sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano 2012



Companheiros Autocaravanistas

No ano que vamos entrar muitas são as certezas das dificuldades materiais que muitos de nós (não todos!, como nos querem convencer) irão ter. Para esses vai a minha solidariedade através das muitas acções que, ao meu nível de intervenção e dentro das minhas capacidades, desenvolvo.

Essas dificuldades são já bem patentes pelo conhecimento que tenho de alguns associados se estarem a demitir do CPA alegando razões de natureza económica.

É importante, porém, que se faça um esforço para não se deixar cair o espírito associativo e para que ele prossiga em 2012.

Não faço votos para que 2012 seja um ano, ao nível do autocaravanismo, de unanimismo; mas faço votos para que o essencial prevaleça sobre o secundário;

Faço votos para que o Clube Português de Autocaravanas (CPA) continue a ser uma associação de referência incontornável no Movimento Autocaravanista de Portugal.

Faço votos para que cada associado participe activamente na vida do meu Clube.

Faço votos para que o autocaravanismo, no âmbito da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, seja mais respeitado pelos nossos concidadãos.

Faço votos para que TODOS os autocaravanistas tenham um 2012 com saúde, sorte e dinheiro para gastos.

Para TODOS vai o meu Abraço e as minhas

Saudações Autocaravanistas

Papa Léguas

sábado, 17 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO



BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Morreram para nada!?


Morreram para nada!?

Os autocaravanistas não vivem em bolhas esterilizadas. Vivem em sociedade e são parte integrante da mesma, pelo que o que afecta o vizinho afecta também os que o rodeiam.

As minhas opções de voto não me afectam só a mim. Elas, as minhas opções de voto, intervêm na sociedade e condicionam-na e afectam os meus concidadãos.

Neste momento, pelas sucessivas opções maioritárias dos meus concidadãos, estou a ser lesado nos meus direitos e, o mais grave é que os direitos civilizacionais estão a retroceder, nomeadamente pela aprovação, hoje, em Conselho de Ministros, do aumento da jornada de trabalho diário.

Milhares de pessoas lutaram nas ruas e muitas dezenas morreram e foram, inocentemente, enforcadas para que hoje, no chamado mundo civilizado, o direito à chamada jornada de trabalho de 8 horas fosse uma realidade.

Ignorar estas lutas e estes sacrifícios para que as gerações futuras não fossem meras escravas, onde se continuaria a trabalhar 16 e mais horas é “escarrar” nessas mulheres e nesses homens que até deram a vida por uma vida melhor para as gerações futuras.

Os que não lutarem por todos os meios de que disponham para manter a jornada de trabalho diária em 8 horas estão a condenar os seus descendentes a ter uma vida pior.

Retirei da “wikipédia – A enciclopédia livre” os textos que transcrevo porque é necessário passar a palavra para que ninguém venha dizer que não sabia.

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

A Revolta de Haymarket aconteceu no dia 4 de Maio em 1886 na cidade de Chicago, Illinois, e é considerada uma das origens das comemorações internacionais do "1º de Maio", o dia do trabalhador. Durante uma manifestação pacífica a favor do regime de 8 horas de trabalho, uma bomba estourou junto ao local onde policiais estavam posicionados, matando um imediatamente e ferindo outros 7 que morreram mais tarde. A polícia imediatamente abriu fogo contra os manifestantes, ferindo dezenas e matando onze. Os oito organizadores da manifestação, militantes anarquistas, foram presos e incriminados pelo acontecimento, mesmo na ausência de evidências que os conectassem com o lançamento da bomba. Uma grande campanha foi organizada para salvar os mártires de Chicago. Finalmente, quatro deles foram executados, um cometeu suicídio antes do enforcamento, e os três remanescentes receberam sentenças de prisão que foram revogadas em 1893, quando o governador concluiu que todos os oito acusados eram inocentes.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.

Apesar de até hoje os Estados Unidos da América se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Não conseguimos aprender com a história?

E em Portugal? Alguém se recorda quando foi na realidade implementado o horário de 8 horas diárias? Alguém se recorda do que diziam os seus pais e avós que só chegavam a casa quando o patrão queria?

Muitos (ignorantes?) virão argumentar que os tempos são outros, que são medidas temporárias e sei lá que mais. Os mesmos que foram fazendo opções de voto sucessivas que elegeram governos que nos conduziram a este estado de coisas. Infelizmente, porém, as opções que tomaram não os “lixaram” só a eles.

Basta! Chega! Estou farto de pagar pelos erros de uns e a ganância de outros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PELO DIREITO AO AUTOCARAVANISMO



 
PELO DIREITO AO AUTOCARAVAVANISMO

ELEIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE AUTOCARAVANAS


"Inicia-se hoje (2 de Dezembro) e até ao dia 28 de Janeiro de 2012 todo o processo respeitante à eleição dos Corpos Gerentes do Clube Português de Autocaravanas para o biénio 2012 / 2013.

As eleições no Clube Português de Autocaravanas são um acontecimento relevante não só para os sócios da própria associação como para todos os autocaravanistas, dada a referência incontornável que o CPA é para o Movimento Autocaravanista de Portugal.

A “crise” que assola Portugal, a Europa, o Mundo, não deixará de atingir o CPA e o desenvolvimento do Autocaravanismo. Estarem todos os autocaravanistas conscientes desta realidade é tão importante como estarem os sócios conscientes da escolha que fizerem no próximo acto eleitoral.

Todo o processo, que é público, pode ser acompanhado “on line” AQUI"

(Transcrito do Fórum do CPA)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hoje estamos em greve

sábado, 19 de novembro de 2011

Homenagem a António Mey


HOMENAGEM A ANTÓNIO MEY

Conheci António Mey Rodrigues em Setembro de 2004 por ocasião da "V Acampada do Vinho" que teve lugar em Valdepeñas (Espanha) e logo fiquei com a percepção de que estava perante um homem bom. Também, devido a essa convicção, que o tempo foi confirmando, fiz-me sócio do Club Nuevos Horizontes onde António Mey era dirigente.

António Mey mantinha relações de amizade com muitos companheiros autocaravanistas portugueses e nos muitos eventos em que nos encontrámos sempre as nossas relações foram cordiais, tendo nele encontrado sempre uma palavra amiga.

Este HOMEM, que se empenhava em ajudar o próximo, foi Presidente da Federação Andaluza de Campismo e Caravanismo (FACC) e, posteriormente, aplaudido na Assembleia Geral da FACC como Presidente honorário.

Infelizmente o seu percurso de vida chegou ao fim no passado dia 17 de Novembro e, com isso, todos ficámos mais pobres.

