaravanas poderá continuar a apoiar os campistas que tenham autocaravanas para a prática do campismo. No entanto, é impossível assumir duas políticas distintas relativamente ao uso de uma autocaravana e, sempre que houver contradições entre o Campismo, com Autocaravana ou Turismo Itinerante, com Autocaravana, qualquer Direcção tem que saber qual a orientação primeira pela qual deve optar.

Pelo que é dito, impõe-se a necessidade de no futuro ser definida, em Assembleia Geral referendária, uma politica PREFERENCIAL pelo campismo ou pelo autocaravanismo, para que, numa situação de conflito, qualquer Direcção faça uma opção em conformidade com a decisão maioritária dos sócios.


CANDIDATURAS COM PROGRAMA DE ACÇÃO

Como acima é dito os fundamentos / considerandos constantes da Proposta que vai ser presente na próxima Assembleia-geral não obrigam o CPA. Então para que os inserir na Proposta? Para justificar que um acto eleitoral não pode ser desenquadrado de um Programa de Acção.

Eleger pessoas para o desempenho de funções directivas ignorando-se qual a política e actividades que se propõem implementar através dos órgãos a que se candidatam é “dar um cheque em branco” a essas pessoas, é entregar-lhes o Clube para que dele façam o que entenderem por bem.

Um Clube com mais de 1700 sócios não é propriamente um Grupo de Amigos. Existem em Portugal aldeias com muitíssimas menos pessoas.

A bem da transparência de propósitos uma candidatura tem que ser indissociável da apresentação de um Programa de Acção.


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