quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sou autocaravanista e não roubo nada a ninguém


Algumas considerações sobre um texto publicado no “Barlavento online” – Jornal de Informação Regional do Algarve - (AQUI).

É tudo uma questão de negócio

O artigo intitulado “Caravanismo ilegal rouba 8 milhões ao Algarve” é abusivo porquanto, mesmo que não tenha sido essa a intenção, transmite uma mensagem subliminar, independentemente do que se pretenda com a utilização do adjectivo “ilegal”. Também mistura conceitos distintos, como caravana, autocaravana, estacionar/pernoitar e acampar, além de, até demonstração em contrário, se colocar ao lado dos proprietários dos Parques de Campismo na discriminatória ideia de “obrigar” os autocarvanistas a pernoitar nos Parques, para que, o que é mais grave, o negócio seja mais rentável.

É a pequenina diferença entre mais 8 milhões ou menos 8 milhões de euros, presentes na afirmação do presidente da Associação Portuguesa de Empresários de Camping e Hotelaria ao ar livre e também Administrador do Grupo Orbitur ao afirmar que as autarquias e as autoridades deveriam «actuar em conjunto e levar os autocaravanistas a criar valor económico nos parques de campismo» que levam a que se diga o que se disse.

Pretende-se que existam medidas lesivas e discriminatórias para a prática do Autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante em autocaravana, e que também serão lesivas dos interesses das populações e do comércio local.

Estão nessas medidas incluídas as que (de forma discriminatória e muitas vezes ilegal) proíbem o estacionamento de autocaravanas (veículos devidamente homologados) nas mesmas condições de qualquer outro veículo do mesmo gabarito em conformidade com o disposto no Código da Estrada.


A indefinição só beneficia quem?

Porque se pretende que exista alguma indefinição entre ACAMPAR (que deve ser penalizado quando fora dos locais autorizados para o efeito) e ESTACIONAR, é necessário que se definam estes dois conceitos:

ACAMPAR: A imobilização da autocaravana, ocupando um espaço superior ao seu perímetro, em consequência da abertura de janelas para o exterior, uso de toldos, mesas, cadeiras e similares, para a prática de campismo.

ESTACIONAR: A imobilização da autocaravana na via pública, respeitando as normas de estacionamento em vigor, designadamente o Código da Estrada, independentemente da permanência ou não de pessoas no seu interior.

O acto de acampar, conforme é acima definido, só é permitido em locais consignados na Lei e, consequentemente, salvo excepções, também consignadas na Lei, é proibido na via pública independentemente da hora a que ocorra, devendo, na salvaguarda do interesse público, ser penalizado.

O acto de estacionar, conforme é acima definido, pode ser efectuado em qualquer local, não proibido por Lei (nomeadamente no Código da Estrada) não podendo as autocaravanas, pelo simples facto de o serem, nomeadamente através de sinalética que não consta dos diplomas legais, ser impedidas de o fazer.

Estes são os princípios que num estado de direito há que respeitar e que os autocaravanistas que se assumem como turistas itinerantes defendem.


Não à discriminação!

A existência de diplomas que legislem de forma discriminatória, impedindo especificamente o veículo autocaravana de estacionar onde outros veículos de igual ou semelhante gabarito o podem fazer, é lesiva da igualdade de tratamento a que todos temos direito.

Por outro lado, o turismo itinerante em autocaravana é um factor de desenvolvimento económico para as populações.

Para que essa mais valia se possa melhor concretizar, para que o ambiente seja ainda melhor protegido e para que os autocaravanistas se sintam bem acolhidos nos diferentes municípios do País (como se sentem nas diferentes localidades da quase totalidade da restante Europa) e, inclusive, recorrendo ao comércio local, é necessário criar condições mínimas que se consubstanciam, também, na construção de “Áreas de Serviço para Autocaravanas” em, pelo menos, uma por Concelho.

Nas diferentes organizações de autocaravanistas podem ser encontradas preciosas ajudas para a criação de Áreas de Serviço.

O resto… são interesses!