"A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade; eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim." Autor - John Donne


sábado, 29 de outubro de 2011

F.I.C.C. subscreve Declaração de Princípios


F.I.C.C. subscreve Declaração de Princípios

Quatro milhões e seiscentas mil pessoas, em 37 Países, com 62 entidades filiadas, são o peso da representação da Federação Internacional de Campismo e Caravanismo (F.I.C.C.), cujo Conselho Directivo subscreveu, em Agosto de 2011, em Praga, a “Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade”, que lhes foi presente pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e pelo Clube Português de Autocaravanas.

A “Declaração de Princípios” que foi adaptada à realidade internacional, sem que, pelo facto, se tivesse verificado alteração dos conceitos, e traduzida para inglês (Declaration of Principles), francês (Déclaration de Principes) e alemão (Grundsatzerklarung), línguas oficiais da F.I.C.C. e, em princípio, será oficialmente divulgada em Dezembro de 2011.

Os autocaravanistas portugueses e todas as entidades que em Portugal subscreveram a “Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade” têm razões mais que suficientes para sentirem que valeu a pena lutar.

(Transcrito do Fórum do CPA - AQUI )


domingo, 23 de outubro de 2011

Campismo, caravanismo e autocaravanismo são práticas de um mesmo ideal



Campismo, caravanismo e autocaravanismo
 são práticas de um mesmo ideal.


Antes de os puristas do autocaravanismo me condenarem à fogueira dêem-me o direito de me defender pela heresia (segundo os mesmos) que acabo de proferir.

O Campismo terá nascido há já alguns milhares de anos com a utilização de tendas onde os militares, nas expedições guerreiras que faziam, se abrigavam.

Posteriormente o campismo desenvolveu-se como um processo de ensino infantil e em 1908 Baden Powel concebeu o escutismo.

Recentemente, após o desenvolvimento industrial, o “campismo” sofre modificações, torna-se essencialmente turístico e é formatado e enquadrado através de associações. Os Parques de Campismo nascem, não só como uma consequência deste enquadramento, mas como uma resposta às necessidades básicas, inclusive sanitárias, dos turistas itinerantes, nomeadamente dos menos habilitados economicamente. E a formatação da prática do “campismo” e dos Parques de Campismo que passam a ser considerados um sector de turismo e, consequentemente, uma mais-valia económica, inclusive ao nível das receitas fiscais, contribuem para a promoção e a implementação de leis de natureza coerciva. Ou seja, às velhas regras auto-reguladoras do “campismo”, conceitos cívicos voluntariamente aceites, juntam-se agora normas obrigatórias e cujo incumprimento é penalizado.

O chamado “Parquismo” (que nada tem a ver com campismo) é uma situação tolerada pelos Parques de Campismo para, na maior parte dos casos, prover a solvência económica dos mesmos.

Com o acesso mais fácil ao meio de transporte motorizado pessoal criam-se as condições para que o “campismo” passe a ser também feito com caravanas e autocaravanas.

Tenho vindo a colocar aspas na palavra campismo para fazer a diferença entre o antigo (campismo militar e educacional) e o novo campismo (sector de turismo).

Se o campismo e o caravanismo recorrem a Parques, aptos para a prática destas modalidades, por imposição legal, nascida da formatação e enquadramento dado ao “campismo”, por via da disciplina económica necessária à obtenção das mais-valias (que estas actividades turísticas criam), já o autocaravanismo surge como uma modalidade quase autónoma que, em teoria, parece não necessitar de apoios para a sua prática.

Porque me parece que as ideias básicas, neste particular, estão definidas, caminhemos agora por uma outra estrada que, através de uma alegoria, nos faça (talvez) compreender o ideal “campista” e o campismo, caravanismo e autocaravanismo como práticas desse mesmo ideal.

No mundo existem as religiões (ou, se preferirem, existem as igrejas) Copta, Católica, Ortodoxa, Protestante. Todas elas são diferentes, mas têm um ponto comum (ou, se preferirem, um ideal comum), o cristianismo, através de Jesus da Nazaré.

As igrejas (religiões) referidas têm formas diferentes de professar a respectiva fé, mas, têm um ideal comum: o cristianismo.

As igrejas (religiões) referidas têm formas diferentes de professar a respectiva fé, mas, têm alguns valores comuns entre elas.

A maioria dos que me lêem já entendeu aonde quero chegar. Efectivamente, o mesmo se passa com o campismo, o caravanismo e o autocaravanismo.

Não existe (?) um ideal que defina exclusivamente cada uma das práticas (campista, caravanista e autocaravanista) por si só, mas, é perfeitamente compreensível e desejável que exista um ideal em que todos se revejam.

Numa mensagem escrita em 9 de Outubro passado no Fórum do CampingCar Portugal, o nosso Companheiro Autocaravanista “Mcas” avançou com uma definição que considerou poder ser o “ideal autocaravanista”, com o que não concordei, porque, essa definição adapta-se perfeitamente a um ideal comum das práticas campistas, caravanistas e autocaravanistas.

Não será assim? Adaptando a mensagem não poderemos assumir que Campistas, Caravanistas e Autocaravanistas se revêem neste ideal:

O “NOSSO IDEAL” centra-se na satisfação de viajar, na fruição dos espaços naturais ou humanizados, no prazer da contemplação artística, nos contactos multiculturais, nas manifestações folclóricas e civilizacionais, nas expressões do que é um povo, um país, uma região. É desta forma que tanto se aprecia a montanha como o mar, as cidades e as pequenas aldeias, se calcorreia diferentes países, se visita museus e monumentos, se assiste a espectáculos, feiras e romarias, se provam os produtos das regiões, e se diz, orgulhosamente, “eu estive lá, eu vi, eu sei como é”.

O mundo avança exponencialmente no campo das tecnologias e não surpreenderá que no próximo século o turismo espacial seja uma realidade e que surjam as “Espaçocaravanas” com necessidades e problemas semelhantes às dos autocaravanistas do nosso tempo, mas com um ideal igual ao acima transcrito. E, em vez de 3 formas diferentes de praticar o mesmo ideal teremos quatro.

O “tipo” (ou outra palavra menos bonita) ensandeceu, exclamarão entre gargalhadas alguns (muitos?) dos que me lêem. Em todas as épocas há quem ria e, porque são mortais, não ficam por aqui para ver a concretização do que motivou as extemporâneas gargalhadas.

Outra questão com que nos deparamos é a designação que as associações e as leis dão a estas práticas. As associações, na sua maioria, auto-designam-se por campistas e caravanistas. Tenhamos consciência que nas épocas da constituição das associações o autocaravanismo ou não existia ou era praticamente desconhecido. Posteriormente, a mudança de nome das associações não é feita ou por questões emocionais dos associados ou pelo reconhecimento que nome tem como marca que valoriza a associação ou, até, por uma questão financeira. Contudo, muitas já são as que alteraram os respectivos estatutos e assumem a prática do autocaravanismo no seio de associações que se identificam como campistas e caravanistas.

