domingo, 17 de janeiro de 2010

Questões pertinentes – A verdade a que temos direito




(Cópia de texto colocado no Fórum do CPA em 17 de Janeiro de 2010.)


O DIÁLOGO QUE RECUSARAM

Confrontado logo no próprio dia e poucas horas após ter informado que iria apresentar na AG do CPA uma Proposta, se entretanto e até lá fosse admitido como sócio, vi-me perante afirmações de que transcrevo os seguintes trechos, com sublinhados da minha responsabilidade:

“Se levou tanto tempo a reflectir se devia ser sócio do CPA ou não, nesse "intermezzo" teve tempo de formar uma lista própria

“Agora inscrever-se como sócio e desde já colocar exigências do tipo que descreve, quanto a mim, opinião muito pessoal, é um verdadeiro desplante.”

“Portanto, se quer o CPA no seu currículum, terá que ser agora na próxima AG.”

“Isto é dito no corpo da sua proposta, que, entretanto, o que faz é debitar um arrazoado sobre como deve ser e não deve ser o acto eleitoral.”

“A bondade destas questões parecem-me pertinentes, sendo postas à discussão no local apropriado, mas não são as que o sr. Papa Léguas quer que sejam discutidas.”

“Ele quer é que a AG seja feita segundo os seus propósitos.
Bem, como desaforo não está mal.”

Mas, afirmações deste teor continuam ao longo de dias, como, por exemplo, as seguintes:

“Agora não venha, como se diz na gíria, «castigar mais o ceguinho»!!!!!”

“Sou muito leigo nestes assuntos, mas como tenho seguido um balão de de oxigénio da politiquice da nossa praça quanto a eleições no seu partido, fico com uma ideia de que V.Exª agora Companheiro de Clube pretenderá!

“Boa Noite. (É questão de educação)”

“P.S. Ainda não assino com citações porque perdi o meu «apanhado» das que adoro.”

“Como já se me acabou a pachorra para estar a debitar algo mais, ressalvando o dado adquirido pelo exmo. Papa Léguas que não aparecerá qualquer lista em Fátima”

“Mais uma vez o .......... escancarou a porta do clube ao aceitar mudar a ficha de inscrição para que ele se inscrevesse no CPA. Ainda é apenas o fala-só da calada da noite, mas já se acha no direito de dar ordens ao CPA. Imagine-se se algum dia tiver poder no clube.”


OS ESCLARECIMENTOS QUE FINGIRAM QUERER

Com excepção de pequenos apontamentos não se verifica ao longo de longos 11 dias nenhuma contestação objectiva (e muito menos apoio) sobre o teor de uma Proposta a que o autor, supondo, ingenuamente, que estaria no espírito de alguns que fosse desenvolvida.

Curiosamente um dos intervenientes escreveu:

Fico a aguardar, com interesse, as propostas substanciais: "como criar uma estrutura organizativa em que a vontade dos associados, em todo o país, se faça ouvir e respeitar", que esta é mesmo de monta.”

Fiz-lhe a vontade. Mas, depois, sobre o tema, o interveniente NADA disse. Efectivamente não falava verdade. Não estava interessado. Mas, mais recentemente, contraditoriamente, afirmou:

O PapaLéguas não dá réplica a ninguém. Civilizadamente, mimoseia-nos com o "If", magnífico poema. A superioridade que quer fazer passar é perturbante.”

Nunca foi minha intenção perturbar ninguém, pelo que peço desculpa pelos eventuais danos que possa ter causado.


O PSEUDO DIÁLOGO

Mas, replicar o quê?

Passe-se os olhos por todo este Fórum (não só neste tópico) e confirme-se a inexistência de um DIÁLOGO concreto, sem que pelo meio se não verifiquem provocações, ofensas, insinuações em detrimento da apresentação de ideias que se oponham a outras.

Cai-se no mesmo erro (?) que já há dois mil anos se verificou. Destruir uma ideia, uma filosofia, pelo assassinato físico; agora, nos nossos tempos, pelo assassinato de carácter.

Ao autor da Proposta só restavam 2 opções:

- Descer o nível da sua intervenção, entrar numa de achincalhamento, com uma subida eventual das audiências, mas destruindo por completo os objectivos que tinha e tem, com a apresentação da Proposta e o DIÁLOGO que esperava que se gerasse e que, inclusive, através desse DIÁLOGO, a Proposta pudesse vir a ser alterada e subscrita até como um produto não já de uma pessoa, mas de várias.

Mas esse DIÁLOGO foi intencionalmente impossibilitado. Não se queria dialogar. Queria-se um pseudo diálogo. Com que objectivos?

Aliás, os que lêem e escrevem neste Fórum já se terão apercebido que homens com capacidades que aqui vêm ou vieram, independentemente de com eles concordarmos ou não, vêem as suas ideias e propostas serem aniquiladas e, desiludidos, alguns retiram-se.

- A outra opção foi a que segui. Ignorar as provocações, as ofensas, as insinuações. E isso, que não era esperado, (porque os latinos é suposto terem “sangue quente” e agir intempestivamente), produziu uma sensação de irritabilidade.