NOTA: Sobre este mesmo assunto leia-se (AQUI) o que já em 2006 o “Autocaravanista”, Boletim do Clube Português de Autocaravanas, escrevia pela mão de Raul Lopes.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MUDAR PARA DESENVOLVER – 2010/01


A Lista Candidata aos Corpos Gerentes do Clube Português de Autocaravanas emitiu ontem, dia 23 de Fevereiro, o seu primeiro comunicado dirigido aos sócios. Considerando que o comunicado está alojado no Fórum do CPA a que só os sócios inscritos no Fórum têm acesso e considerando que muitos outros sócios, não inscritos, gostariam de ter conhecimento do comunicado, transcrevemo-lo abaixo.



Comunicação 2010/01

A Lista MUDAR PARA DESENVOLVER saúda todos os associados do Clube Português de Autocaravanas nesta primeira comunicação pública e incentiva os sócios a exercerem o seu direito de votar na Assembleia-geral que vai ter lugar no próximo dia 10 de Abril.

Estamos convictos que é a primeira vez que uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes do CPA se apresenta a votos com um Programa de Acção de que resulta um compromisso com os sócios. Não será um Programa de Acção que consigna os desejos de mudança que cada um dos sócios gostaria de ver registado, mas contempla, seguramente, um largo espectro de opções e intenções.

Os objectivos a que nos propomos e que nos esforçaremos por cumprir dependem, também, da colaboração dos associados. Seria estultícia supor que apenas uma equipa constituída por 14 sócios teria capacidade para desenvolver todo o ambicioso Programa que apresentamos. Mudar para desenvolver faz-se com os associados. Sem eles não há nem mudança, nem desenvolvimento. E contra eles, muito menos.

Iremos, periodicamente, respondendo, tanto quanto possível e se justifique, às questões pertinentes que nos sejam colocadas. Estamos, no entanto, conscientes que, apenas através deste meio de comunicação, só um reduzido número de sócios terá oportunidade de connosco interagirem.

Assim, estamos já a diligenciar a disponibilidade de espaços (salas) em diferentes localidades do País, com uma capacidade de pelo menos 50 pessoas, para a realização de reuniões com os sócios do CPA.

Estão programadas reuniões nos dias 13 de Março (Zona Norte), 27 de Março (Zona Centro), 28 de Março (Zona Lisboa e Vale do Tejo), 03 de Abril (Zona do Alentejo) e 04 de Abril (Zona do Algarve). O acesso às reuniões far-se-á mediante a apresentação do cartão de sócio do CPA. Brevemente disponibilizaremos informações mais detalhadas.

Contamos consigo.

LISTA A


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Traz outro amigo também


Recordando Zeca Afonso 23 anos após a sua morte




José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.

Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60 do século XX, José Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, Grândola, Vila Morena, foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.

Biografia

Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.

A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do apartheid.

Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.

O tio Filomeno era, na altura, presidente da câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoroso admirador. Ele era pró-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. «Foi o ano mais desgraçado da minha vida», confidenciou Zeca.

Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.

Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.

Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, "Baladas e Canções".

Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a LUAR (Liga Unitária de Acção Revolucionária) e o PCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no 1º Encontro da "Chanson Portugaise de Combat", em Paris e grava também o LP "Cantares do Andarilho", recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa em virtude de ser alvo de censura.

Em 1971, edita "Cantigas do Maio", no qual surge "Grândola Vila Morena", que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da revolução de Abril. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP "Eu vou ser como a toupeira". Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum "Venham mais cinco".

Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP "Coro dos tribunais" e participa em numerosos "cantos livres" e nas campanhas de alfabetização promovidas pelo MFA. A sua intervenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à presidência da república.

Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa.

Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, "Galinhas do Mato", em que, devido ao avançado estado da doença, José Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.

José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Em 1994 é feita um CD duplo em homenagem a José Afonso a que se chamou "Filhos da Madrugada Cantam José Afonso". No fim de Junho seguinte, muitas das bandas portuguesas que integraram o projecto, participaram num concerto que teve lugar no então Estádio José de Alvalade, antecessor do actual Estádio Alvalade XXI.