Uma designação que inserisse as três práticas de um mesmo ideal (campismo, caravanismo e autocaravanismo) seria a solução desejável. Enquanto isso se não verifica continuaremos a chamar-lhe “campismo”.

Quanto aos valores comportamentais (campistas, caravanistas e autocaravanistas) já afirmei que cerca de 70 a 80% das regras estabelecidas para os comportamentos que os campistas, caravanistas e autocaravanistas devem seguir são quase, senão mesmo iguais, às que o “código campista”, as “Boas práticas campistas”, a “Cartilha do Autocaravanista”, as “Regras de Ouro” ou o “Respeito Autocaravanista” preconizam entre si. E são semelhantes ou iguais porquê? Porque as normas são regras de civismo e, como tal, aplicam-se a qualquer cidadão.

A questão última, com que pretendo encerrar a minha participação neste tópico, prende-se com o saber se o Movimento Campista, Caravanista e Autocaravanista está disponível para adoptar um ideal comum, o “NOSSO IDEAL”.

¿ Vale a pena lutar em unidade e pela unidade deste Movimento com práticas distintas?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

FICC RALLY - PRAGA 2011 (Parte II)



Fotos captadas numa viagem iniciada a 19 de Junho e terminada a 31 de Agosto de 2011 com o objectivo de visitar a Polónia, a Eslováquia e a Republica Checa, tendo percorrido cerca de 13000 quilómetros.

Marcámos também presença em Paris e no “77º RALLY FICC (Praga)” e no “Pós RALLY em Milkow (Polónia)”.

IMAGENS DO FICC RALLY - PRAGA 2011
(Parte 2 de 2)

As fotos, que mostram uma parte desta viagem, podem ser acedidas no seguinte endereço:


 
Para ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

FICC RALLY - PRAGA 2011 (Parte I)



Fotos captadas numa viagem iniciada a 19 de Junho e terminada a 31 de Agosto de 2011 com o objectivo de visitar a Polónia, a Eslováquia e a Republica Checa, tendo percorrido cerca de 13000 quilómetros.

Marcámos também presença em Paris e no “77º RALLY FICC (Praga)” e no “Pós RALLY em Milkow (Polónia)”.

IMAGENS DO FICC RALLY - PRAGA 2011

(Parte 1 de 2)


As fotos, que mostram uma parte desta viagem, podem ser acedidas no seguinte endereço:




Para ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.

domingo, 2 de outubro de 2011

Declaração de Princípios - Estações Serviço apenas Parques Campismo Municipais?

Saúde para todos!

Usar Estações de Serviço apenas nos Parques de Campismo Municipais?


O ponto 7 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade preconiza que “ (…) os Parques de Campismo Municipais devem permitir a utilização das Estações de Serviço para Autocaravanas neles existentes, no âmbito de uma política de protecção do ambiente e, consequentemente, a preços compatíveis com o serviço prestado (abastecimento de água potável e despejo de águas negras e cinzentas)

A tipologia dos Parques de Campismo é variada e, sem qualquer pretensão de natureza legal, podemos falar de Parques de Campismo empresariais, rurais, associativos, municipais e de autocaravanas.

Companheiros Autocaravanistas há que se sentirão chocados por referir Parques de Campismo para Autocaravanas, na medida em que desconheçam ou talvez já se não recordem, da existência da Portaria 1320/2008 de 17 de Novembro que veio, em conformidade com a alínea b) do Nº 2, do Artigo 4º do Decreto-Lei Nº 39/2008 de 7 de Março, definir os requisitos específicos da instalação, classificação e funcionamento dos parques de campismo e de caravanismo.

O artigo 29º da Portaria atrás citada refere-se a espaços destinados exclusivamente a Autocaravanas e, da leitura deste Artigo há que concluir que para as Áreas de Serviço que se não encontrem integradas em Parques de Campismo e Caravanismo são definidas, com as necessárias adaptações, as condições de acesso à via pública, a delimitação do espaço através de vedações, as vias de circulação interna, a rede de energia eléctrica, as condições gerais de instalação, os requisitos de funcionamento da recepção, os deveres dos campistas e caravanistas e a recusa de permanência por parte do proprietário. Na realidade estamos a falar de um Parque de Campismo para Autocaravanas, até porque, tanto o Decreto-Lei, como a Portaria, também são diplomas reguladores de empreendimentos turísticos voltados para as actividades campistas.

Retomando a análise do ponto 7 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade direi que alguns Companheiros Autocaravanistas se mostram contra o que consideram ser redutor ao falar-se, apenas, nos Parques de Campismo Municipais.

Primeiro, não se pode afirmar que o ponto 7 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade considera serem os Parques de Campismo Municipais os únicos que devem permitir a utilização das Estações de Serviço sem que daí resulte a obrigação de permanência. Isso não está escrito.

Segundo, apenas são referidos os Parques de Campismo Municipais porque terão sido construídos e funcionam com dinheiros públicos o que nos permite exigir, particularmente os munícipes, o acesso às Estações de Serviço desses Parques, sem deixar de conjugar esta ideia com a do parágrafo anterior.

¿ Mas, será que em consciência alguém interioriza que o facto de só ser feita referência aos Parques de Campismo Municipais, no ponto 7, justifica a não subscrição da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade?

Esta pode vir a ser a minha última intervenção sobre a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade. “Já não era sem tempo”, dirão, irónicos, alguns Companheiros Autocaravanistas.

Que se saiba que não é meu hábito ficar pela rama na abordagem de qualquer assunto.

Tive como objectivo o esclarecimento que o engenho e a arte tornaram possível sobre as muitas (?) dúvidas e, simultaneamente, criar um conjunto de textos que em qualquer momento futuro possam ser referenciados como uma explicação plausível às questões que se venham a colocar sobre a mesma matéria específica.

Saudações Autocaravanistas


sábado, 1 de outubro de 2011

Declaração de Princípios - Discriminação negativa / positiva


Saúde para todos!

Discriminação negativa como
contrapartida da discriminação positiva?

Em conversas com alguns Companheiros Autocaravanistas tem sido por eles defendido que os autocaravanistas devem aceitar a discriminação negativa (proibição do veiculo autocaravana, e apenas este, estacionar/pernoitar onde as Câmaras Municipais o entenderem) em contrapartida à criação de locais reservados ao estacionamento/pernoita de autocaravanas.

Esta condescendência poderia, segundo esses mesmos Companheiros Autocaravanistas, promover a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas.