Assim, ignorando as provocações, as ofensas, as insinuações abri um caminho à leitura, mais superficial ou mais atenta da Proposta e do seu desenvolvimento.


AS MUDANÇAS DE TÁCTICA

Entretanto, o(s) detractor(es) da Proposta avançaram noutro sentido, deturpando os objectivos a que a mesma se propunha, sendo pouco claros nas ideias que expunham e esforçando-se por criar a ideia que a Proposta é anti-estatutária.

Mas, agora, perante uma táctica que não resultou, as coisas estão a mudar. Prevendo-se que a estratégia possa vir a ser derrotada muda-se a táctica.

Primeiro faz-se um texto em que cerca de 90% do que se diz no mesmo tem como objectivo denegrir a imagem do autor da Proposta. Fazem-se insinuações, afirmações, diz-se que se não quer impor nada, mas que o outro (esse malandro!) têm “como um D. Sebastião, chegado das campanhas contra o mouro, se apresentar – tão competente, parece-me –, e tão prepotente, porque manifestou querer impor um calendário particular. Condição que acho inadmissível.

As palavras são acintosamente bem usadas. Prepotente, calendário particular, inadmissível. Não havia necessidade. E continua:

Mas o que eu acho não quero impor a ninguém. O que quero é que esta opinião seja discutida.”

Claro que não quer impor a ninguém! Primeiro porque não pode (como eu próprio não posso, mesmo que quisesse); segundo porque os outros, esses, sim, é que querem. Enfim! …

Depois, em segundo lugar, na continuação da mudança de táctica, reconhece (já não era sem tempo!) que o que objectivamente está em causa na Proposta é o adiamento do acto eleitoral e di-lo, expressando UM ÚNICO ARGUMENTO CONTRA, falha que, aliás, procurou colmatar com juízos de valor sobre o proponente (eu) e, também, de avaliações de carácter.

Eis o argumento:

Por mim estão convocadas eleições

São de três tipos os “argumentos” (?) aqui colocados (no tópico) sobre a manutenção do acto eleitoral: os estatutos impedem-no (o que é falso), quem o propõe não tem moral para o fazer (o que é absurdo como argumento) e porque sim (Por mim estão convocadas eleições).

Até este momento não há nenhum argumento que tenha sido apresentado e justifique a manutenção do acto eleitoral.

Mas há pelo menos 3 verdadeiros argumentos que justificam o adiamento das eleições, se a Proposta for aprovada, e, volto a repetir, são os seguintes:

1 - Uma ainda maior democraticidade do processo eleitoral – prazos e regras claras e pré-definidas;

2 - Uma maior participação dos associados – voto por correspondência que permite a TODOS os sócios escolher a sua Direcção;

3 - Uma aposta clara nas pessoas, nos candidatos através de compromissos públicos – apresentação de um Programa de Acção.

Uma Direcção eleita nestas condições tem a força dos associados para uma mudança com vista ao desenvolvimento.

Só há duas opções de voto:

VOTO NA PROPOSTA PARA ADIAMENTO DAS ELEIÇÔES:

Quem quer uma Direcção eleita com prazos e regras claras e pré-definidas, uma Direcção eleita também através de voto por correspondência que permite a TODOS os sócios escolher a sua Direcção e uma Direcção eleita que se comprometa através da apresentação de um Programa de Acção.

NÂO VOTO NA PROPOSTA PARA ADIAMENTO DAS ELEIÇÔES:

Quem quer uma Direcção eleita sem prazos e regras claras e pré-definidas, uma Direcção eleita sem a possibilidade de participação da maioria esmagadora dos sócios e uma Direcção eleita que se não comprometa com nada.

SIMPATIA OU INCOERÊNCIA?

Mas, permita-se-me, porque as contradições continuam a ser muitas, adiantar ainda uma outra razão para que se reflicta sobre a opção de voto na Proposta:

Pode-se ler neste Fórum o seguinte trecho:

“São judiciosas as opiniões de PapaLéguas em referendarmos os objectivos do Clube. Ponto. Também são judiciosas as opiniões relativas a uma organização estruturada no sentido de prestar melhor serviço ao AUTOCARAVANISMO. Ponto. Apoio a implementação destas medidas. Haja condições.

Precisamos de uma Direcção que seja constituida por sócios que queiram empenhar-se nestas tarefas e noutras que venham a ser por eles propostas.”

E se uma Direcção que se não apresente com um Programa de Acção, com que se comprometa, não queira referendar as “judiciosas as opiniões de PapaLéguas”.

Mas se fosse uma Direcção que tivesse sido eleita por um largo espectro geográfico do eleitorado e com um Programa de Acção que contivesse as “judiciosas as opiniões de PapaLéguas” tinha ou não tinha a FORÇA e a OBRIGAÇÃO de as executar?

Seja-se corajoso e assuma-se que o adiamento das eleições por uns dois meses é o que melhor serve os interesses dos sócios, que é como quem diz, do Clube. (¿)Ou já se tem “na manga” uma Lista de Candidatos amigos?


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