Em 24 de Abril de 1994 a CeDeCe-Companhia de Dança Contemporanea, estreia no Teatro S. Luiz em Lisboa o Bailado Dançar Zeca Afonso com música de José Afonso e coreografia de António Rodrigues, uma encomenda Lisboa94-Capital Europeia da Cultura.

Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de músicas suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de José Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial.

Transcrito de Wikipédia, a enciclopédia livre



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Aproveitar os descontos? Sim, e basta!

Farhad Foroutanian, «Politicalcartoons»

Alguns Blogues ligados ao Autocaravanismo expressam hoje, dia 22 de Fevereiro, algumas considerações sobre os descontos que a Orbitur, proprietária de Parques de Campismo, anuncia.

Vejamos:

A Orbitur, entendeu promover o turismo itinerante, pondo em prática uma campanha de descontos para a permanência das ACs nos seus parques. Esta atitude a todos os títulos louvável, representa o reconhecimento daquela empresa, para a importância do autocaravanismo.”, diz o Blogue “outras terras, outras gentes”;

Da Empresa Orbitur recebemos o mail que passamos a transcrever.
Não podemos deixar passar em claro que uma organização proprietária de vários Parques de Campismo reconhece que o autocaravanismo itinerante é diferente do Campismo em autocaravana e, em consequencia, merecedor de uma taxa de utilização diferente. Passo a passo a coisa vai......”, diz o Blogue “MIDAP – Movimento Independente pelo Autocaravanismo”;

Por mim a Orbitur pode chamar "Seguro", "diferente" ou qualquer outra coisa...
O que interessa é que tomou uma atitude em conformidade com o que a FFCC (Federação Francesa de Campismo e Caravanismo) também conseguiu, num acordo feito em França visando os autocaravanistas franceses. Reconhece que o autocaravanismo também é Turismo e que não vale a pena continuar a lutar contra a maré, mas sim juntar-se á onda e lucrar com isso. Isto é marketing e evolução!”, diz o Blogue “A AC da BRUXINHA”.

Recordamos que ainda não passaram 20 dias sobre as afirmações de alguém que afirmava que as autarquias e as autoridades deviam actuar em conjunto e levar os autocaravanistas a criar valor económico nos parques de campismo.

Não temos conhecimento que estas intenções tenham sido alteradas e, também me não parece, que a concessão de um desconto, forçado pela conjuntura, seja uma evidência que possa ser interpretada como uma concordância com o direito de os autocaravanistas estacionarem/pernoitarem fora dos Parques de Campismo. No dia em que o presidente da Aecamp, Manuel Dias e também administrador do grupo Orbitur, o disser, aplaudirei de pé.

Mais parece, e é, uma medida de natureza meramente comercial.

Vejamos o que dizia o Barlavento online – Jornal de Informação Regional do Algarve – de 3 de Fevereiro de 2010:

Para o presidente da Associação Portuguesa de Empresários de Camping e Hotelaria ao ar livre (Aecamp), o problema está «na falta de fiscalização das autarquias e das autoridades», que deveriam «actuar em conjunto e levar os autocaravanistas a criar valor económico nos parques de campismo».

De acordo com Manuel Dias, apesar de uma autocaravana poder estar parada num parque automóvel, isso não dá ao condutor o direito de aí pernoitar, uma vez que «está a fazer do transporte um espaço de alojamento».

«Se, por força da lei, os parques de campismo estão obrigados a estruturar-se para receber este tipo de turistas, não se percebe por que têm de continuar a ver o seu negócio na rua», entende o também administrador do grupo Orbitur.

(Sublinhados da nossa responsabilidade)

Aproveitar os descontos é uma coisa; supor que isso representa uma alteração dos conceitos é outra.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

CPA divulga Lista Candidata Corpos Gerentes


O Clube Português de Autocaravanas divulgou há poucas horas uma Lista Candidata aos Corpos Gerentes para o biénio de 2010/2011 que se apresenta sob a sigla "MUDAR PARA DESENVOLVER" e que assume compromissos com os associados através de um Programa de Acção.