Esta ideia tem a ver com os pontos 5 e 6 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, que dizem, respectivamente, o seguinte:

Considerar que é lesivo da igualdade de tratamento a que todos temos direito a existência de diplomas que legislem de forma discriminatória, impedindo especificamente o veículo autocaravana de estacionar onde outros veículos de igual ou semelhante gabarito o podem fazer.

Considerar que o turismo itinerante em autocaravana é um factor de desenvolvimento económico para as populações que justifica em si mesmo uma discriminação positiva do autocaravanismo.”

O ponto 5 defende, como é evidente, a igualdade de tratamento no estacionamento de veículos de igual gabarito ou, por outras palavras, não aceita a discriminação negativa.

Já o ponto 6 entende que sendo o autocaravanismo, pelo menos, um factor de desenvolvimento económico das populações justifica que as autocaravanas tenham uma discriminação positiva, nomeadamente, digo eu, com a implementação de locais de estacionamento/pernoita reservados exclusivamente às autocaravanas.

Em nenhum destes dois pontos se pode interpretar que a discriminação positiva deve ou tem que ser uma contrapartida da discriminação negativa.

Existe sinalética de discriminação positiva para que pessoas portadoras de deficiência possam estacionar os respectivos veículos em lugares que lhes são especificamente reservados, mas tal discriminação positiva não os impede de estacionar em qualquer outro lugar, em que não exista impedimento legal. Porque haveria de ser diferente para as autocaravanas?

Mas, mesmo que não fosse aceitável este entendimento (estamos a falar dos pontos 5 e 6 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade) a Constituição da República Portuguesa proíbe a discriminação negativa.

Sendo esta questão tão simples porque é que alguns Companheiros Autocaravanistas defendem a discriminação negativa como contrapartida da discriminação positiva?

A resposta parece ser simples: para se poder negociar com as Câmaras Municipais a existência de locais para estacionamento/pernoita de autocaravanas em contrapartida da proibição de estacionamento de autocaravanas nos outros locais. Um pouco o que a proposta de Lei 778/x legislava. (ver a mensagem de 22 de Setembro de 2010 “Um peso e duas medidas? Outros interesses? Simples ignorância?” que pode ser lida neste endereço:



Acordos, Tribunal, acção política?

Alguns Companheiros Autocaravanistas preconizam que se procure fazer acordos com as Câmaras Municipais como forma de ultrapassar esta situação. Mas que acordos, pergunto?

Ou defendemos o direito de não serem discriminados negativamente, não só os autocaravanistas, como qualquer outro cidadão, ou prescinde-se desse direito, não o utilizamos e, como sabem, direitos que se não utilizem, são direitos perdidos.

O único acordo possível é exigir, através da persuasão, a reposição do direito que temos a não sermos discriminados negativamente. Abdicarmos do direito à não discriminação negativa é reconhecer que, afinal não temos razão, ao exigirmos que as autocaravanas sejam tratadas como qualquer outro veículo de igual gabarito.

Alguns outros (ou os mesmos) Companheiros Autocaravanistas, muitos que até não estão inscritos em nenhum Clube, consideram que o recurso aos tribunais deve ser da responsabilidade das associações de autocaravanistas, esquecendo (?) que eles o podem fazer individualmente.

O recurso aos tribunais para dirimir este tipo de abusos é moroso ao ponto de prever que com eventuais recursos possa ter uma sentença ao fim de uns longos anos. Poderão passar dois ou três mandatos das Direcções das entidades que recorressem aos tribunais e sem garantia de uma sentença satisfatória para os autocaravanistas.

Também o acesso aos tribunais implica custos, não só de advogado, como de custas do processo, que pode ser bastante elevado para permitir recurso, pelo menos até à Relação e a maioria das associações vocacionadas para o autocaravanismo não têm capacidade financeira para o fazer. E as que têm capacidade financeira poderão ter que se preocupar com a situação económica das respectivas associações relativamente a um futuro próximo.

Não me parece que a questão possa vir a ser resolvida juridicamente.

A luta, porque de uma luta se trata, tem que ser resolvida politicamente, através da acção dos autocaravanistas individualmente considerados e coordenada, em unidade, pelas entidades que defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Declaração de Princípios - Sinalização discriminatória?


Saúde para todos


Toda a sinalização que se venha a criar é discriminatória?


Alguns Companheiros Autocaravanistas consideram que a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, especificamente no ponto 4, considera que toda a sinalização relacionada com o autocaravanismo, que se venha a criar, será discriminatória.

Esta afirmação não tem razão de ser à luz do que está escrito.

Tal como se tem que considerar a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade como um todo, também cada um dos parágrafos (pontos), em que a mesma está articulada, tem que ser interpretada como um todo.

No ponto 4 pode ler-se:

Considerar que o acto de estacionar/pernoitar, conforme é acima definido, (no ponto3) deve poder continuar a ser efectuado em qualquer local, não proibido por Lei (nomeadamente no Código da Estrada) (…)”

Esta ideia é de uma clareza que não justifica qualquer explicação. Mas, continuemos:

“ (…) não podendo as autocaravanas, pelo simples facto de o serem, nomeadamente através de sinalética que não conste de diplomas legais (e que será discriminatória se vier a existir), ser impedidas de o fazer.

Vamos, agora, alterar a construção da frase, mantendo as mesmas palavras e não alterando a ideia.

“ (…) não podendo as autocaravanas, ser impedidas de o fazer, pelo simples facto de o serem, nomeadamente através de sinalética que não conste de diplomas legais (e que será discriminatória se vier a existir).”

Assim:

não podendo as autocaravanas, ser impedidas de o fazer” – Impedidas de fazer o quê?

Impedidas de “estacionar/pernoitar, (…) em qualquer local, não proibido por Lei (nomeadamente no Código da Estrada)”, conforme se lê na ideia inicial do ponto 4 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

E não podem ser impedidas de o fazer, ou seja, não podem ser impedidas de estacionar/pernoitar, “nomeadamente através de sinalética que não conste de diplomas legais (e que será discriminatória se vier a existir)”, ou seja, APENAS a sinalética que impeça especificamente o veículo Autocaravana de estacionar/pernoitar será discriminatório.

Esta é a única leitura possível do ponto 4 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade. Qualquer outra, que pressuponha que outro qualquer sinal específico sobre autocaravanas será discriminatório, é uma leitura abusiva que pode, eventualmente, ter intenções que não quero aqui adiantar.

Um sinal que, por exemplo, proibisse um veículo de estacionar por estar pintado de amarelo, é o quê? Discriminatório!

De realçar que todo o texto da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade se pronuncia contra a discriminação das autocaravanas. Veja-se, por exemplo, o ponto 5 da Declaração de Princípios.

Os sinais têm que ser abrangentes e as Câmara Municipais podem e devem regular o trânsito, através de posturas, mas, em nenhuma circunstância, devem discriminar um veículo. Um sinal, uma lei, podem ser legais, mas nem por isso, poderão deixar de ser discriminatórios, devendo, se isso se verificar, ser contestados. Esta questão, aliás, poderia ser objecto de uma análise elucidativa.

Concluindo:

A existência de sinalização que impeça exclusivamente o veículo autocaravana de estacionar é discriminatória.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Declaração de Princípios - Áreas Serviço contribuem ordenamento do trânsito


Saúde para todos

As Áreas de Serviço contribuem para o melhor ordenamento do trânsito

Prosseguindo na análise e no entendimento que tenho da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, após ter equacionado o primeiro ponto que alguns consideram controverso (Texto insuficientemente desenvolvido e aprofundado?), venho tecer mais uma pequena consideração sobre a subentendida obrigatoriedade de as autocaravanas só poderem vir estacionar nas Áreas de Serviço, o que muitos Companheiros Autocaravanistas alegam ser a intenção da Declaração de Princípios.

E digo mais uma pequena consideração porquanto este tema já foi profusamente abordado e pode ser acedido neste endereço:


Quando no ponto 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade é dito que “ (…) a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas, (…), contribui, (…) para (…) o melhor ordenamento do trânsito automóvel” alguns Companheiros Autocaravanistas não só interpretam, erradamente, que o que se pretende é criar condições para obrigar ao acantonamento das autocaravanas nas Áreas de Serviço como também advogam, não sei bem porquê, da necessidade de existirem sinais de trânsito verticais para o efeito.

Sobre o alegado acantonamento das autocaravanas não me vou voltar a pronunciar pois já foi analisado, como podem constatar no endereço electrónico acima referido.

Sobre a questão da existência de sinais de trânsito verticais peço que procurem acompanhar o meu raciocino.

Num determinado aglomerado populacional existe uma artéria aberta ao tráfego automóvel sem qualquer sinalização inclusive no pavimento. Anexa a essa via está disponível, gratuitamente, um Parque de Estacionamento de livre acesso a todos os veículos.

Perguntas: (¿) Contribui ou não contribui esse Parque de Estacionamento para um melhor ordenamento do trânsito na medida em que de forma voluntária os condutores optem por ali estacionar os respectivos veículos? (¿) Não haverá, assim, uma maior fluidez do tráfego na artéria referida? (¿) Não é espectável (e é o que a prática nos diz) que os condutores de veículos de maiores dimensões optem por estacionar no Parque de Estacionamento?

Respostas: Sim, sim e sim.

Substitua-se “Parque de Estacionamento” por “Área de Serviço” e “veículo” por “Autocaravanas” e as respostas continuarão a ser as mesmas.

Faço votos para que todas as dúvidas sobre o ponto 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade estejam desfeitas e que, consequentemente, se não prossiga num caminho de descredibilização de um texto que, pela primeira vez foi apoiado por entidades que representam milhares de autocaravanistas, numa demonstração de unidade que é em si mesma um marco histórico no Movimento Autocaravanista de Portugal de que devemos sentir orgulho.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Declaração de Princípios - Pouco desenvolvida e aprofundada?



Saúde para todos!

TEXTO INSUFICIENTEMENTE DESENVOLVIDO E APROFUNDADO?

Na análise e no entendimento que faço da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade considerei, na última mensagem aqui por mim colocada que, talvez erradamente, eram 5 os pontos de divergência que alguns Companheiros Autocaravanistas tinham.

O primeiro desses pontos, embora a ordem seja arbitrária, refere-se a que o texto da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade não está suficientemente desenvolvido e aprofundado.

Na realidade não estamos perante um Ensaio sobre Autocaravanismo, nem sequer são apontados caminhos de ordem prática.

É notório que o texto da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade não tem qualquer tipo de ideias ou conceitos inovadores. Já antes de Maio de 2010 eram muitos os Autocaravanistas que colocavam na Internet apontamentos acerca dos princípios que deviam ser seguidos. A Cartilha do Autocaravanista (http://www.cpa-autocaravanas.com/materiais/CPA-CartilhaAutocaravanista.pdf), as Regras de Ouro (http://www.campingcarportugal.com/) e a Declaração de Alenquer sobre Respeito Autocaravanista (http://cab-circulo.blogspot.com/) são alguns exemplos de preocupações sobre as situações que se colocavam aos Autocaravanistas.

Uma, se não a principal, grande mais-valia da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade foi registar algumas das ideias que mais preocupavam os autocaravanistas à época (e que ainda hoje são actuais) e congregar, pela primeira vez, o apoio de muitas entidades, conseguindo-se, assim, uma primeira Plataforma de Unidade.

Sejamos todos humildes para reconhecer e aplaudir o esforço, a visão de futuro, de entidades tão díspares como a Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo de Portugal e o Touring Clube Autocaravanista ou como a Associação de Comércio Automóvel e o CampingCar Portugal.

Deixem-me usar um pouco deste espaço para dizer, com mágoa e com preocupação, que lamento que a Associação Portuguesa de Empresários de Camping e de Hotelaria de Ar Livre não tenha, AINDA, subscrito a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade e compreendido que não será com normas restritivas impostas aos Autocaravanistas que terá lugar um maior desenvolvimento dos Parques de Campismo.

(¿) Poderia um documento como a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade ser mais desenvolvido, contemplar as tantas e tantas situações que se colocam aos autocaravanistas e algumas ideias importantes, como, por exemplo, a definição do conceito de Autocaravanismo? Claro que poderia! Mas, possivelmente, algumas das entidades subscritoras não teriam apoiado o documento. E era muito importante garantir à partida o apoio do maior número de entidades relacionadas com o autocaravanismo. Na minha opinião, embora não sendo perfeito, é um documento equilibrado, que aponta caminhos de interesse para os autocaravanistas e que, considerando o âmbito e o teor das mensagens, pode ser subscrito por qualquer entidade ou cidadão.

Já o aprofundamento das ideias da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade obriga a reflectir sobre duas vertentes: a da divulgação e a da execução prática do documento.

Divulgar um documento que possa ser fácil e rapidamente lido e entendido é meio caminho andado para a rápida interiorização dos conceitos. Na questão da divulgação há que considerar que Portugal não é uma ilha e que os problemas dos autocaravanistas na Europa, designadamente no sul, podem configurar a subscrição da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade por entidades existentes nesses países, o que implica que seja feita uma tradução que, tanto mais fácil será quanto mais sintético for o texto. E, tal como é publico e está publicado, este caminho já está a ser trilhado.

A Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade será tanto mais útil quanto se leve à prática o que o documento contempla. Sendo o documento mais aprofundado mais difícil seria obter um consenso sobre a forma como aplicar as ideias nele contidas e reduziria o espaço de manobra.

Um exemplo prático: há quem entenda que não é necessária a promulgação de leis sobre autocaravanismo, pois as que existem são suficientes, logo, ficar expresso que o conceito de acampar e estacionar em Autocaravana devia ser objecto de um diploma legal criaria, à partida, uma divisão não desejável.

E, mais exemplos poderiam ser adiantados.

Poderão muitos Companheiros Autocaravanistas continuar a dizer que a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade devia ser mais desenvolvida e aprofundada e, até, poderão argumentar de forma sustentada, mas, se assim fosse, as consequências políticas (mais subscritores e internacionalização) seriam negativas.

Não quero vencer ninguém, mas quero convencer todos, pelo menos das boas intenções (de que o inferno está cheio) desta Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Declaração de Princípio - Introdução




Nos anos anteriores a 2010 eram muitos os Companheiros Autocaravanistas que neste e noutros Fóruns, em blogues e em tertúlias, defendiam muitas das ideias referidas na Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

Sem questionar o direito, o interesse e até a necessidade, de os cidadãos individualmente considerados se expressarem, é uma evidência que as intervenções individuais, por si só, não alteram o “status quo”, sem prejuízo, contudo, de contribuírem para a formação de opiniões que progressivamente vão mudando mentalidades.

São grupos de cidadãos organizados das mais diversas formas e que levam uma ideia para a respectiva organização que, depois, a vem a assumir, a difundir e, assim, a ideia assume um peso muito mais elevado e credível, que de outra forma não teria, quando expressa isoladamente por um cidadão.

No que é dito no parágrafo anterior reside, também, a importância do associativismo. No que é dito e no que, algumas vezes, terão dito utentes deste e de outros Fóruns, apelando às associações para levarem a cabo acções neste e naquele sentido. Ao fazê-lo reconhecem a necessidade da existência de associações, reconhecem que é nas associações que está a representatividade do autocaravanismo, reconhecem que é através da intervenção das associações que se podem alcançar objectivos que melhorem a prática do autocaravanismo, mas, contraditoriamente com o que expressam, muitos são os que não estão inscritos em qualquer associação ou, mesmo que inscritos, não contribuem para a formação da vontade colectiva através de uma participação activa.

Em Maio (e não só) de 2010 subscreveram a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade pelo menos as entidades seguintes:

- Amigos do Centro Forumeiros
- Associação de Comércio Automóvel (ACAP)
- Automóvel Clube de Portugal (ACP)
- Círculo de Autocaravanistas da Blogo-esfera (CAB)
- Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos
- Clube Flaviense de Autocaravanismo
- Clube Português de Autocaravanas (CPA)
- Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP)
- Movimento Independente pelo Autocaravanismo (MIDAP)
- Portal CampingCar Portugal
- Touring Clube Autocaravanista

Não obstante muitos companheiros autocaravanistas ainda não compreenderem o significado politico deste acto é necessário realçar que entidades que, no seu todo, representam milhares de autocaravanistas estão, através desse documento, colectivamente, a manifestar-se contra a discriminação negativa do autocaravanismo, a definir o que é acampar e estacionar em autocaravana e, também, a considerar que o autocaravanismo tem que ser protegido e criadas condições para a prática do mesmo.

Não considerar esta manifestação colectiva significativamente importante, na medida em que estas entidades se comprometeram publicamente, não é compreensível por parte de quem defenda os direitos e obrigações dos autocaravanistas.

(Seria estultícia sonhar, sequer, que todas estas entidades, que subscreveram a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, representando milhares de autocaravanistas, o tivessem feito de ânimo leve, sem qualquer sentido de responsabilidade).

Perante o que é uma evidência, há que concluir que a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade é o mais importante e significativo documento existente no âmbito do Autocaravanismo, que esse documento representa a vontade dos autocaravanistas expressa através das entidades que os representam e até são as mais representativas, considerando que a representação dos autocaravanistas, não existindo uma melhor forma de aferir das vontades, está nas suas associações.

Alguns Companheiros Autocaravanistas irão protestar veemente dizendo que não estão inscritos em nenhuma associação ou que estão inscritos numa associação que não subscreveu a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade ou ainda que a maioria dos autocaravanistas não está inscrita em nenhuma associação. Por isso, pretenderão que se conclua que esse documento não pode ser apresentado como representando a vontade dos autocaravanistas.

Não aceito, mesmo que a maioria dos autocaravanistas não esteja inscrito em nenhuma associação, que o documento não possa ser presente onde quer que seja como a expressão da vontade política do Movimento Autocaravanista. Alguns exemplos podem ser avocados neste sentido.

Alguns Companheiros Autocaravanistas afirmam, no que se refere à Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade:

1 – Que não tem as ideias suficientemente desenvolvidas e aprofundadas;

2 – Que está subentendida a obrigatoriedade de as autocaravanas só poderem estacionar nas Áreas de Serviço;

3 – Que considera que toda a sinalização que se venha a criar é discriminatória o que não é aceitável;

4 – Que a existência de discriminação negativa como contrapartida da discriminação positiva devia constar do documento;

5 – Considerar que a utilização das Estações de Serviço em Parques de Campismo não pode ser só Municipal.

É sobre cada uma destas questões que são evocadas que assenta a base da contestação da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade e porque alguns dos intervenientes são “fazedores de opinião” proponho-me intervir, progressivamente, na defesa da interpretação que considero correcta.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Áreas de Serviço e a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade


Em muitas ocasiões têm sido passadas nos Fóruns mensagens que dão uma interpretação negativa à Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.


Neste endereço, no Fórum do CampingCar Portugal, tomei a iniciativa colocar 4 textos que abordam e analisam os pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade e procuram desfazer as dúvidas e clarificar as interpretações erradas, nomeadamente para que no futuro, sempre que haja um ressurgimento dessas mesmas dúvidas e interpretações erradas seja suficiente indicar o endereço onde pode ser lida a reposição da verdade.

Transcrevo, para os que não quiserem aceder ao Fórum do CampingCar Portugal, os textos pela ordem em que foram inseridos

Texto 1- Publicado pela primeira vez no Fórum do CampingCar Portugal em 19 de Setembro de 2011


Saúde para todos!

A análise de questões que respeitem ao autocaravanismo não deve ser impedida pela origem das fontes que as motivam, desde que tratadas com base nas situações concretas, e não, em juízos de valor, sem sustentação credível e, muitas vezes, com intenções persecutórias.

A questão das “Estações de serviço nos campings” que está a ser equacionado neste tópico é, em si mesmo, há que admiti-lo, porque é evidente, o reconhecimento da importância que é atribuída aos Parques de Campismo.