A Lista Candidata pode ser obtida AQUI e o Programa de Acção AQUI.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O CAS na rota do conhecimento


O Papa Léguas participou no II Encontro do CAS (Clube Autocaravanista Saloio) que teve lugar entre 12 e 16 de Fevereiro passado.

A exemplo do I Encontro também este decorreu da melhor forma e a entreajuda mais uma vez se constatou no apoio dado a um dos participantes com problemas na bateria do carro.

Quando um evento corre bem não há história para contar, contudo as fotos expressam melhor que mil palavras o ambiente.

As fotos, que valem mais que mil palavras, podem ser vistas na FOTO GALERIA II na rubrica “Encontro CAS-II” ou AQUI



INFORMAÇÃO:

Para aceder às fotos assinale com o “rato” a rubrica pretendida e aguarde ser direccionado.

Imediatamente após aceder à primeira foto “clique” na seta do meio (na parte inferior do monitor) para dar início ao “slideshow”.

Pode também ver as fotos em “tela inteira” pressionando a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Valioso Tempo dos Maduros


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

(Mário de Andrade)


Afinal, o que é que isto tem a ver com Autocaravanismo?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

NCADI: IMPORTANTE Alteração à Programação

IMPORTANTE Alteração à Programação

Conforme demos a conhecer neste mesmo Blogue (AQUI) vai, pré antecipando o encontro do NCADI, ser promovido um Programa para “Conhecer o concelho Idanha-a-Nova” tendo sido informado que a concentração iria ter lugar, pelas 09,00 horas, no Parque ao lado da Central de Camionetas.

Em conformidade com uma mensagem electrónica de um membro da organização o local foi alterado para que a Concentração e Pernoita em Idanha-a-nova passe a ser no Parque onde se faz a Feira, junto do Campo de Tourada.

Mais se esclarece que os participantes que se desloquem de longe (ou não) podem pernoitar nesse mesmo local de 2 para 3 de Março.

Toda a restante programação não foi alterada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

1º Aniversário


1º ANIVERSÁRIO

Completa-se exactamente hoje um ano que o Blogue do Papa Léguas foi criado.

Entretanto verificaram-se mais de 14800 visualizações, foram escritos 213 textos e 21 pessoas tornaram-se publicamente leitores do Blogue.

Agradecemos a todos os que ao longo deste primeiro ano nos acompanharem e devido à actualidade do então primeiro texto publicado voltamos a transcrevê-lo:




Declaração de responsabilidade

LIBERDADE E RESPONSABILIDADE

O livre direito de exprimir o pensamento é, em Portugal, uma das conquistas do 25 de Abril.

A liberdade de expressão impõe o assumir de responsabilidades de forma identificada.

O “Papa Léguas”, pseudónimo criado para a intervenção na área do autocaravanismo, entendido como turismo itinerante, assume, sem reservas mentais, a indissociação destes dois conceitos: Liberdade e Responsabilidade.

Qualquer expressão do pensamento pode ser objecto de análises e interpretações eventualmente diferentes das do autor.

São análises e interpretações com legitimidade para serem feitas na medida em que qualquer obra, após divulgada, adquire vida própria e pode influenciar de formas diferentes, diferentes pessoas. O autor deixa de ter o controlo sobre o seu próprio trabalho, sobre o pensamento que pretende transmitir, na medida em que ele é interpretado à luz de diferentes vivências, de diferentes conjunturas, de diferentes realidades político-sociais e, também, de diferentes graus individuais de conhecimento e de cultura.

Contudo, o autor não é prisioneiro das interpretações e análises que queiram fazer da sua obra. Também não é viável, por parte do autor, estar permanentemente a corrigir as interpretações ou esclarecer as motivações da sua criação. Fazê-lo seria estultícia.

O que o autor disser estará dito, estará na expressão do seu pensamento, estará no seu texto, estará na sua forma de estar na vida.