Defender a independência do autocaravanismo face ao movimento campista é em si mesmo uma contradição quando se quer impor que os Parques de Campismo, locais de campismo por excelência, sejam também um suporte desse mesmo autocaravanismo. E, nesta perspectiva, não é coerente contestar o direito de os Parques de Campismo privados terem as suas próprias regras, regras que têm o direito de implementar desde que, digo eu, não sejam ilegais.

Não vou aqui exprimir a minha opinião pessoal sobre a política da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal no que se refere ao acesso aos Parques de Campismo da Federação e que deve ser questionada nos órgãos próprios da mesma e pelas respectivas associadas; nem sequer vou exigir que uma entidade privada funcione conforme os meus interesses; não vou, igualmente, tecer quaisquer considerações sobre uma eventual conversa telefónica, de carácter pessoal, de uma funcionária da Federação, que pretendeu apenas ser agradável para resolver de forma expedita o problema que lhe estava a ser colocado.

Prefiro, antes, chamar a atenção para o ponto 7 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, mesmo para os que não a subscreveram ainda, que exorta os Parques de Campismo Municipais (porque estes são construídos com dinheiros públicos) a permitir a utilização das Estações de Áreas de Serviço para Autocaravanas, se as tiverem, e a preços compatíveis com o serviço prestado.

Prefiro, antes, chamar a atenção para o ponto 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, mesmo para os que não a subscreveram ainda, que exorta à implementação de Áreas de Serviço, pelo menos uma por Concelho, preferencialmente de iniciativa autárquica, com o objectivo de contribuir para um maior desenvolvimento económico das populações locais, uma ainda maior protecção ambiental e um melhor ordenamento do trânsito automóvel.

Muitas são as entidades e os autocaravanistas individualmente considerados, que usam da respectiva influência, para que um pouco por todo o País sejam implementadas Áreas de Serviço para Autocaravanas. Nesta nova (ou antiga?) dinamização, permitam-me que o refira, porque faz parte da história, foi o Clube Português de Autocaravanas pioneiro num passado não muito distante e, num passado recente, foi este mesmo Clube que, de moto próprio, acabou com a chamada certificação das Áreas de Serviço. Numa outra oportunidade e noutro tópico, talvez seja desejável explicar a importância das razões que justificam a extinção destas certificações à luz de uma desejável política de unidade do Movimento Autocaravanista de Portugal.

É uma maior protecção do ambiente que a existência de Estações de Serviço para Autocaravanas permite (e que é referida na Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade) que foi claramente assumida pela QUERCUS num protocolo público assinado com o CPA e concretizado através da rubrica “Minuto Verde”, do Programa “Bom Dia Portugal” da RTP1 no passado dia 28 de Agosto.

É a maior ordenação do trânsito automóvel que se promove através da existência de Áreas de Serviço porque, mesmo não sendo obrigatório, os autocaravanistas preferem estacionar nas Áreas de Serviço quando existem (é a experiência que no-lo diz), ao invés de noutros locais.

Tudo isto para concluir sobre o enquadramento, que me parece consensual, das Áreas de Serviço, que deve ser complementado por uma política de divulgação das Áreas que existem nos Parques de Campismo e que seja igual à que o CampingCar Portugal promove, isto é, só é feita a divulgação das Áreas de Serviço de Parques de Campismo que permitam o acesso às mesmas sem exigirem uma permanência no Parque.

Em conclusão, esta é a substância do assunto e mais do que se trazer à coacção questões colaterais, importa conjugarmos esforços para que os pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios sejam implementados e que, também, as Estações de Serviço existentes nos Parques de Campismo Municipais possam ser utilizadas como um serviço autónomo.

Todos os esforços neste sentido serão um contributo profundo para desenvolver e promover o autocaravanismo e a unidade em torno de questões concretas.


Texto 2 - Publicado pela primeira vez no Fórum do CampingCar Portugal em 19 de Setembro de 2011



Saúde para todos!

Não estou, nem vou estar disponível para responder a afirmações que questionam quais as reais intenções de quem quer que seja e que concluem, sem evocar quaisquer pressupostos, nem provam, nem comprovam, o quer que seja.

Também não me parece, numa perspectiva de análise das ideias, muito dialogante qualquer texto em que mais de dois terços do mesmo ponha em causa, não as ideias, mas as intenções de quem quer que seja.

Não se quer aprofundar as questões que ao autocaravanismo respeitam quando se dá respostas que não abordam a essência de questões que foram referidas, como, por exemplo:

- A questão das “Estações de serviço nos campings” (…) é, (…) o reconhecimento da importância que é atribuída aos Parques de Campismo.

- Defender a independência do autocaravanismo face ao movimento campista é em si mesmo uma contradição quando se quer impor que os Parques de Campismo, locais de campismo por excelência, sejam também um suporte desse mesmo autocaravanismo

Por outro lado, afirmações de cátedra (por exemplo: é que de transito eu percebo muito...), levam-me a reflectir que os tempos do “Magister dixit” já passaram e há que ter consciência disso.

Dúvidas sobre matéria escrita é aceitável tê-las, mas, nessa situação, há que, quando se está de boa fé e se perfilha o diálogo com vista ao entendimento, solicitar os esclarecimentos que nos ajudem a ajuizar.

Permitam-me que repita o que escrevi:

“A análise de questões que respeitem ao autocaravanismo não deve ser impedida pela origem das fontes que as motivam, desde que tratadas com base nas situações concretas, e não, em juízos de valor, sem sustentação credível e, muitas vezes, com intenções persecutórias.”

Compreendo, também, que nem sempre um texto seja de compreensão fácil, já porque se encontra escrito de forma confusa, já porque há leitores que tenham mais dificuldade em interpretá-lo, até porque, sem querer ser pejorativo para quem quer que seja, a iliteracia é muito elevada em Portugal.

Contudo, lembro que a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade foi subscrita, pelo menos, pelas seguintes entidades:

- Amigos do Centro Forumeiros
- Associação de Comércio Automóvel (ACAP)
- Automóvel Clube de Portugal (ACP)
- Círculo de Autocaravanistas da Blogo-esfera (CAB)
- Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos
- Clube Flaviense de Autocaravanismo
- Clube Português de Autocaravanas (CPA)
- Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP)
- Movimento Independente pelo Autocaravanismo (MIDAP)
- Portal CampingCar Portugal
- Touring Clube Autocaravanista

Não creio (e aqui trata-se de uma questão de fé) que as entidades acima tenham uma interpretação negativa do texto da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade que pode ser lido no Portal do CampingCar Portugal (que apoia e divulga este documento) neste endereço:


E para que nada fique por dizer, é meu entendimento que em Democracia o facto de uma maioria apoiar uma determinada ideia não significa que ela seja correcta, significa, tão-somente, que a maioria quer seguir aquele caminho.

É que as maiorias nem sempre têm razão, mas, neste caso, até têm!

NOTAS:

• A abordagem de diversos aspectos das Áreas de Serviço e a necessidade da implementação das mesmas ser feita de forma coordenada e sustentada deveria ser objecto de análise, o que só será possível discutindo ideias e não pessoas.

• Procurei, tanto quanto possível, não me afastar do assunto que me preocupa: Áreas de Serviço.

• Esta é uma opinião feita sob o pseudónimo de Papa Léguas e que só a mim responsabiliza.


Texto 3 - Publicado pela primeira vez no Fórum do CampingCar Portugal em 20 de Setembro de 2011



Saúde para todos!

Não está nos meus propósitos desviar as atenções do que é importante em detrimento do que é secundário, nomeadamente através de considerações menores.

No caso vertente o importante é, no que respeita a Áreas de Serviço para Autocaravanas, difundir a mensagem constante dos pontos 7 e 8 da Declaração de princípios da Plataforma de Unidade.

Nestes dois pontos são apontados os objectivos políticos que uma apreciável quantidade de instituições, representando uma esmagadora maioria de autocaravanistas, subscreveu.

(Seria estultícia sonhar, sequer, que todas estas entidades, representando milhares de autocaravanistas, o tivessem feito de ânimo leve, sem qualquer sentido de responsabilidade).

Tenhamos, contudo, consciência de que estes dois pontos não podem ser, para uma correcta interpretação dos mesmos, desligados do todo que é o texto da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

O ponto 7 (Considerar que os Parques de Campismo Municipais devem permitir a utilização das Estações de Serviço para Autocaravanas neles existentes, no âmbito de uma politica de protecção do ambiente e, consequentemente, a preços compatíveis com o serviço prestado (abastecimento de água potável e despejo de águas negras e cinzentas)) tem a finalidade de considerar que os Parques de Campismo, construídos com dinheiros públicos, têm a obrigação de apoiar os autocaravanistas e, simultaneamente, defender o ambiente.

Já o ponto 8 (Considerar que a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas, em pelo menos uma por Concelho, preferencialmente de iniciativa autárquica, contribui, não só para o desenvolvimento económico das populações, como para a protecção ambiental e o melhor ordenamento do trânsito automóvel) aponta para o óptimo em construção de Áreas de Serviço e justifica a existência de cada área como:

Uma contribuição para o desenvolvimento económico das populações - partindo do pressuposto que os autocaravanistas adquirem nos locais onde estacionam bens e serviços;

Uma contribuição para a protecção ambiental - partindo da ideia que existindo local para o despejo das águas negras e cinzentas os autocaravanistas os utilizem;

Uma contribuição para o melhor ordenamento do trânsito automóvel – partindo do principio que os autocaravanistas prefiram e optem livremente por estacionar nas Áreas de Serviço libertando, assim, outros espaços, o que pode contribuir para uma eventualmente melhor circulação do trânsito.

Os pontos 7 e 8 congregam ideias a serem desenvolvidas no âmbito da implementação das Áreas de Serviço para Autocaravanas, o que é importante, mas não definem uma estratégia para que a implementação das mesmas seja feita de forma coordenada e sustentada, o que não é menos importante.

É dessa estratégia para a implementação de Áreas de Serviço de forma coordenada e sustentada que me proponho falar muito brevemente.

Esta é uma opinião feita sob o pseudónimo de Papa Léguas e que só a mim responsabiliza.


Texto 4 - Publicado pela primeira vez no Fórum do CampingCar Portugal em 20 de Setembro de 2011



Saúde para todos!

Com mais esta mensagem cesso a minha intervenção sobre Áreas de Serviço para Autocaravanas na perspectiva da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

Estou convicto de qualquer leitor atento e minimamente esforçado não deixou de compreender toda a filosofia que está subjacente aos pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade e afastado, definitivamente, qualquer hipótese de o texto ter como objectivo acantonar as autocaravanas em Áreas de Serviço, impedindo-as de estar estacionadas em qualquer outro local que a lei não impeça.

Esta ideia peregrina de interpretar estes pontos, nomeadamente o ponto 8, com a malévola intenção de impedir a livre circulação e estacionamento das autocaravanas, pode não ser mais do que um pretexto que justifique a não subscrição da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

No que às intenções do autor desta mensagem respeita, já sobre o chamado “acantonamento das autocaravanas”, já sobre o impedimento do estacionamento das autocaravanas, onde outros veículos de iguais dimensões estacionam, a minha posição está muito claramente expressa desde Junho de 2009 (repito, desde Junho de 2009) e pode ser acedida, obviamente confirmada, pelos que mais se interessam por estas “coisas”, pelos que procuram a verdade, nos seguintes endereços:

Discutir as leis é um acto de cidadania

Considerações e Propostas ao Projecto de Lei 778/x

Impedir ou não impedir…eis a questão

E agora? Que futuro?

Continuo, no essencial, a ter o mesmo entendimento que tinha há 2 anos, quando escrevi os textos acima. Só por má fé se virá dizer que subscrevo uma Declaração de Princípios em que está subentendida uma discriminação negativa do autocaravanismo.

Termino, e especialmente para os mais jovens (em idade e no autocaravanismo), transcrevo uma “Carta a um jovem filósofo” da autoria de Agostinho da Silva

Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura, já o pensamento lhe pertence.”


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

República Checa VI


Fotos captadas numa viagem iniciada a 19 de Junho e terminada a 31 de Agosto de 2011 com o objectivo de visitar a Polónia, a Eslováquia e a Republica Checa, tendo percorrido cerca de 13000 quilómetros.

Marcámos também presença em Paris e no “77º RALLY FICC (Praga)” e no “Pós RALLY em Milkow (Polónia)”.

IMAGENS DA REPÚBLICA CHECA
(Parte 6 de 6)

As fotos, que mostram uma parte desta viagem, podem ser acedidas no seguinte endereço:


 
Para ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


domingo, 18 de setembro de 2011

República Checa V


Fotos captadas numa viagem iniciada a 19 de Junho e terminada a 31 de Agosto de 2011 com o objectivo de visitar a Polónia, a Eslováquia e a Republica Checa, tendo percorrido cerca de 13000 quilómetros.

Marcámos também presença em Paris e no “77º RALLY FICC (Praga)” e no “Pós RALLY em Milkow (Polónia)”.

IMAGENS DA REPÚBLICA CHECA
(Parte 5 de 6)

As fotos, que mostram uma parte desta viagem, podem ser acedidas no seguinte endereço:


Para ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.